21 abril 2022

Imperador Dom Pedro II -- Considerado um líder arquétipo do Brasil ( por Plinio Corrêa de Oliveira)

Fonte: revista Catolicismo--agosto de 2019

     No tempo de Dom Pedro II, éramos indiscutivelmente um povo em que a organização da família ainda estava viva e pujante, muito de acordo com o modo de ser afetivo do brasileiro. O velho Imperador — respeitável, venerável e bondoso, com cabelos e barbas brancos — foi durante décadas, por assim dizer, “o vovô do Brasil”; e o Brasil se deliciava em ser neto de Dom Pedro II.

    O modo como ele governava e dirigia a política brasileira era inteligente e cheio de jeitinhos, como o brasileiro gosta. O que fosse imposto à força, de acordo com o modelo de Frederico II da Prússia, não era apreciado pelos brasileiros e poderia “azedar” as relações muito desagradavelmente, ou até fatalmente.

     Naqueles tempos, a Constituição brasileira era liberal e reduzia muito os poderes do monarca. Mas ele era muito sagaz e servia-se do prestígio de Imperador para negociar nos bastidores o curso da política, de tal maneira que se tornou o principal político do País. Acomodava os problemas e abafava as revoltas, fazendo reinar a paz com muita prosperidade. Assim o Brasil se tornou uma das maiores nações, com uma esquadra mercante que era a segunda maior do mundo.

    Apesar de o Imperador seguir inteiramente a Constituição, os políticos liberais reclamavam muito dele, dizendo que exercia um “poder pessoal” extra constitucional, porquanto acumulava os dois poderes. A resposta dele era que nada na Constituição o impedia de exercer influência política. Os liberais vociferavam, mas nada podiam contra a força moral do Imperador. Assim ele conduziu a política até o fim de sua vida, quando foi destronado. Deixou nos brasileiros saudades daquela época, pois o Imperador os representava arquetipicamente.

(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 17 de fevereiro de 1989. Esta transcrição não passou pela revisão do autor).


Da série " História Secreta do Brasil": A inexistente "proclamação da república"—por Fernando Mascarenhas Silva de Assis (*)


    Há uma versão um tanto idealizada da chamada "proclamação" da República (que nunca ocorreu). Esta versão, embora fantasiosa, tem sido incentivada pela propaganda oficial. Abaixo, a descrição correta de uma das mais negras páginas de nossa História.

    A verdadeira causa da pseudo proclamação da república chama-se Maria Adelaide Andrade Neves Meireles... Deodoro estava no Comando Militar do Rio Grande do Sul. O influente político Silveira Martins ocupava a Presidência da Província. Ambos disputavam os encantos e favores de uma viúva, cujo nome era Adelaide . Parece que ela preferia o Silveira Martins, deixando Deodoro em segundo plano. Por consequência, tornaram-se inimigos ferrenhos... Daí, anos mais tarde, a conduta tresloucada do Marechal que não proclamou a república...

    De fato, as chamadas "causas" da proclamação (que nunca ocorreu) desta República (que não é, e nunca foi) não passam de eventos maquiados pela propaganda golpista (que não menciona a Viúva Adelaide). São pouco, muito poucos, os que já ouviram falar na Viúva Adelaide. É natural. A historiografia oficial, por motivos óbvios, faz o possível para que seja esquecida.

    Portanto, a chamada Proclamação da República no Brasil é uma fábula. Nunca aconteceu. Contudo, resta a pergunta: Se não houve uma proclamação, como foi implantada a República no País? Após ter gritado "Viva o Imperador”, (que a propaganda oficial mudou para “Viva a República), Deodoro voltou para casa. Volta ao leito e, na cama, recebeu a visita alguns militares republicanos. Tentaram fazer com que Deodoro assinasse o documento que viria a ser o decreto Nº 1 da república. O velho militar se recusou: havia jurado fidelidade ao Imperador.

    Deodoro não era republicano. Havia mesmo escrito, poucos dias antes, a um de seus sobrinhos, o General Clodoaldo que: "República no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa”. De má fé, os militares golpistas disseram ao Marechal que o Visconde de Ouro Preto seria substituído por Silveira Martins. Sabiam da inimizade entre os dois. Deodoro não havia perdoado seu antigo rival na disputa pelos favores da Viúva Adelaide.

   Tresloucado, como sempre ficava quando se lembrava de sua antiga paixão, Deodoro disse textualmente: "Deixe-me assinar esta porcaria". A “porcaria” era o primeiro decreto do “governo provisório” documento este que efetivamente implantou o regime republicano no Brasil.

(*) Fernando Mascarenhas Silva de Assis, residente em Belo Horizonte, é Engenheiro Civil pela UFMG, pós-graduado em Engenharia Econômica. Diretor do CETEC - Centro Tecnológico do Estado de Minas Gerais, Diretor da Faculdade de Administração da Fumec, Auditor de Sistemas e Auditor Ambiental.


Monarquia, guardiã da verdadeira democracia

    Ao contrário do que tentam fazer parecer certa historiografia e a imprensa tendenciosa, a Monarquia é a guardiã da verdadeira democracia. Durante todo o Segundo Reinado, no Brasil, o Partido Liberal e o Partido Conservador alternaram-se no poder sem nenhum problema, pois era assegurada a vontade popular expressa nas urnas; e as eleições ocorriam sempre nas datas pré-estabelecidas. Muito diferente da República, marcada por sucessivos golpes de Estado, ditaduras, regimes de exceção, etc.

    Há que se considerar que o Imperador paira acima dos interesses políticos e privados de qualquer ordem; seu interesse pessoal confunde-se inteiramente com o da Nação. O Soberano pode, assim, exercer sobre a política e a administração pública uma ação moralizadora ao mesmo tempo firme e serena, de modo a coibir as más tendências dos homens públicos... Basta recordarmos o ditado: “A Monarquia pensa nas próximas gerações; a República pensa nas próximas eleições.”

   Conforme mostra o quadro, das 15 nações mais democráticas do mundo, nove são Monarquias – e as duas primeiras, a Noruega e a Nova Zelândia, são países que, além de monárquicos, são juveníssimos, tendo se tornado independentes somente em 1905 e 1947, respectivamente. O Brasil – onde desde o golpe de Estado de 1889 vigora o fracassado presidencialismo – ocupa a nada satisfatória 47º posição, atrás de nações como Trinidad e Tobago (41º) e Botsuana (30º).

    Fica evidente a falta que faz em nosso País uma figura como a do magnânimo Imperador Dom Pedro II, que, fazendo uso do indispensável Poder Moderador e de sua inegável presença moralizadora, era o grande garantidor do bom funcionamento da máquina pública, totalmente dilapidada após 132 anos de uma malfadada experiência republicana. Felizmente, ainda há tempo de nos unirmos para corrigir este grave erro, através da Restauração da Monarquia, o que irá coroar a verdadeira democracia!

(Publicado originalmente no Facebook Pró Monarquia)