08 março 2022

Intactos - Por: Emerson Monteiro


Há, sim, um bloco indivisível na origem de tudo. Daí o que denominam perfeição absoluta. Do nada vem o um; do um, o dois; dos dois, o três. Deste, o Infinito, donde tudo recomeça dentro da mesma condição irreversível de vagar do Eterno e regressar ao Infinito. Destarte, não importa aonde ir, que o regresso é parte integrante do todo que, de novo, restabelece o sentido de ordenamento do Universo. Isso de tão simples já nem precisa mais que se volte a dizer, de tão óbvio e significativo nas ações da Natureza. Uma página virada na compreensão da maioria dos que abriram o olho e anotaram tamanha qualidade nos blocos que formam a base de tudo quanto há, em todos os quadrantes.

Assim, o percurso de achar a casa da Consciência dentro de todos representa esse movimento de revelar a si mesmo a sonhada perfeição que de tudo emana. Pois bem, ainda existe a opção de querer ou não compreender, e refastelar-se no seio da acomodação, esconder a cabeça no areal dos desertos, vícios e perdições desnecessárias da inanição, conquanto está aí por demais o senso de aceitar a quem disso queira.

A ordem do Universo vem certa na hora certa a todos. Tantos sofrem a consequência dos desinteresses, o que passa a ser escola dos que cedo abriram os olhos à virtude. Nem de longe resta justificar o atraso de esquecer a si em nome dos prazeres inconscientes. Os códigos falaram, as lições ensinaram, as gerações repetiram, enquanto a história continua sua marcha acelerada rumo às interpretações e conclusões definitivas. As respostas percorrem o nosso ser numa velocidade sem limite, a nosso favor.  

Tais fontes do próprio itinerário, toquemos a trilha da sorte nas condições que ora atravessamos, passados que foram tantos milênios, e acharemos o destino certo da realização com o que sonha o nosso coração.