27 fevereiro 2022

O Sol numa gota de orvalho - Por: Emerson Monteiro


Toda a intensidade da Luz numa mínima fagulha, a força de tudo numa pequena parte do todo. Bem assim a natureza. A lei que rege o Universo habita, pois, a fração de tudo quanto há. Disso também somos parte e um todo mais. Conquanto seja único o sistema universal, dentro dele aqui estamos diante do tempo. O Tempo e vida sendo a mesma ideia de ser, isso que caracteriza o suficiente a sabermos que nos vemos submetidos ao processo natural que movimenta o mundo em que vivemos. Ninguém é uma ilha, porquanto circunscritos a esse deslocamento de ações a que nos vemos submetidos durante o fluir dessa ordem; quedamo-nos suficientes até então, quando aceitamos o nosso grau de comprometimento.

Vê-se suficientemente esse nível de inter-relação desde os mínimos detalhes, por exemplo, quando numa simples gota de orvalho o Sol reflete toda sua luminosidade. Do jeito que as palavras alimentam a função do texto e traz de volta o que desejamos ter na forma de sentido, desse modo as palhas que o vento desloca aos céus bem significam o senso da compreensão. Daí, com o mínimo esforço, lembramos Jesus a dizer que somos deuses e não o sabemos. E São Paulo a considerar que não é ele quem vive, mas o Cristo que vive nele.

No que diz respeito às razões de existir nesse mar de circunstâncias, participamos do grande Todo só em viver, estar neste chão. Importa menos que saibamos e mais que já o somos na verdade. As explicações machucam o juízo das populações no transcorrer das eras, sem, no entanto, gerar o suficiente e ainda definir com clareza, no nosso conhecimento, a existência de Deus, que nem de longe o intelecto pode ainda alcançá-Lo, se não a Consciência através dos sentimentos. Deus, o amor maior do quanto existe e existirá sempre, o Sol e a intensidade inextinguível da Luz na alma da gente.