25 fevereiro 2022

Eu e minhas escolhas - Por: Emerson Monteiro


Na face das circunstâncias, este ser que somos padece nas marcas de viver. Fagulhas ao vento, revira nas situações em uma espécie de calvário diante de tudo quanto defronta e sustenta, ainda que seja individualidade em choque nas unhas do constante desaparecimento. Mas tem que viver, continuar, apesar do que encontre nas horas. Ao sabor, por isso, dos embates, necessita sair inteiro e tocar adiante o barco onde navega. São por demais percursos longos ou breves, no entanto inevitáveis na pauta dos destinos.

Vemos isso a qualquer momento, da gente com a gente mesma. Resistir a todo custo processos do aperfeiçoamento individual. Foram dotes guardados de outras práticas lá de longe, porém que traziam o sinete do seu autor que nós somos. Temos de responder, não importa quanto de custo haja de pagar. E sentimos claramente o peso daquelas malquerenças do pretérito, nisto vítimas de nós próprios nos tribunais das vivências. Respondemos pouco a pouco, feitos senhores daquilo que antes fizemos, e erramos.

Esse dever de continuar assinala com força o modo de seguir a trilha da existência, sem alternativa além de aceitar de bom grado as cicatrizes deixadas nos outros. Forte bênção resgatar o que deixamos atrás na caminhada. Nesse momento do acerto, paciência e resignação, exercício de perfeição. Quem viver verá o que plantou, seja de que qualidade forem as sementes. Há que responder, porquanto o que equilibra o Universo vem da exatidão dessa justiça maior.

Durante todo tempo, a história faculta-nos esse poder de prosseguir pelas práticas e vivências, através das maravilhas da Natureza, filha dileta do Poder soberano. Quais duendes imortais, as cenas e as paisagens ora habitam dentro da gente por ser a própria essência de Si, espelhos aonde virão refletidas as ações da evoluçao tão logo compreendamos o Ser real que já transportamos no íntimo.