11 fevereiro 2022

Um ser positivo - Por: Emerson Monteiro


Tais espectros de outras dimensões, vêm seres que indicam práticas que não só o egoísmo dominante ainda agora na face do Planeta. Preciso será que criemos essas respostas positivas perante as histórias individuais que vivemos agora. Ninguém por si modificará esse universo pequeno das preocupações atuais da sociedade só no instinto sem prática da pura virtude. Entretanto cabe iniciar as providências que irão confirmar a finalidade humana, aqui missionários de outras praias. Pouco a pouco se observará nas situações reais os  meios outros de acalmar as ansiedades e produzir métodos que acrescentem vontade aos que desejam o bem acima de tudo.

Depois de tantas batalhas das circunstâncias gerais, que outra ação senão erguer os olhos e buscar condições de renovar a face da Terra na face da nossa gente. Muitas multidões de atitudes apressadas caracterizam em demasia as modificações apressadas dessa natureza onde mourejamos. Sei que existem os heróis anônimos, pois são eles que mantêm o andamento dos dias. Sei dos autores desconhecidos da transformação que nunca largam de lado a intensidade que alimentam de encontrar um jeito diferente e bom de vencer as agruras e seguir rumo aos dias de pura paz. Não fossem eles de há muito que sumiriam as esperanças num porvir radiante. Contudo, enquanto isto, dentro de cada ser vaga solta a decisão dalgumas fórmulas novas de viver com arte e sabedoria.

Queremos, sim, que a evolução chegue logo e desfrutemos instantes de solidariedade, união, verdade, noutros tempos que tragam liberdade e respeito. A isto caberá a todos profundas mudanças na essência de si mesmo, autores que sejam desse mundo que pretendemos deixar aos que virão. Acalmar os sentimentos, dominar os pensamentos e construir realidade compatível com tudo que até hoje sonhamos. Perto disto estaremos à medida que leguemos aos demais o que pretendemos a nós próprios, e os frutos da existência serão de pura felicidade e sabor inigualável.

São Vicente de Paulo– por José Luís Lira (*)

 

   Rachel de Queiroz, ao escrever sobre a Irmã Apolline Simas, sua mestra no Colégio da Imaculada Conceição, em Fortaleza, fala sobre os santos e sou tentado a copiar suas palavras: “Ninguém, mais que o santo, pode ser uma alma livre (...). Nós falamos em infinito, mas na verdade somos incapazes de conceber o ilimitado. Por detrás de uma muralha, sempre haverá outra muralha; e a ideia do sem-fim nos choca como um absurdo. Eles [os Santos] não: fazem do infinito a sua pátria, por onde vogam livremente, sem medida de tempo nem de espaço, sentindo-se verdadeiros donos da eternidade”. 

   Irmã Simas era Filha da Caridade de São Vicente de Paulo e sobre ele, também, Rachel escreveu, em 1960: “Há, na santidade de Vicente de Paulo um elemento que o aproxima especialmente de nós, no nosso século tumultuoso. É a sua condição de ativista, de homem atuante, de operário de Deus, que enfrenta o mal pegando-o pelos chifres, em vez de apenas o exorcizar. Com a sua energia de camponês, o seu bom senso popular, fez da caridade uma tarefa do corpo, além de uma exaltação da alma”.

   Em agosto de 2015, numa pesquisa de rotina, encontrei fotos da exumação de São Vicente de Paulo de 1960. São fotos em preto e branco. Procurei o Dr. Cícero Moraes que, por sua experiência, achou que dariam para fazer a reconstituição, todavia, solicitou a análise de vários peritos que foram unânimes em afirmar a possibilidade de reconstrução. De posse dessas informações, em outubro de 2015, contactei o então Superior Geral da Congregação da Missão, Pe. Gregory George Gay, CM, pedindo a autorização de uso das imagens e, ainda, para reconstrução facial. Ele prontamente nos respondeu, via Secretário Geral da Congregação, dizendo que depois de ouvir o Postulador Geral, o uso das imagens deveria ser autorizado pelo responsável pelo site onde elas estavam e desejou-nos bom trabalho.

   Os negativos em preto e branco estão sob a guarda da DePaul University, em Chicago, nos Estados Unidos. Cícero Moraes que fala e escreve fluentemente inglês, escreveu à DePaul University e a resposta veio do ex-Reitor daquela Universidade Vicentina e grande investigador sobre São Vicente, Pe. John E. Rybolt, dando a autorização de uso das imagens e dizendo-se interessado em reconhecer o resultado final.

   A reconstrução poderia ter sido feita naquela época, mas, confirmando o preceito contido na Bíblia, em Eclesiastes 3,1 “Para tudo há momento, e tempo para todo o propósito debaixo do céu”. E agora, quando nosso estimado amigo Cícero Moraes, recebe por seus méritos e feitos para a ciência o Título de Doutor Honoris Causa pela Faculdade Tecnológica de Limoeiro do Norte, da Fundação Cariri, dirigidas pela Prof. Ma. Antonia Ladislau, e a Diocese de Crato, administrada pelo Mons. José Vicente de Alencar Pinto, temos a oportunidade de conhecer a vera face de São Vicente de Paulo, neste dia 13 de fevereiro, na Catedral de Crato, terra do Pe. Cícero.

   São Vicente tinha uma retrusão de mandíbula. Não desfrutava de beleza física. Possivelmente sua voz era diferenciada. É a prova de que Deus habita o que de melhor temos que é o coração e nisso está a grandeza de Sua beleza. Não só na oração, mas, sobretudo, na caridade e nas virtudes evangélicas.

   São Vicente vive!
   Salve São Vicente de Paulo!

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com 26 livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.