26 janeiro 2022

O condão de amar - Por: Emerson Monteiro


Questão básica dentre todas elas, a razão pela qual viemos aqui. O que nos mantém vivos, desde sempre, eis o Norte dos seres humanos. Busca incessante de persistir no rio das existências, defrontamos os destinos e mergulhamos nas luzes das indagações. Qual por demais quer acontecer face ao desaparecimento da matéria, restam às religiões e estabelecer as bases dessa compreensão do que virá logo ali no despenhadeiro dos vivos, apanágio das vaidades.

Quer-se crer na imortalidade, no princípio original que transportamos passo a passo. Isto impõe a condição de imaginar demasiadas ficções dos povos e suas considerações de cruzar o teto do imediato e chegar ao infinito das eras.

Ninguém de sã consciência aceitaria de bom grado o puro desaparecimento. Daí o apego às respostas em fase de esclarecimentos, mensagem através de médiuns, cartas, falas, descrições, narrações, enquanto persiste a vontade imensa de aceitar de bom grado essas alternativas no instinto das procuras.

Enquanto isto, cada um de nós estuda, aprofunda experiências e constrói o próprio caminho do que se nos espera. Espécie de máquina ainda em fase de aprimoramento, recorremos aos sonhos, às visões, aos sentimentos, formando painéis dessa visão que a uns que acalma e a outros, porém, deixa muito a desejar em termos de aceitação do mistério.

Assim, os melhor aquinhoados da natureza desvendam maiores frutos naquilo que encontraremos no frigir de tudo, quando largamos o corpo físico, a merecer nova consciência do lado de lá do que ora vivenciam.

Nuvens escuras encobrem, pois, a floresta do outro mundo. Bem isso a longa viagem deste chão, numa jornada parcial rumo ao segredo maior dos humanos.

Então, a quem ama todas as dúvidas se desfazem. Ampliar o desejo que chegou à sabedoria, e amar o suficiente, reconhecer que a vida sempre esteve aqui bem juntinho de nós, nas dobras infinitas do humano coração, guardada nesta busca incessante da divina confirmação do Ser mais absoluto que já o somos.

Frase do Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança

 “Vivemos em um sistema econômico baseado no consumismo, onde os bens materiais passam por cima dos valores morais e cristãos. As pessoas se tornam objetos e a essência da família se perde quando se estabelecem relações ‘descartáveis’. Devemos enfrentar esse materialismo fortalecendo a Fé e a espiritualidade, sobretudo através da educação.

– Sua Alteza Real o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança, quarto na linha de sucessão ao Trono e à Coroa do Brasil, em entrevista concedida ao Boletim “Herdeiros do Porvir”.


 

NOTA DE PESAR

 NOTA DE PESAR DE SUA ALTEZA IMPERIAL E REAL O SENHOR DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA, PRÍNCIPE IMPERIAL DO BRASIL, PELO FALECIMENTO DO FILÓSOFO E PROFESSOR OLAVO LUIZ PIMENTEL DE CARVALHO

 


   Com grande consternação recebi hoje a notícia do falecimento do Filósofo e Professor Olavo de Carvalho.
   O Brasil deve muito aos seus ensinamentos. Soube enfrentar galhardamente o sistema “politicamente correto” que encapsulara as consciências e conseguiu abrir para incontáveis brasileiros, sobretudo jovens, novas perspectivas.
   Há mais de quinze anos, tive com ele uma longa e agradável conversa na Sede do Instituto Plínio Correa de Oliveira e pudemos então compartilhar nossas preocupações sobre o futuro do Brasil e do mundo. Hoje, os bons frutos de seu profícuo magistério começam a aparecer e são motivo de esperança.
    A coincidência de sua morte com a festa da Conversão de São Paulo faz pensar na delicadeza da Divina Providência, que escolheu esta data para chamar para si um Professor que converteu inúmeros de seus alunos à verdadeira Fé.
   Consola-me saber que ele foi confortado nos seus últimos momentos pela recepção dos Sacramentos da Extrema-Unção, Confissão e Comunhão.
   Ofereço minhas orações de hoje pelo descanso eterno de sua alma. Que a Virgem Santíssima interceda para que ele – que era devoto da oração do Rosário – receba na glória eterna a recompensa por todo o bem que fez à nossa Pátria.

Dom Bertrand de Orleans e Bragança
Príncipe Imperial do Brasil