02 abril 2022

Walderêdo e Elói Teles: dois mestres da cultura caririzeira

A Pró-Reitoria de Extensão e a gráfica Lira Nordestina (URCA), através da pró-reitora professora Sandra Nancy, e o cineasta Jackson Bantim parabenizam estes dois grandes e inesquecíveis artistas da constelação caririzeira, que neste dia 19 de abril estarão aniversariando juntos na seara celestial: o xilogravurista Walderêdo Gonçalves  de Oliveira (102 anos) e o folclorista e comunicador Elói Teles de Morais (86 anos).

 Walderêdo e Jackson Bantim

 “Meu nome é Walderêdo Gonçalves de Oliveira (...) Nasci em Crato em 19 de abril de 1920, numa segunda-feira, às duas horas da tarde. O nome Walderêdo vem de um bispo italiano.” (TEMÓTEO, 2002, p.53).

 

 

É com essas palavras de Walderêdo em entrevista para o autor Jurandy Temóteo, que iniciamos esta segunda postagem da série Xilógrafos Nordestinos. Walderêdo Gonçalves pode ser considerado um dos maiores xilógrafos da primeira metade do século XX com peças expostas em vários museus pelo mundo.

Filho de um pai carpinteiro e uma mãe artesã, Walderêdo teve uma infância difícil, trabalhou desde cedo pra ajudar à família. Não terminou os estudos, pois foi expulso por ter desenhado uma mulher nua. Entretanto, o jovem não deixou de estudar, começou a ler por conta própria livro…

 

Mestre Elói foi um homem plural. Servidor do Ministério da Agricultura, locutor, radialista, jornalista, folclorista, escritor, ator, poeta cordelista, mestre da cultura popular, presidente e um dos fundadores da Academia dos Cordelista do Crato, presidente da Liga Cratense de Desportos, comentarista esportivo, membro da Crônica Carnavalesca do Crato, presidente da Fundação Cego Aderaldo e formado em Direito. Apresentou nas rádios Araripe e Educadora, por mais de 40 anos, vários programas, como Coisas do Meu Sertão, Forró da Casa Grande, Baú das Velhas Recordações, Salve a Retretra e A Voz do Povo. Comandou o Palco Cultural da Exposição do Crato também por mais de 40 anos. Militante de esquerda, foi preso político em 1964, por conta da Ditadura Militar.

 

Jackson Bantim, Calé Alencar, Carlos Rafael e Elói Teles, foto na área verde do estúdio DM, de Dihelson, no dia da gravação do disco da Banda Cabaçal dos Irmãos Anicetos (17 de maio de 1999).

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