04 abril 2022

Verdades esparsas - Por: Emerson Monteiro


No decorrer das oportunidades, leituras e pensamentos, a gente passa a compreender que existirá um nível de conhecimento bem maior do que hoje classificamos de senso comum. Vêm conceitos trazidos pelos mestres espirituais que avançaram além da singeleza dos raciocínios circulantes. Eles vão lá adiante ao que a gente trabalha de conceitos e avaliações desse mundo. Chegam ao território do sublime, das virtudes, dos céus, pelejosos por demais a cada ser pensante. Isso fica até difícil de calcular com precisão a hora disso acontecer, porquanto ainda pisamos no solo desse astral daqui de baixo e alimentamos desejos das circunstâncias mais viáveis ao nosso ser. Somos meros aprendizes do que virá na evolução. Pecamos pelos crivos da mediocridade, digamos assim, até obter o grau de interpretação.

Porém necessário seja aceitar o que temos à frente no desapego deste chão. Trabalhar o esquecimento da matéria, abandonar os vícios, as sensações materiais imediatas, nas fugas da realidade que tanto nos aprisionam. Operários dessa existência, aos poucos descobrimos os caminhos da libertação, contudo numa velocidade apenas proporcional ao poder que ora temos. Não importa a vontade extrema de ser feliz na permanência dos dias que virão, pois somos submetidos aos sabores dessa condição atual.

Ninguém que seja poderá dar saltos quilométricos nessa vivência gradual antes de vencer as tendências dos instintos, os prazeres da carne e os valores do imediato, sem renunciar às exigências deste mundo. E o exercício dessas verdades carece do desapego qual resposta sensata ao dever de aprimoramento. Quantas histórias nisso de libertação significam a única possibilidade que levará ao conhecimento do Absoluto. Eis o roteiro de nossa existência, escutar as lições e transformá-las em prática pessoal.

São os livros, as aulas, as notícias, tudo, afinal, que nos norteia e alimenta nesse dia-a-dia do que experimentamos todo tempo, até quando, numa fração de segundo, seremos de vez senhores de nós mesmos, o que tanto buscamos no transcorrer dos infinitos. Destarte, que felizes sejamos a qualquer instante, quem sabe hoje?...

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