12 abril 2022

À frente é que batem as malas - Por: Emerson Monteiro


Face ao andamento constante dos acontecidos, seja onde seja neste chão, importa, sim, ver de frente, com o mínimo de senso, que andamos à diante, quiséssemos ou não. Dotadas de esforços quase sobre-humanos, as pessoas e as massas rendem fria homenagem ao correr do tempo, tanto na vida individual quanto nos movimentos da coletividade. Nem de longe seria possível imaginar um regresso ao passado e desmanchar o q1ue se fez, a não através da literatura, dos filmes de ficção, das resenhas... E todos baixam a cabeça a essa força descomunal que tem nas mãos os dias, as vidas, a criar sobre si quais numa imensa cachoeira de ocorrências. Houvesse meios e, decerto, alguns mais insistentes na força de continuar com as velhas paixões voltar-se-iam à preservação de valores e privilégios a eles condicionados. Bem nisso o poder imenso das decisões indefensáveis do que ficou atrás; quem plantou, há de colher, seja o que machuca, seja o que transmite alegria.

Dúvidas de lado, pois vivemos dentro de um mecanismo de extremo domínio sobre o que existe, dando-lhe o nome que assim o desejem os componentes desse quadro inevitável. Somos peças de xadrez em constante ação da gente com a gente, ao sabor de lances dos parceiros silenciosos ali em volta dos tabuleiros da História.

Quando menos se espera, nascem as árvores que plantamos. Outro momento, desaparecem florestas inteiras que ficaram lá atrás no corredor das existências. Disso permanecem, no entanto, as lições aqui praticadas nessa escola das gerações. Poucos conhecem os professores, contudo os respeitam por decisão das próprias imprudências em resposta aos desafios e visões. Quase nunca valeria apenas protestar, contradizer, desconsiderar, vez que o caudal do rio dessa humana exatidão só aceita viver e adormecer.

Pudéssemos, reveríamos as previsões e crenças, porém só na outra volta do parafuso as haveremos de rever, entretanto. Palavras que viajam no vento, alimentamos um céu na procissão de toda manhã, e dormimos a sono solto nos braços das limitações, pouco cientes da Justiça imbatível que nos acompanham estradas afora sem a mínima pressa de esperar.

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