28 abril 2022

Na jaula dos macacos - Por: Emerson Monteiro


Diante dos sucessivos destemperos dessa época de humanidade contrafeita, onde quando menos termina uma guerra já estão usinando ferro a fim de produzir as armas do próximo conflito, necessidade que parece constante nos animais que ainda somos, hoje achei de lembrar uma historizinha zen, bem aos moldes da sabedoria do Oriente.

Um domador tinha sete macacos presos numa jaula, com os quais oferecia quadros no circo da região. Todo dia, chovesse ou fizesse sol, preparava e oferecia de alimento três doses de castanhas a cada um deles. Duas castanhas pela manhã. Uma no meio do dia. E três ao final da tarde. E desse modo transcorreram dias e dias, com os bichos conformados naquela ração diária, acrescida de mais alguns agrados. Lá certa feita, um deles acho de reclamar que daquele jeito faltasse algum detalhe, que precisava mudar o quanto antes o regime dos fornecimentos, que via naquilo algo a ser cuidado doutro modo, etc., etc. Os demais habitantes da gaiola não perderam tempo e seguiram o protesto dos selvagens da prisão.

Foi um movimento feroz naquela jaula de micos. Uma zoeira. Ninguém mais teria paz na casa do proprietário dos antes passivos e conformados símios. Só faltava quebrarem tudo, sem oferecer qualquer alternativa de acordo que fosse.

Pensa que pensa, e o domador resolveu fazer uma pequena alteração no fornecimento das rações diárias dos prisioneiros.

Daí passou a oferecer, invés de duas castanhas pela manhã, três. Não mexeu na refeição do meio-dia, que seguiu de apenas uma. E ao final da tarde, invés de três, ofereceu duas castanhas.

Com aquilo, os macacos, desconfiados, olharam uns pros outros, sorriram satisfeitos, e a paz voltou a reinar no recinto, todos eles entregues aos seus nenhum afazeres, se coçando e dormindo contentes os dias todos.

Resta imaginar aonde se parece essa história nos acordos coletivos dessa hora pelo mundo inteiro.

27 abril 2022

Os caminhos da História - Por: Emerson Monteiro


São os planos de aperfeiçoamento, tanto individuais quanto coletivos que passam às vistas dos céus. Tudo quanto acontece a todo tempo demonstra o fluir desse rio da História. E nós vivendo dentro dele. Todo passo de cada ser tem de tudo nessa inter-relação inevitável. Uns grudados aos outros. Pedaços do mesmo ser. As sombras que restam disso chamamos de passado. Restos acumulados de frações preenchem, pois, o espaço abstrato das relíquias deixadas pelos séculos. Templos abandonados de seus reis e deuses veem crescer o mato do tempo e serem encobertos de solidão e silêncio. Janelas abertas ao aprendizado, as consciências fustigam meios válidos de sobreviver a qualquer custo. Porém jamais conseguem pagar o suficiente de eternizar o princípio das vidas. Saem assim jogados aos cascalhos e revirados nesse laboratório das transformações. As luzes que restam disso representam a fisionomia transversal das sociedades, dita de Civilização; hoje, bem; amanhã, claudicante. Impérios de paz, no entanto a custo de dores dos que ficaram abaixo da linha da pobreza moral. Longos estios, e vêm guerras de conquistas, as invasões, os martírios. Doses fortes de sacrifício cobram deles, dos homens, o preço de dominar moedas, posses e armamentos. Contudo, a quem reclamar, pedir, implorar, senão as si mesmos, os protagonistas do drama de estar aqui e resistir ao furor dos animais que ainda somos.

Feridas cruéis carregam as sociedades, sempre sob o suor e o sacrifício de gerações inteiras que alimentam o princípio de uma derradeira batalha, quando humanos abandonem a fome do egoísmo e passem a viver os fulgores da certeza mais justa. Verdades inteiras serão atiradas à lama desses ninhos de feras, marcas atrozes que isto signifiquem presenciar o ritmo do rebanho ao porto da Luz. Mesmo sem ter aonde fugir, seremos parte desse todo indivisível. Ninguém que fira fugirá dos próprios ferimentos, porquanto há um só corpo e um só destino comum. O impasse de alimentar os tais dessabores das aves de rapina pede compreensão e sentimento verdadeiro aos quantos aceitem transformar em sonhos as doces felicidades da Esperança e da Paz

26 abril 2022

A força dos acontecimentos - Por: Emerson Monteiro

 


Incrível a força que as coisas parecem ter quando têm que acontecer. Nietszche

 Até parece ser fatalismo, no entanto. Quais raízes de um vegetal, os acontecimentos formam o corpo na sequência deles mesmos. Chegam variáveis de tudo quanto é canto, e criam os resultados. Porquanto, depois de acontecer nem de longe há meios de rever. Instrumentos dos destinos, as normas produzem seus frutos.

Isso de olhar de frente a realidade necessita de um conteúdo interno nas pessoas. Apenas tocar adiante de olhos vendados significa ausência de domínio. Essa fase da nossa humanidade representa pois um tanto de confronto face aos acontecimentos, quem, logo ali, viram pedras. Daí os bloqueios de aceitar o jeito dos resultados. Quantas vezes surgem dores que o tempo impõe a que aproveitemos suas lições. Enquanto isto, a Natureza segue o compasso, livre da participação de outros fatores a não ser o próprio movimento de tudo quanto há. Livre dos insistentes anseios dos humanos, nada deixa de acontecer em tudo quanto é lugar deste Universo.

O modo de aceitar este movimento do tempo implica numa evolução do ser que somos. São as teses de muitos a imperar no meio dos pensamentos nem sempre dóceis. Assim, os indivíduos vagam soltos no meio dos tantos objetos e ideias, e se largam pelo ritmo deste mundo. Alternativa não existe. Viver, portanto, eis o único instrumento de interpretar o que acontece. Aceitar o andar dos momentos, às vistas com o futuro, que passa numa velocidade estonteante, longe do que possamos recolher.

As religiões ensinam a lógica dessas ocorrências, que gravamos na memória e pouco exercemos de verdadeiro. Bem isto, de responder aos desafios numa coerência que prevaleça às ruínas que restam depois do quanto vivemos. Gestos de nossos passos no Infinito desaparecem. A força indomável dos atos da existência fica aqui aos nossos pés, do que fomos, do que somos, nós, autores do depois que não cessa de acontecer.

(Ilustração: Hórus, arte egípcia).

23 abril 2022

Esses deuses que somos nós - Por: Emerson Monteiro


Sois deuses e não o sabeis
. Jesus-Cristo

Em quais dimensões ser isto, deus que somos, eis a equação das existências. Disso falam todos que buscam desvendar o mistério de viver. Uns indicam caminhos, outros exemplificam o jeito de ser. Assim descemos neste rio de continuar rumo ao desconhecido. A cada indivíduo, portanto, cabe responder ao enigma que grita dentro de si com a igual intensidade. Tocamos as paredes da caverna tais cegos no escuro dessa missão de avisar a nós mesmos onde fica o mar. Divagamos pelas humanas contrições e padecemos a síndrome da busca, num afã de dor por vezes mascarado nas ilusões incontidas. Isto é, enganamo-nos de embriaguez com as próprias nuvens que passam quais também passamos.

Luas e luas, fustigamos a sorte em toques alucinados de resolver o que por ele já se acha definido desde sempre que existirá vida. Meros espectros de sonhos imaginários, viajamos nas abas do destino apegados nas formas e objetos, pensamentos e sentimentos, sem, contudo, abrir mão dos blocos de granito das horas que se desfazem. Elas escoam pelo Infinito e ficamos a observar o eco das saudades que repercutem no coração da gente, folhas secas de outras estações adormecidas.

Enquanto isso, nunca deixaremos de ser esses deuses sem o sabermos. Atravessamos o rio da morte quais visagens que sofrem de não conhecer o que existirá logo ali adiante, no transe da imortalidade. Ainda desse modo persistimos tontos de continuar pela Eternidade, a ignorância qu


e apreciamos e que irá a lugar algum. Disso nascem e morrem as crostas que deixamos largadas nos sóis de que viemos. Doces pássaros dessas novas madrugadas, de novo regressaremos ao mesmo ofício de achar, certa feita, o tesouro da luminosa certeza que abandonamos pelas plataformas da ficção. Durante todo tempo, Ele esteve juntinho de nós e não tivemos consciência de reconhecer, isto por Ele somos nós e nós é Ele que o somos.

Trilogia de um aprendiz de passarinho!– por José Luís Lira (*)

     Na antiga Grécia, a trilogia se constituía de poema dramático composto de três tragédias que devem ser representadas juntas. Em pleno século XXI ainda temos trilogias. Não, obrigatoriamente, no estilo grego. Dias antes da Páscoa recebi de presente do poeta Bruno Paulino uma trilogia: “Ofertório de Pássaros” (2019), “Breviário” (2020) e “Salmos para orquestrar silêncios” (2022). Essa trilogia ao invés de tragédia, traz beleza, arte e muito sentimento. Todos os livros são lindamente diagramados, com ilustrações magnificamente antigas que nos remetem, historicamente, ao passado, num momento tão presente.

   Pela argúcia do título comecei pelo Breviário. Logo num dos primeiros poemas li “como nunca aprendi dançar forró/ tornei-me poeta”.  Na sequência encontramos a “árvore sagrada/ o juazeiro...” “verdejante e festivo/ portal d’outro mundo” que “abriga visagens e esconjura demônios”. E falando em geografia o poeta diz: “pra lá,/ pra lá dos ermos/ foi morar minha saudade”. E o poeta que se diz aprendiz de passarinho lembra que os “passarinhos estão cantando/ o sol hoje está brilhoso/ os lírios são para o poeta/ um presente maravilhoso”. E lembrando Vinícius o autor arranca lágrimas do leitor: “quando você morreu/ tive que morrer também/ p’ra vida seguir adiante”... E como isso é real. E para o poeta “as horas não descansam/ o silêncio não dorme”. E heresiando, o poeta se propõe a “tirar Deus lá de cima/ e acordá-lo do seu sono eterno”. Seu poema hagiografia III é tão belo que merece ser citado por completo: “rainha Aparecida/ que emergiu negra/ das águas do rio:/ coroada, liberta/ e imponente// és a única Senhora/ do meu culto”. E no canto final, lembrei-me do Evangelista Amado, João, e de Olinto (menino mineiro que viveu quase nove décadas): “pelo século dos séculos/ a palavra/ alimentará/ o homem// o resto,/ como diz o Eclesiastes:/ será silêncio”.

   Seguindo, fui aos “Salmos para orquestrar silêncios”. Que beleza: “VENI CREATOR SPIRITUS”. Me senti rezando, num alpendre, pois, “o mundo/ acaba/ e nem sempre/ recomeça”; “arrumo gavetas/ incendeio velhas cartas/ escrevo poemas que você não vai ler”. E “meus versos/ sem rima/ - com cervejas -/ desmetrificados”. O leitor sabe que os textos aspeados são de Bruno Paulino e citando-o, mais uma vez: “que descaradamente/ roubei pra te dizer/ o que não sei dizer”. E a aldeia do Poeta cintila e tudo é Quixeramobim: “na estrada: paisagem, pedra/ cemitério, silêncio e soluço”. E num “bilhete”: “rezei para nossa senhora dos poetas/ pedindo que ela me inspirasse”.

   Indo por onde deveria ter começado, cheguei ao “Ofertório de Pássaros”, cheio do “vírus da poesia”. “Madrugada/ o vento sopra lá fora...// ... sozinho em casa/ ouço passos contidos/ e recebo sem medo/ a visita dos meus sonhos mortos”. E “um homem sem tempo/ num tempo sem pássaros/ caminha sozinho”... “entre a boca da noite e a madrugada/ a rua silencia, faz frio, e canta o salmo do homem só”. E rezando à Mãe de Deus: “Mãe Maria/ mãe do céu dos passarinhos/ mãe do crucificado/ fortaleça minha fé/ interceda por mim/ perdoa os meus pecados”. E muitos pássaros são ofertados e o autor viu “o beato iluminado tombar/ e os anjos o carregaram para o céu”.

   Uma trilogia. Excelente leitura.
   Amém!

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com 26 livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.


21 abril 2022

Imperador Dom Pedro II -- Considerado um líder arquétipo do Brasil ( por Plinio Corrêa de Oliveira)

Fonte: revista Catolicismo--agosto de 2019

     No tempo de Dom Pedro II, éramos indiscutivelmente um povo em que a organização da família ainda estava viva e pujante, muito de acordo com o modo de ser afetivo do brasileiro. O velho Imperador — respeitável, venerável e bondoso, com cabelos e barbas brancos — foi durante décadas, por assim dizer, “o vovô do Brasil”; e o Brasil se deliciava em ser neto de Dom Pedro II.

    O modo como ele governava e dirigia a política brasileira era inteligente e cheio de jeitinhos, como o brasileiro gosta. O que fosse imposto à força, de acordo com o modelo de Frederico II da Prússia, não era apreciado pelos brasileiros e poderia “azedar” as relações muito desagradavelmente, ou até fatalmente.

     Naqueles tempos, a Constituição brasileira era liberal e reduzia muito os poderes do monarca. Mas ele era muito sagaz e servia-se do prestígio de Imperador para negociar nos bastidores o curso da política, de tal maneira que se tornou o principal político do País. Acomodava os problemas e abafava as revoltas, fazendo reinar a paz com muita prosperidade. Assim o Brasil se tornou uma das maiores nações, com uma esquadra mercante que era a segunda maior do mundo.

    Apesar de o Imperador seguir inteiramente a Constituição, os políticos liberais reclamavam muito dele, dizendo que exercia um “poder pessoal” extra constitucional, porquanto acumulava os dois poderes. A resposta dele era que nada na Constituição o impedia de exercer influência política. Os liberais vociferavam, mas nada podiam contra a força moral do Imperador. Assim ele conduziu a política até o fim de sua vida, quando foi destronado. Deixou nos brasileiros saudades daquela época, pois o Imperador os representava arquetipicamente.

(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 17 de fevereiro de 1989. Esta transcrição não passou pela revisão do autor).


Da série " História Secreta do Brasil": A inexistente "proclamação da república"—por Fernando Mascarenhas Silva de Assis (*)


    Há uma versão um tanto idealizada da chamada "proclamação" da República (que nunca ocorreu). Esta versão, embora fantasiosa, tem sido incentivada pela propaganda oficial. Abaixo, a descrição correta de uma das mais negras páginas de nossa História.

    A verdadeira causa da pseudo proclamação da república chama-se Maria Adelaide Andrade Neves Meireles... Deodoro estava no Comando Militar do Rio Grande do Sul. O influente político Silveira Martins ocupava a Presidência da Província. Ambos disputavam os encantos e favores de uma viúva, cujo nome era Adelaide . Parece que ela preferia o Silveira Martins, deixando Deodoro em segundo plano. Por consequência, tornaram-se inimigos ferrenhos... Daí, anos mais tarde, a conduta tresloucada do Marechal que não proclamou a república...

    De fato, as chamadas "causas" da proclamação (que nunca ocorreu) desta República (que não é, e nunca foi) não passam de eventos maquiados pela propaganda golpista (que não menciona a Viúva Adelaide). São pouco, muito poucos, os que já ouviram falar na Viúva Adelaide. É natural. A historiografia oficial, por motivos óbvios, faz o possível para que seja esquecida.

    Portanto, a chamada Proclamação da República no Brasil é uma fábula. Nunca aconteceu. Contudo, resta a pergunta: Se não houve uma proclamação, como foi implantada a República no País? Após ter gritado "Viva o Imperador”, (que a propaganda oficial mudou para “Viva a República), Deodoro voltou para casa. Volta ao leito e, na cama, recebeu a visita alguns militares republicanos. Tentaram fazer com que Deodoro assinasse o documento que viria a ser o decreto Nº 1 da república. O velho militar se recusou: havia jurado fidelidade ao Imperador.

    Deodoro não era republicano. Havia mesmo escrito, poucos dias antes, a um de seus sobrinhos, o General Clodoaldo que: "República no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa”. De má fé, os militares golpistas disseram ao Marechal que o Visconde de Ouro Preto seria substituído por Silveira Martins. Sabiam da inimizade entre os dois. Deodoro não havia perdoado seu antigo rival na disputa pelos favores da Viúva Adelaide.

   Tresloucado, como sempre ficava quando se lembrava de sua antiga paixão, Deodoro disse textualmente: "Deixe-me assinar esta porcaria". A “porcaria” era o primeiro decreto do “governo provisório” documento este que efetivamente implantou o regime republicano no Brasil.

(*) Fernando Mascarenhas Silva de Assis, residente em Belo Horizonte, é Engenheiro Civil pela UFMG, pós-graduado em Engenharia Econômica. Diretor do CETEC - Centro Tecnológico do Estado de Minas Gerais, Diretor da Faculdade de Administração da Fumec, Auditor de Sistemas e Auditor Ambiental.


Monarquia, guardiã da verdadeira democracia

    Ao contrário do que tentam fazer parecer certa historiografia e a imprensa tendenciosa, a Monarquia é a guardiã da verdadeira democracia. Durante todo o Segundo Reinado, no Brasil, o Partido Liberal e o Partido Conservador alternaram-se no poder sem nenhum problema, pois era assegurada a vontade popular expressa nas urnas; e as eleições ocorriam sempre nas datas pré-estabelecidas. Muito diferente da República, marcada por sucessivos golpes de Estado, ditaduras, regimes de exceção, etc.

    Há que se considerar que o Imperador paira acima dos interesses políticos e privados de qualquer ordem; seu interesse pessoal confunde-se inteiramente com o da Nação. O Soberano pode, assim, exercer sobre a política e a administração pública uma ação moralizadora ao mesmo tempo firme e serena, de modo a coibir as más tendências dos homens públicos... Basta recordarmos o ditado: “A Monarquia pensa nas próximas gerações; a República pensa nas próximas eleições.”

   Conforme mostra o quadro, das 15 nações mais democráticas do mundo, nove são Monarquias – e as duas primeiras, a Noruega e a Nova Zelândia, são países que, além de monárquicos, são juveníssimos, tendo se tornado independentes somente em 1905 e 1947, respectivamente. O Brasil – onde desde o golpe de Estado de 1889 vigora o fracassado presidencialismo – ocupa a nada satisfatória 47º posição, atrás de nações como Trinidad e Tobago (41º) e Botsuana (30º).

    Fica evidente a falta que faz em nosso País uma figura como a do magnânimo Imperador Dom Pedro II, que, fazendo uso do indispensável Poder Moderador e de sua inegável presença moralizadora, era o grande garantidor do bom funcionamento da máquina pública, totalmente dilapidada após 132 anos de uma malfadada experiência republicana. Felizmente, ainda há tempo de nos unirmos para corrigir este grave erro, através da Restauração da Monarquia, o que irá coroar a verdadeira democracia!

(Publicado originalmente no Facebook Pró Monarquia)




18 abril 2022

As cores do Infinito - Por: Emerson Monteiro


Diante da paz que ora habita em estado latente as consciências ainda assim bem possível será que logo vejamos todas elas, as cores inesquecíveis da Natureza pura. Até quando chegar a tanto, tantas vidas haverá. Contudo a isto viemos e lá certa vez teremos tamanha alegria que nos uniremos de vez à emoção esplendorosa das galáxias. E que, sem sombra de dúvidas, esquecemos, nalgumas ocasiões, pelos caminhos de onde chegamos. Foram as dores das vivências que isto produziram, esse distanciamento de agora, esquecido face aos desatinos e desencantos. De tal modo que os trilhos da perene perfeição nos parecem remotos. Seremos, só então, o elo indestrutível que trará de volta os segredos da Criação.

No íntimo da humana solidão, vive intensa a certeza de tamanha envergadura e realização. Todos os sinais falam nisso, da continuação das horas santas no momento preciso de concretizar o sonho da Felicidade. Isto impera dentro do nosso coração, instinto mágico da existência. São muitas falas vindas de longe, de todos os quadrantes, a dizer da finalidade única de onde possa algo ressurgir na face dos céus, da amplidão e do ilimitado.

Por mais que doa o ímpeto de viver, nessa coerência subsiste a exatidão dos moldes universais, mesmo que pequenos os vejamos a braços com este querer continuar e vencer todos os obstáculos. Que se interponha o senso de resistir às duras penas. Sei que importa o empenho de lutar, porém maior sempre haverá de ser recontar uma história de conquistas inigualáveis.

Daí, a gama do mistério das quantas cores a transformar luz em salvação, aos olhos de todos. A imensidade dos painéis geniais oferecem bênçãos de arte nas dobras do Infinito; aqui prossigamos de alma fiel aos valores da magnitude e jamais desistamos de obter Deus na iluminação do ser pequenino que ainda o somos.

Tudo, por isso, transmitirá a força que nasce desta fonte original que alimenta as jornadas de transformação em que viemos no intuito de revelar a verdadeira Humanidade em cada uma das infinitesimais partículas que em nós representamos.

16 abril 2022

A satisfação de viver - Por: Emerson Monteiro


Em essência, isto buscamos durante o tempo todo. Uns saem à procura nos seres e objetos, criam mil justificativas de sentir prazer em estar vivos. Passeiam pelo eterno quais catadores de conchas que as acumulam nos depósitos do passado e, com isso, aceitam razões imediatas e motivos só aparentes de andar aqui nesse teto das humanas condições. Pisam, esmagam, desfrutam dos instantes numa presa avassaladora, incontida. Olham em volta e rendem homenagens aos dias quando usufruem das ilusões sem maiores significados.

Outros, no entanto, passam a adquirir noções de consciência de que carecem mergulhar em si e desvendar o mistério da existência. Longa jornada rumo às estrelas, nos céus da individualidade. Avançam aos segredos pouco a pouco. Desmancham os invólucros da presença no passar dos astros pelo firmamento. Dias e dias a gritar dentro da alma sinais de intensa velocidade com que transcorrem as idades. Mais que só testemunhas das horas, sabem que precisam desfazer os equívocos da ignorância e acordam noutras luas.

Disso advém a satisfação de viver que todos desejamos todo momento.  Largar de lado o que disseram ser a outros interesses dos seus domínios.  Temos, portanto, o dever para conosco de cumprir a determinação de nos encontrar de verdade, sem alternativa que seja. As tais angústias, ansiedades, dificuldades incontidas nos desejos, representam a ausência dessa claridade nas pessoas, que trocam o presente pelo impossível de outras realizações abstratas.

No andar da sequência, vislumbramos atitudes ideais de alimentar nossos sonhos. Viver a essência de ter paz com a luz dos sentimentos bons, fora do desespero de criar limites ao senso de si. Sei que tal revela graus diferentes das individualidades, porém resume que somos o professor de nós mesmos e interpretaremos com sabedoria os tantos códigos da Natureza onde agora habitamos. Em nós persistirá sempre o grande encontro que nos liberará de vez da inconsciência e, enfim, ocasionará a realização do Ser que vive em nós.

13 abril 2022

Hordas bárbaras e os dias atuais - Por: Emerson Monteiro


De quase nada e compõem o traçado desses tempos, de uma fragilidade a toda prova. Quando menos esperar, aquilo que parecia ver o sólido se desmanchar pelas quebradas da serra. Apenas luzes distantes. Restos de bruma nos sóis da humana felicidade. Nuvens que passaram. Sons que viraram ecos lá longe na distância inevitável. Enquanto aqui o mesmo corredor de velhos princípios e garras de dominação persiste continuar. Bárbaros vestidos de monges invadem o território das horas e desaparecem pela escuridão. Povos doutros mundos das sombras, eis o que vale parecer diante desse eterno das palavras. Rudes bestas e a carne seca de outras histórias. As lendas, as fadas, os duendes, os gnomos. Trastes de passadas luas. Somem no despenhadeiro das sortes aqueles que ainda demonstravam querer dominar o mundo e nem a si dominaram.

Houvesse novas oportunidades, o claro dessas melodias românticas de novo significaria suspiros no coração de todos. Porém ondas de lucidez sacodem o solo do Planeta e determinam o cumprimento avançado das promessas, o vago das profecias em tudo e tantos os lugares a um só tempo. Isso de hoje em que muitos falam e nada querem dizer, conquanto esquecessem-se das origens do sentimento maior que lhes dera seguimento lá no futuro mais remoto. Marcas de uma solidão profunda. Tatuagens de sal no coração das pessoas. Paraíso sideral de outras dimensões. Ninguém que reconheça a que vieram e tramam fugas maravilhosas através de viagens alucinadas.

Quem poderá, pois, rever o coro dos contentes e avisar dos riscos das perdidas ilusões; ninguém nem isto poderá. Multidões alvoroçadas abandonam lares e saem pelo deserto das mentes vazias, deixando rastros de pólvora nas areias. Dores sem fim, amém. Os seres dos antigos sonhos a quanto representam aqueles arautos de ideias esquecidas em bibliotecas abandonadas. Poucos animais viveram tamanhas contradições, e insistimos assim preservar a espécie no sabor das voltas que as palavras permitem, enquanto a hora não vem logo com toda sua intensidade.

12 abril 2022

À frente é que batem as malas - Por: Emerson Monteiro


Face ao andamento constante dos acontecidos, seja onde seja neste chão, importa, sim, ver de frente, com o mínimo de senso, que andamos à diante, quiséssemos ou não. Dotadas de esforços quase sobre-humanos, as pessoas e as massas rendem fria homenagem ao correr do tempo, tanto na vida individual quanto nos movimentos da coletividade. Nem de longe seria possível imaginar um regresso ao passado e desmanchar o q1ue se fez, a não através da literatura, dos filmes de ficção, das resenhas... E todos baixam a cabeça a essa força descomunal que tem nas mãos os dias, as vidas, a criar sobre si quais numa imensa cachoeira de ocorrências. Houvesse meios e, decerto, alguns mais insistentes na força de continuar com as velhas paixões voltar-se-iam à preservação de valores e privilégios a eles condicionados. Bem nisso o poder imenso das decisões indefensáveis do que ficou atrás; quem plantou, há de colher, seja o que machuca, seja o que transmite alegria.

Dúvidas de lado, pois vivemos dentro de um mecanismo de extremo domínio sobre o que existe, dando-lhe o nome que assim o desejem os componentes desse quadro inevitável. Somos peças de xadrez em constante ação da gente com a gente, ao sabor de lances dos parceiros silenciosos ali em volta dos tabuleiros da História.

Quando menos se espera, nascem as árvores que plantamos. Outro momento, desaparecem florestas inteiras que ficaram lá atrás no corredor das existências. Disso permanecem, no entanto, as lições aqui praticadas nessa escola das gerações. Poucos conhecem os professores, contudo os respeitam por decisão das próprias imprudências em resposta aos desafios e visões. Quase nunca valeria apenas protestar, contradizer, desconsiderar, vez que o caudal do rio dessa humana exatidão só aceita viver e adormecer.

Pudéssemos, reveríamos as previsões e crenças, porém só na outra volta do parafuso as haveremos de rever, entretanto. Palavras que viajam no vento, alimentamos um céu na procissão de toda manhã, e dormimos a sono solto nos braços das limitações, pouco cientes da Justiça imbatível que nos acompanham estradas afora sem a mínima pressa de esperar.

10 abril 2022

O filme das ruas - Por: Emerson Monteiro


Principalmente aos finais de semana, quando cessa o movimento intenso do comércio, as ruas falam alto de dentro da gente. Isso depois de haver morado tanto numa mesma cidade, que, silenciosa, revive seus acontecimentos que vivemos no decorrer do tempo. Fácil, fácil, e vêm desmoronando pelas encostas as décadas das velhas histórias ali depositadas bem no coração de gente. Digo coração porque, para mim, é ele a sede da memória propriamente dita, onde pensamentos viram emoções transformadas em sentimentos que grudam nas paredes da existência e tatuam de fogo as almas. Lugar espaçoso, por demais, de muitos megabits, que guarda os mínimos detalhes, as histórias vividas nas gerações. Isto mais diante da força dessas ocorrências que mergulham a fundo o recôndito de nós mesmos. São tardes cinza, calmas, frias, quase sem trânsito, sem pessoas andando, e logo chegam instantâneos bem focados desses momentos à alma, emoções fortes, por vezes doloridas, marcadas de saudade, ânsias de vômito e desejos entorpecidos. Aqueles mesmos personagens, que voltam, trazem neles cenas inteiras dessas horas aos intestinos da presença que ora somos. Fugir, nem pensar, nem tem lugar que seja de chegar, apenas a efervescência daquilo que o passado fixou e que insiste permanecer nas abas do firmamento, a dizer que estamos vivos nos muros, nos oitões, nas pedras, no teto das casas enegrecidas, nos armazéns envelhecidos ou reformados, esquinas, luzes que permanecem acesas, conspiração entre o que vivemos e os cenários daquele teatro de largas avenidas das vivências humanas, nessas estâncias de mornas recordações, reinos e penumbra

Nesse domingo de abril, fim de tarde, isso tudo repisou de lembranças meu íntimo sem a menor cerimônia, qual dominasse o ensejo de querer, no entanto causa perdida e regressos insistentes, criaturas, contos vagos, movimento lerdo, nítido, folhas secas incandescentes, e uma cidade mora no meu peito,  bicho largado vadio pelas matas virgens da consciência; não importa o quanto alimento de visões ou imaginação, o céu aberto de tal força logo em frente prevalece  Isso que lembra, de verdade, um provérbio africano que li, certa vez: Quando morre uma pessoa, se fecha uma biblioteca. Registros de eternidades indóceis, assim, nos amarram ao que vivemos, a ponto de recusar quaisquer argumentos de outras ausências, ou liberdade, aonde quisermos ir, pois o nunca habitará sempre essa casa das inexistências ora perene, lugar de inteira continuidade, em que imperam os atores e diretores dos nossos próprios filmes e sonhos...


09 abril 2022

Há um ser que somos nós - Por: Emerson Monteiro


Indivíduo. Indivisível. Num só ser. Vago silêncio de esplendoroso mistério, conduzimos tal espectro vidas afora adiando segredo da maior revelação. Do agora pelas longas noites de reconhecimento de este ser que nós somos hoje. Ele que esquisita dos escombros, que vai largando restos de sobejos pelas encostas dos monumentos forjados nas batalhas do passado esquecido. Pedaços de si que pertencerão para sempre ao mesmo ente que o elaborou de dentro desse eco infinito das próprias sombras. Olhos fixos não sabem aonde, permanece único elemento possível de referência diante de tudo. Amargurada solidão. Dorme vadio nos sonhos dos abismos da consciência, que amadurece nos erros e desprende crostas nos incêndios e nas dores em que a isso reverte sempre, perante a justiça das circunstâncias que virão logo depois. Erros. Acertos. O que de real existe durante todo tempo, ser este que em nós avistamos, no espelho das existências pessoais. A quem representamos, nesse teatro de viver, senão a si mesmo, valor de vaidades e desesperos, presença e ausência que acende e apaga nas miragens da história, que nada mais significa do que o jeito de ver os acontecimentos detrás do longe que vem perto, de sequenciá-lo ao testemunho da alma que fala de um lugar lá nas profundezas do que ainda desconhece. Enquanto isso, tropeça nas pernas e caí sobre a lama do único sangue que derramou. Todos e um só. Valores. Pudores. Amores.

Dotados desses poderes além do conhecimento, no ardor da sabedoria ainda adormecida nas entranhas, mergulha nos desejos e desaparece face aos menores argumentos da matéria  que desmancha na busca das outras vidas que vêm. Escondido debaixo das sete capas do destino de suas mesmas ações, desprende nas ilusões derradeiros equívocos, qual prisioneiro de gestos que ainda ignora, por mais algum espaço de eternidade ao sabor das sementes que ora seja. Porém às luzes da perfeição a si segue de perto, pastor da fera que logo ali conciliará consigo os humores da sombra que transporta e iluminará os céus da tanta claridade que já carrega no âmago da alma. Por ser indivisível, apenas vive essa intenção de achar a paz, o que quanto busca, a isso veio, nas folhas do coração, na fresta do existir definitivo que é.

08 abril 2022

Um mundo sempre novo - Por: Emerson Monteiro


A gente é que tem de se manter atualizado e tocar em frente ao sabor do tempo. Bem isto todo momento. A busca incessante de continuar possibilita  vontade férrea de revelar nos dias o que eles trazem de melhor, e viver com a mesma qualidade o poder dos acontecimentos originais aqui bem perto de todos nós. Isto de preservar o senso e admitir o funcionamento avassalador dos fenômenos bem significa o que tantos pretendem nesse fluir intermitente da Natureza. O de que carecemos representa esse poder que já trazemos conosco, conteúdo suficiente em tudo a descobrir vertentes de esperança em forma de uma prática constante, fiel, inesquecível.

Nisto somos o instrumento por demais necessário de existir e fazer as escolhas dos pensamentos, sonhos, imaginação, sentimentos e participar com alegria dos instantes solenes da própria evolução. Bem assim junto de nós mesmos, construímos as virtudes essenciais de revelar a paz de que tanto ansiamos. Pisar maneiro diante dos desafios e trabalhar os nossos dons de arte e ofício na melhor das estruturas. Esse trabalho exige, pois, a dedicação suficiente dos bons frutos, lições continuadas em observar, em voltar e exercer o papel de criadores de nossas atitudes em forma de bênçãos de exercer o papel de seres inteligentes, identificados com as leis do Universo.

São muitos os recursos permanentemente ao dispor nesta missão fundamental de dar conta daquilo a que viemos neste lugar. Prosseguir dentro do que aprendemos nas horas, sabendo trazer aos praticados o carinho que no oferecem os motivos em volta. Uma forma de mudar o mundo e fazê-lo uma constante novidade significa tais providências, durante os turnos preciosos deste cotidiano de luz e paz. Eis algumas claras notícias que aguardamos e que estão dependendo exclusivamente do nosso olhar positivo.

Os dias grandes para os cristãos – por José Luís Lira (*)

   Para muitos, a Semana Santa se resume aos feriados – facultativo de 5ª feira e obrigatório de 6ª feira. Em minha família nunca foi assim. Logo na sexta-feira que antecede a Semana Santa nós entramos no clima da Paixão de Cristo. A imagem de Jesus carregando a cruz percorrendo as principais ruas e o encontro d’Ele com Maria, sua mãe, Nossa Senhora das Dores, nos emociona profundamente. Quando morávamos no sítio, sábado era dia de ir à cidade comprar os mantimentos para os Dias Grandes, sem esquecer-se de trazer um pouco a mais para doar aos que vinham pedir “esmolas” para o jejuar. Ainda no sábado à tarde, acompanhávamos nosso pai para a retirada do melhor “olho” de palmeira para o Domingo de Ramos, quando íamos à Missa vespertina e voltávamos para casa contritos, pois, os dias seguintes seriam de silêncio e respeito.
    
    A propósito, amanhã é Domingo de Ramos. Celebraremos a entrada triunfal de Jesus na Cidade Santa de Jerusalém. E o tema, inevitavelmente, me leva ao título do livro do Papa Bento XVI, “Da entrada de Jerusalém à Ressurreição”. Hoje temos a sorte de sua trilogia estar reunida num só livro. E este é quase um companheiro, ao logo das festas litúrgicas, se iniciando com o Natal, passando tempo comum, Quaresma e Páscoa!

   Voltando aos Dias Grandes, penso que na infância o feriado se estendia por toda a semana. Assistíamos na TV, em preto e branco, a Paixão de Cristo, em vários episódios. Como no sítio só tinha TV lá em casa, os vizinhos acorriam e esta era posta do lado de fora, quando não chovia.

   Com o passar do tempo, o feriado foi se resumindo. Só a partir da quarta-feira de trevas, data que lembra a traição de Judas e a entrega de Jesus aos seus carrascos, era feriado. Depois, o feriado se dava a partir quinta-feira santa, hoje, em alguns lugares considerada ponto facultativo; é dia importantíssimo para os cristãos-católicos: celebração do lava-pés, instituição do sacerdócio e da Eucaristia, presença permanente de Cristo no nosso meio. Atualmente o feriado é sexta-feira da Paixão, dia de jejum e abstinência de carne. Mas, no íntimo continuo achando que a semana toda é santa. São os dias mais importantes para a nossa fé cristã.

   A mim, no ambiente familiar, sinto o mesmo clima em relação àqueles sagrados ritos e a o preparo para os Dias Grandes. Esta semana o papai, atento, se preocupava em comprar queijo, peixes, em saber se o feijão “novo” plantado lá no sítio estará bom na Semana Santa. A mamãe lembrava que sexta-feira de Passos não comeríamos carne e parece que o tempo agradavelmente voltara... O clima de Semana Santa, como antigamente, se renovou. É a primeira Semana Santa após o período mais complicado da pandemia, mas, ela ainda não chegou ao fim.  Peçamos a Deus para que voltemos, plenamente, à vida normal.

   Participaremos das celebrações, algumas presenciais, outras à distância, rezaremos em família, jejuaremos na sexta-feira santa e cantaremos Aleluia no Sábado Santo, em preparo à Páscoa, pois, o Senhor Ressurgido da morte sobre nós derrama bênçãos. Renovamos a esperança de que a Páscoa do Senhor nos traga o fim da pandemia e a paz que aspiramos!

   Lembremo-nos que a Semana Santa não é um feriado, mas, um período de rememoração de Deus que se fez homem e habitou entre nós!
    Abençoada Semana Santa!

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com 26 livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.



06 abril 2022

Gonzaguinha


Ontem à noite, pela Rádio Universitária Urca, ouvi uma dessas músicas inesquecíveis que vivem guardadas nos redutos da memória, Feliz, das composições de Gonzaguinha, o que me fez recordar um momento de quando estudei em Salvador, época de transe na política nacional. E Luiz Gonzaga Junior seria uma das resistências daqueles idos, os compositores que cantavam por mais liberdade, fase distante e forte da nossa música popular.

Naquele dia, uma tarde, Gonzaguinha nos visitou. Eu, que tinha na escola alguma função de liderança, reuni as turmas na maior sala e pedi que ele nos falasse dos seus pontos de vista, esperanças, naquelas horas de apuros por conta de vivermos sob as determinações de censura rigorosa da criação artística. Inícios da década de 70. Daquela ocasião nunca esqueci, por conta, inclusive da minha ligação, desde a infância, com a obra de Luiz Gonzaga, na casa de meu avô, no sítio onde nasci, em Lavras. Ouvíamos o Menestrel do Sertão numa vitrola RCA Victor, em discos de cera. Via em Gonzaguinha essa proximidade com a inspiração do seu pai, que considero um ente de minha família, meu amigo de infância afetiva.

Agora relembro a força da arte deles dois expoentes da música raiz brasileira, já ausentes, no entanto vivos na alma de todos nós que usufruímos da beleza das suas letras e melodias; gênios inigualáveis do nosso cancioneiro popular. Qual sendo um pouco de nós, os transportamos vida afora no primor das oportunidades que a tecnologia oferece, tempos de raras boas produções geniais, no entanto de bem acondicionada produção das gerações anteriores, mérito dos avanços da indústria fonográfica.

Mais que nunca, precisamos refazer o caminho até as origens verdadeiras da herança cultural, se quisermos usufruir da riqueza de que somos detentores. Tanto no conteúdo, quanto na qualidade musical, que aprimoremos a busca desses tesouros valiosos da civilização, bem aqui pertinho de todos, na distância tão só do bom gosto e da vontade, e apreciar o que temos à mão pelos meios da contemporaneidade industrial.

05 abril 2022

A grandeza da alma humana - Por: Emerson Monteiro


O sentimento fala disto com tamanha intensidade e qual não fosse o poder da existência desapareceríamos numa fração de segundo. A beleza da arte, a música, os filmes, os livros, que tocam os refolhos da gente refletem a luz dessa consciência inimaginável de viver no intimo a força do amor de beleza sem par. Depois, a saudade, as recordações das vivências, de pessoas, lugares, tempos, tudo a gritar das profundezas do ser no tanto de virtudes ali gravadas que querem permanecer para sempre. Retalhos de felicidade plena, preservar os dons de harmonia vem se reverter numa necessidade extrema da própria sobrevivência, no passar do tempo. Queremos, no entanto, que jamais desvaneçam e sigam conosco através da Eternidade, conquistas inalienáveis do que ora somos e fomos um dia. São valores pessoais que invadiram de presenças e que compõem o que significamos diante do desfalecimento das ilusões deste mundo. Soma do quanto vivemos nas horas que sumiram pelas estradas de antes, nos apegamos a essa leveza que agora faz integrante parte de mim, conquista de tantos momentos bons e ocasiões esplendorosas.

Isto que permanece junto de nós durante aquilo que tocamos em frente, no ente misterioso que aqui representamos. Trilhas da espiritualidade, elas ensinam a sofrer com resignação e esperar com resistência os frutos e aquisições tão valiosos, pedaços da gente, moléculas de novas criaturas que formamos a todo instante, matéria prima da verdade desta vida. Laivos de perfeição, comungamos do eu sublime através daquilo em que nos transformamos no decorrer das idades. Edificamos da pequenez da mínima partícula o que nos salvará, no mistério de tudo isso que aprimorou em si o transcorrer das experiências de viver, sofrer, amar, sonhar, imaginar, reunir a essência do que revelamos nas sombras do que formos lá um dia. Damos, assim, o formato de grandeza à insignificância, na medida destas vezes em que realizamos nós mesmos e o sentido absoluto do que viemos buscar neste chão. Então, sejamos felizes ainda que durante a humana condição de uma consciência em elaboração.


04 abril 2022

Artimanhas do Destino - Por: Emerson Monteiro


Qual menino travesso, ele vaga solto pelas velhas alamedas do firmamento e arma das suas sobre as longas populações do Planeta. Sacoleja as bases das pessoas qual necessidade urgente de transformação que elas já trazem consigo. Impõe condições de escolhas. Conquanto sejam o que sejam as nossas escolhas, vadiamos sob os olhares do Destino, afeitos que acostumamos de não ver as consequências dos praticados que são nossos frutos. O que é só e definitivo, somos essas alimárias do Destino. Diziam os gregos que nascemos do deus Cronos, o Tempo, que pare e devora os próprios filhos, e que assim acreditamos todo momento, pois lhe obedecemos, espécies de sujeitos da sorte qualquer que venhamos a plantar e de onde ninguém sabe decerto retirar a força de nossos subterfúgios, porquanto viajamos nas asas do Infinito tais fagulhas de fogueiras inesperadas, e viajamos rumo às estrelas, nos céus do invisível mistério.

Sob, então, as tais artimanhas, tangemos o rebanho de nós mesmos aos currais de mares desconhecidos, senhores de ilusões e parceiros de caprichos individuais e coletivos. Aceitamos de bom grado que rodem o roteiro traçado nas pranchetas do Sol de todo dia, profetas do inimaginável e autores de epopeias grandiosas a se desfazer logo ao romper das auroras sucessivas.

Enquanto que escrever a isto permite, conduzir o barco do pensamento através de linhas, palavras e frases, velemos pedaços deste oceano do Tempo que escorrega da ponta dos dedos e chega às outras criaturas. Palmilhamos as dúvidas do anonimato de quem as leia, ausentes das visões atuais, no entanto participando da esperança que vive recolhida embaixo das folhas secas da floresta de ontem. No entanto padecemos às nossas mãos calejadas, adotadas pelo Destino, que apenas abre as cortinas do impossível e as fecha em seguida depois dos nossos atos, tantas vezes vítimas de vaidades inconsequentes. Dele aprendemos esse jogo de claro/escuro que pratica com tamanha facilidade, e adormecemos em seguida nos seus braços de um pai afetuoso que costuma ser.

Verdades esparsas - Por: Emerson Monteiro


No decorrer das oportunidades, leituras e pensamentos, a gente passa a compreender que existirá um nível de conhecimento bem maior do que hoje classificamos de senso comum. Vêm conceitos trazidos pelos mestres espirituais que avançaram além da singeleza dos raciocínios circulantes. Eles vão lá adiante ao que a gente trabalha de conceitos e avaliações desse mundo. Chegam ao território do sublime, das virtudes, dos céus, pelejosos por demais a cada ser pensante. Isso fica até difícil de calcular com precisão a hora disso acontecer, porquanto ainda pisamos no solo desse astral daqui de baixo e alimentamos desejos das circunstâncias mais viáveis ao nosso ser. Somos meros aprendizes do que virá na evolução. Pecamos pelos crivos da mediocridade, digamos assim, até obter o grau de interpretação.

Porém necessário seja aceitar o que temos à frente no desapego deste chão. Trabalhar o esquecimento da matéria, abandonar os vícios, as sensações materiais imediatas, nas fugas da realidade que tanto nos aprisionam. Operários dessa existência, aos poucos descobrimos os caminhos da libertação, contudo numa velocidade apenas proporcional ao poder que ora temos. Não importa a vontade extrema de ser feliz na permanência dos dias que virão, pois somos submetidos aos sabores dessa condição atual.

Ninguém que seja poderá dar saltos quilométricos nessa vivência gradual antes de vencer as tendências dos instintos, os prazeres da carne e os valores do imediato, sem renunciar às exigências deste mundo. E o exercício dessas verdades carece do desapego qual resposta sensata ao dever de aprimoramento. Quantas histórias nisso de libertação significam a única possibilidade que levará ao conhecimento do Absoluto. Eis o roteiro de nossa existência, escutar as lições e transformá-las em prática pessoal.

São os livros, as aulas, as notícias, tudo, afinal, que nos norteia e alimenta nesse dia-a-dia do que experimentamos todo tempo, até quando, numa fração de segundo, seremos de vez senhores de nós mesmos, o que tanto buscamos no transcorrer dos infinitos. Destarte, que felizes sejamos a qualquer instante, quem sabe hoje?...

02 abril 2022

Walderêdo e Elói Teles: dois mestres da cultura caririzeira

A Pró-Reitoria de Extensão e a gráfica Lira Nordestina (URCA), através da pró-reitora professora Sandra Nancy, e o cineasta Jackson Bantim parabenizam estes dois grandes e inesquecíveis artistas da constelação caririzeira, que neste dia 19 de abril estarão aniversariando juntos na seara celestial: o xilogravurista Walderêdo Gonçalves  de Oliveira (102 anos) e o folclorista e comunicador Elói Teles de Morais (86 anos).

 Walderêdo e Jackson Bantim

 “Meu nome é Walderêdo Gonçalves de Oliveira (...) Nasci em Crato em 19 de abril de 1920, numa segunda-feira, às duas horas da tarde. O nome Walderêdo vem de um bispo italiano.” (TEMÓTEO, 2002, p.53).

 

 

É com essas palavras de Walderêdo em entrevista para o autor Jurandy Temóteo, que iniciamos esta segunda postagem da série Xilógrafos Nordestinos. Walderêdo Gonçalves pode ser considerado um dos maiores xilógrafos da primeira metade do século XX com peças expostas em vários museus pelo mundo.

Filho de um pai carpinteiro e uma mãe artesã, Walderêdo teve uma infância difícil, trabalhou desde cedo pra ajudar à família. Não terminou os estudos, pois foi expulso por ter desenhado uma mulher nua. Entretanto, o jovem não deixou de estudar, começou a ler por conta própria livro…

 

Mestre Elói foi um homem plural. Servidor do Ministério da Agricultura, locutor, radialista, jornalista, folclorista, escritor, ator, poeta cordelista, mestre da cultura popular, presidente e um dos fundadores da Academia dos Cordelista do Crato, presidente da Liga Cratense de Desportos, comentarista esportivo, membro da Crônica Carnavalesca do Crato, presidente da Fundação Cego Aderaldo e formado em Direito. Apresentou nas rádios Araripe e Educadora, por mais de 40 anos, vários programas, como Coisas do Meu Sertão, Forró da Casa Grande, Baú das Velhas Recordações, Salve a Retretra e A Voz do Povo. Comandou o Palco Cultural da Exposição do Crato também por mais de 40 anos. Militante de esquerda, foi preso político em 1964, por conta da Ditadura Militar.

 

Jackson Bantim, Calé Alencar, Carlos Rafael e Elói Teles, foto na área verde do estúdio DM, de Dihelson, no dia da gravação do disco da Banda Cabaçal dos Irmãos Anicetos (17 de maio de 1999).

Há sim um Eu eterno - Por: Emerson Monteiro


Dentro da gente há esse Eu eterno que a tudo sobrevive e que se revelará, enfim, no decorrer das gerações. Virá à tona e ali permanecerá para sempre diante do tempo e das aquisições individuais. A ele nos destinamos caminhar durante a existência infinita. E viver significa buscar esse cálice sagrado que habita nosso ser, dádiva das possibilidades de libertação, salvação. Eis o resumo da destinação de todos nós perante a Eternidade.

Pouco ou quase nada importam as filosofias senão desvendar o tal segredo, valor essencial da consciência, destinação desde a origem de tudo. Palmilhamos às cegas o escuro dessa caverna da procura existencial, tocamos as paredes das experiências, vagamos nesse mar de ocasiões feitos quem necessita de luz, e lá num momento deparamos com a presença deste Eu que sempre estivera aqui junto de nós, no entanto restrito ao nível da evolução pessoal do conhecimento adquirido. Únicos senhores desse comando, evoluímos gradualmente durante as histórias das nossas vidas sucessivas, quando viemos. Somos a experiência real das nossas práticas e aprimoramos nossa evolução passo a passo de continuar pela imortalidade.

Todas as narrativas de todos nós bem significa isto, de tocar o condão da Consciência maior, que a tudo determina, e nos identificar com essa graça plena de viver. Nenhum conceito supera tal percepção. Daí adiante desfrutar-se-á das bênçãos do Poder e partilharemos as dádivas do Universo. A isto chegam filosofias e ciências, pelos milênios e gerações, revelação, pois, deste Eu maior e dádiva absoluta do que transmitem credos e religiões, degraus do Paraíso perdido depois das tentações do pensamento caçador, mas insuficiente a essa percepção.

Isto sintetiza os viveres face tudo quanto há nas dobras do Infinito. Resposta definitiva das ansiedades humanas, o objetivo de existir transmite a cada indivíduo essa responsabilidade e perspectiva de revelar a Si mesmo o sabor primordial da Criação.

01 abril 2022

As grandes interrogações - Por: Emerson Monteiro


Face a face com nós mesmos, tocamos o ritmo desse mundo próprio a tanto tormento. Mergulhamos nos dias feitos senhores, porém cheios de profundas indagações a propósito de tudo, sem responder à altura os desafios que surgem. Desejamos achar o caminho que nos leve à certeza absoluta, no entanto cercados de limites brutais, intransponíveis. Por vezes, admitimos tais fragilidades, de comum, e queremos dominar e atravessar o rio do tempo de qualquer modo. Somos cheios de conceitos e alternativas, igualmente amarguramos a ausência de uma sintonia que seja maior, definitiva, em relação aos mistérios desse todo onde habitamos, desconhecedores de nossas origens e da destinação dos acontecimentos sob os quais comandamos a nossa sorte então desconhecida, nalgumas ocasiões mesmo apreensiva. Aventureiros de plantão, eis o que somos de verdade.

Queremos merecer felicidade, contudo experimentamos diversos meios na busca dessa aspiração. Pisamos em solo fértil e destruímos as riquezas que nos acompanham e sustentam, e ignoramos os irmãos aqui do lado. Ah, quanto sonho desfeito em virtude de atitudes egoístas. Mas existe uma fração de erro que nos ensina aprender, lá certa vez, o jeito ideal de viver e merecer melhores dias. A isto viemos, todos.

Desde quando aqui estamos e até quando estaremos nessa praia dos mares do Infinito? Uns poucos dão notícias de caminhada de sucesso. Há nítida distância entre esses tantos que seguem à frente dessa procura incontida pela paz. Raros demonstram saber a que esforço, nas  jornadas diárias. Exemplificam, padecem incompreensões, sacrifícios, todavia praticam as lições aprendidas, deixando traços de perfeição na história dos humanos. Significam exemplos, modelos, sinais, missões, realizações...

A esses devemos o direito de aceitar a dúvida e nutrir de esperança nossas experiências sob o crivo de uma razão maior, vinda doutras margens de que falam e demonstram. Não fossem eles, as dores desta vida dar-se-iam bem mais estridentes e cruéis, enquanto representam valores superiores ao exercício da ignorância que necessitamos vencer a qualquer custo e narrar instantes de plena alegria no coração de todos nós.



Três ilustres sobralenses – por José Luís Lira (*)

   Este fim de semana três importantes eventos marcam a vida de três ilustres sobralenses. Os três são tão importantes que eu os classificaria no mesmo valor afetivo. Então, pedirei permissão às duas damas e vou iniciar pelo cavalheiro, um Lord, na acepção da palavra. Falo do professor, gestor e acadêmico José Ferreira Portella Netto que, jovem e cheio de tarefas, chega aos 90 anos. Prof. Portella nasceu em Sobral, na Fazenda Tanque. Foi seminarista no casarão da Betânia; passou pelo Exército Brasileiro, chegando a Sargento; trabalhou no Banco do Nordeste e no Banco do Brasil; formou-se em História, pela extinta Faculdade de Filosofia Dom José; ingressou na Universidade Estadual Vale do Acaraú, como professor concursado, em 1995, mas, que desde 1986, ainda na gestão do fundador e primeiro reitor Mons. Sadoc de Araújo, atua na UVA. Destaco seu trabalho na Comissão Executiva de Processos Seletivos da UVA, aplaudido e reverenciado. 

   Prof. Portella é o decano entre os acadêmicos que presidiram a Academia Sobralense de Estudos e Letras, ocupante da cadeira n° 2, tendo por patrono General Sampaio. Sua posse foi na década de 1970 e sua presidência foi entre 1993 e 1996. Presidiu o Instituto de Estudos e Pesquisas do Vale do Acaraú – IVA e suas qualidades pessoais de marido, pai, avô e bisavô são exemplares. Em suma, o Prof. Portella é homem honrado, digno cidadão e amigo. Pela Resolução nº 03/2017-UVA/CONSUNI o Prof. Portella Netto recebeu a titulação de Professor Emérito da UVA e eu digo, com todas as honras, fruto do grande valor do que fez e continua a fazer, com suas nove décadas de vida completadas e, pelo que dele conheço, não vai parar. 

   Neste sábado, dia 2, após ser vice-governadora e governadora interina por várias vezes ao longo de dois mandatos, toma posse como governadora, após a renúncia do titular, assume o governo do Ceará como governadora, a Profa. Mestra Izolda Cela de Arruda Coelho. Nascida em Sobral, ela é formada em Psicologia, pela Universidade Federal do Ceará, especialista em Educação infantil pela Universidade Estadual do Ceará e em Gestão Pública pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, onde se tornou professora do curso de Pedagogia anos depois. É, ainda, Mestra em Gestão e Avaliação da Educação Pública pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Secretariou a Educação do Estado do Ceará deixando marcas ainda hoje visíveis. Sua seriedade e sensibilidade permitirão que ela faça um grande governo. Izolda Cela é casada com nosso confrade e amigo Veveu Arruda que tanto fez e faz pela cultura.

   Também no mesmo dia, após ser vice-reitora por dois mandatos, assume como primeira reitora eleita para o cargo, a Profa. Dra. Izabelle Mont’Alverne Napoleão Albuquerque, reitora da Universidade Estadual Vale do Acaraú. Sobralense e de famílias que ajudaram a firmar a heráldica Sobral, a Profa. Izabelle é casada com o médico Cássio Albuquerque e traz uma grande esperança à nossa Universidade. Com seu dinamismo, capacidade de diálogo e articulação, ela fará uma grande gestão, deixando sua marca na história da Universidade-Máter de nossa região.

   Saudações sobralenses, votos de prosperidade e muita graça de Deus, pela intercessão dos servos de Deus de Sobral, Pe. Ibiapina, Dom Expedito, Mons. Arnóbio e Mons. Waldir, é o que apresentamos e desejamos aos homenageados.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com 26 livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.