26 janeiro 2022

O condão de amar - Por: Emerson Monteiro


Questão básica dentre todas elas, a razão pela qual viemos aqui. O que nos mantém vivos, desde sempre, eis o Norte dos seres humanos. Busca incessante de persistir no rio das existências, defrontamos os destinos e mergulhamos nas luzes das indagações. Qual por demais quer acontecer face ao desaparecimento da matéria, restam às religiões e estabelecer as bases dessa compreensão do que virá logo ali no despenhadeiro dos vivos, apanágio das vaidades.

Quer-se crer na imortalidade, no princípio original que transportamos passo a passo. Isto impõe a condição de imaginar demasiadas ficções dos povos e suas considerações de cruzar o teto do imediato e chegar ao infinito das eras.

Ninguém de sã consciência aceitaria de bom grado o puro desaparecimento. Daí o apego às respostas em fase de esclarecimentos, mensagem através de médiuns, cartas, falas, descrições, narrações, enquanto persiste a vontade imensa de aceitar de bom grado essas alternativas no instinto das procuras.

Enquanto isto, cada um de nós estuda, aprofunda experiências e constrói o próprio caminho do que se nos espera. Espécie de máquina ainda em fase de aprimoramento, recorremos aos sonhos, às visões, aos sentimentos, formando painéis dessa visão que a uns que acalma e a outros, porém, deixa muito a desejar em termos de aceitação do mistério.

Assim, os melhor aquinhoados da natureza desvendam maiores frutos naquilo que encontraremos no frigir de tudo, quando largamos o corpo físico, a merecer nova consciência do lado de lá do que ora vivenciam.

Nuvens escuras encobrem, pois, a floresta do outro mundo. Bem isso a longa viagem deste chão, numa jornada parcial rumo ao segredo maior dos humanos.

Então, a quem ama todas as dúvidas se desfazem. Ampliar o desejo que chegou à sabedoria, e amar o suficiente, reconhecer que a vida sempre esteve aqui bem juntinho de nós, nas dobras infinitas do humano coração, guardada nesta busca incessante da divina confirmação do Ser mais absoluto que já o somos.

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