28 novembro 2021

Pometeu acorrentado ao tempo - Por: Emerson Monteiro


Bem isso, nessa metáfora vinda de tão longe, no legendário das eras; ele ainda a sofrer o desgaste da ave que lhe corrói as entranhas, marca da matéria em decomposição no fugir das gerações. E o Tempo, que transcorre infalível, eis o condutor dos rebanhos, corrente que sustenta prisioneiro o herói. Constrangido pela força dessa inevitabilidade, Prometeu apenas ler os próprios pensamentos, visões frias do Paraíso da inexistência que perdera certa vez.

Enquanto aqui, somos nós detentos das vidas sucessivas que se repetirão até quando delas não mais houver necessidade, diante das limitações da carne. Superar tal condição, vimos a esse caldeirão das experiências acorrentados aos liames das vaidades humanas, meros seres em formação, crescimento e evolução até o definitivo.

Por tantas vezes de se pretender criador de si, transfere à luta de viver a limitação do indivisível que resta na alma coletiva a que pertence, sem, no entanto, ainda compreender o mistério de ser um só com o Universo. Insiste, porém, no verso da sombra que carrega, e padece a angústia de sua própria contradição, dada a impossibilidade original de romper o casulo donde veio. Ninguém, pois, é dono de seus passos, neste mundo desconhecido.

Regimentos de guerreiros que seguem o drama milenar, instrumentos da claridade que traz o fogo, fantasmas da consciência em elaboração, vão, assim, tocando a preservação da espécie dos que acenderam a manhã da esperança de serem os senhores dos destinos. Pagam o preço elevado da desobediência de querer conhecer deles mesmos o nascimento de que se fizeram. Nisso, descobrem, pouco a pouco, a urgência de regressar ao seu interior e desvendar o mistério dessa liberdade que, aparentemente, traziam consigo desde antes de buscar o Sol das almas no movimento dos astros.

Centenário de nascimento de Denizard Macedo (1921–2021) -- por Armando Lopes Rafael

 A revista Itaytera, órgão oficial do Instituto Cultural do Cariri, nº 50, edição de 2021, lançada ontem na Praça Siqueira Campos, publicou o trabalho abaixo, da lavra de Armando Lopes Rafael

Prof. Denizard Macedo
 
 Querendo ou não, todos estamos
a escrever as nossas biografias.
E no dia do Juízo,
o volume será aberto e lido”
(
Plínio Corrêa de Oliveira)

   Professor, escritor, jornalista, ensaísta, historiador, conferencista, geógrafo e político, o Dr. José Denizard Macedo de Alcântara viveu no Ceará, no século XX.  Nasceu em Crato, na Praça da Sé – o chão mais sagrado desta urbe caririense – em 1° de setembro de 1921. Naquela data, a população cratense festejava o dia consagrado a Nossa Senhora da Penha, Imperatriz e Padroeira da Mui Nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos Maria de Ferrara. Talvez por isso seus pais – Júlio Teixeira de Alcântara e Corina Macedo – fizeram-no afilhado da Virgem da Penha.  

   Segundo Assis Viana Silva: “Denizard, pelo lado paterno, era descendente de Tristão Vaz Teixeira (c.1395–1480), escudeiro do infante Dom Henrique, o Navegador, que iniciou a expansão marítima portuguesa. Pelo lado materno, era descendente de Diogo Álvares Correia (c.1475–1557), o "Caramuru", e de sua esposa Paraguaçu, filha do cacique Taparica, da extinta tribo dos índios Tupinambás”. 

   Bom acrescentar que a índia Paraguaçu se converteu ao catolicismo e foi batizada em 1528, na Catedral Saint-Malo, na França, com o nome de Catherine du Brésil.  Segundo a tradição, Caramuru e Paraguaçu formaram o primeiro casal cristão brasileiro. E de ambos descendiam alguns desbravadores que chegaram para colonizar o Sul do Ceará, no início do século XVIII. 

     Denizard fez seus primeiros estudos na sua cidade natal, no Externato Santa Inês e no Ginásio Diocesano do Crato. Transferindo-se para Fortaleza, estudou no Liceu do Ceará. Obteve graduação em Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, tendo feito o doutorado neste último curso. Lecionou em diversas instituições de ensino da capital cearense, a exemplo da Escola Preparatória de Cadetes do Colégio Militar do Ceará, do Instituto de Educação, da Faculdade Católica de Filosofia, da Escola de Serviço Social e outros educandários de segundo grau de Fortaleza. 

   Distinguiu-se como defensor intransigente da manutenção das instituições sociais tradicionais, como a família e os usos e costumes da sociedade patriarcal. Católico fidelíssimo. Patriota sincero. Amante da Pátria Brasileira, ele não escondia seus pensamentos, sentimentos ou intenções. Ao partir para os “páramos da eternidade”, deixou-nos um legado de civismo e coerência. Assim foi Denizard Macedo, na sua profícua e exemplar existência de 62 anos.

O intelectual

    A palavra “intellectualis” (no seu original latino) define a pessoa que produz pensamentos. Por isso, o verdadeiro intelectual desempenha atividades de natureza mental, relacionadas com o intelecto e a inteligência. Denizard Macedo foi um bom intelectual, na verdadeira acepção do termo.  Foi nessa área onde ele mais se destacou. Sua sapiência, seus escritos e suas conferências, frutos das pesquisas por ele feitas – sempre repassadas em salas-de-aula – contribuíram para elevar as atividades culturais do Ceará.

      Denizard pertenceu à Sociedade Cearense de Geografia e História; ao Instituto do Ceará– Histórico Geográfico e Antropológico e à Academia Cearense de Letras. Nesta última, ocupou a cadeira de n° 34, substituindo a outro cratense, J.de Figueiredo Filho. Escreveu e publicou livros, artigos para jornais e revistas e prefácios esclarecedores. Dentre as obras que produziu estão: A Universidade na Defesa Nacional; Fundamentos da Administração Cearense; A Conjuntura Histórico-Geográfica da Industrialização Brasileira; Racionalização da Competência Administrativa do Município; Geografia da América; Cultura e Universidade; Vida do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro; Ascensão e Declínio do Magistério Brasileiro; Ensino de Filosofia no Ceará e Retrato da História da Independência.

O monarquista

        Denizard foi um homem dotado de ideias políticas firmes e transparentes. Era monarquista convicto! E defendia essa crença tanto com fortíssimos argumentos filosóficos, como nos fatos da realidade cotidiana das nações do globo.  Conhecia bem a obra “De regimine Principum”, de São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, filósofo e teólogo de primeira grandeza. Este pregava que toda forma de governo é válida, “desde que atenda ao bem comum”. Todavia, São Tomás afirmava que a monarquia era a melhor. Tanto por ser a mais apta para conservar a paz e a unidade de uma nação, como por estar mais de acordo com o Direito Natural e a Ordem do Universo posta por Deus na criação, como demonstra a experiência da história.

    Mesmo na noite escura do “patrulhamento ideológico republicano”, experimentada no Brasil, durante 100 anos (de 1889 a 1988), Denizard Macedo ensinava que o Direito Natural se antecipou à ideia e ao surgimento do Estado.  E não depende da concessão deste. Trata-se do direito à vida, ao direito de constituir família, à propriedade, ao trabalho, ao salário justo, à cultura, à educação, à prática da verdadeira religião. Nada disso é concessão do Estado.

    Lembrava Denizard que as monarquias surgiram desse modo orgânico e foram se aprimorando, no decorrer dos séculos e milênios. Diferentes das repúblicas que tiveram origem na “criação cerebrina” de alguns cientistas políticos. Estes colocaram suas ideias numa folha de papel, acreditando numa fórmula mágica e acabada. Julgavam que todo ordenamento da máquina administrativa adviria da implantação, de “cima para baixo”, dos chamados “três poderes republicanos”. Deu no que deu.

    Hoje até os EUA estão mergulhados na crise política advinda das eleições presidenciais. E, na última lista do “ranking” das 15 (quinze) nações com melhor Índice de Desenvolvimento Humano–IDH, apurado pela ONU em 2019, oito (8) são monarquias. Ou seja, atualmente mais de 50% dos países que estão no topo da riqueza e do desenvolvimento do mundo têm um rei ou uma rainha como Chefe de Estado.
        
 O político

     Ainda jovem, Denizard Macedo aderiu aos princípios da Ação Integralista Brasileira, movimento político de direita – fundado por Plinio Salgado, em 1932 – de tendência ultranacionalista e conservadora, fortemente influenciado pela Doutrina Social da Igreja Católica. Essa corrente ideológica foi extinta arbitrariamente – em 1935 – antes mesmo do início da ditadura do Presidente Getúlio Vargas (denominada “Estado Novo”) e imposta arbitrariamente à população brasileira em 10 de novembro de 1937. Essa ditadura perdurou até 20 de outubro de 1945.  Apesar das perseguições sofridas, Denizard Macedo se opôs, com bravura e destemor, ao regime antidemocrático do Estado Novo de Vargas. E manteve-se fiel ao integralismo, até o dia da sua morte. 

   Após o despotismo de Vargas, o Brasil usufruiu, a partir de 1945, de mais um “intervalo democrático”, quando os integralistas se reorganizaram no Partido de Representação Popular– PRP. Em eleições livres e democráticas, em 7 de dezembro de 1947, Denizard Macedo se elegeu vereador por Fortaleza, pelo PRP. Politicamente, ele dizia que não se enquadrava nem como de direita e nem de esquerda, mas sim como monarquista e liberal. Exerceu, também, o cargo de Secretário da Cultura do Ceará (1977–1978).  Denizard chegou a discordar da forma de como se desenvolveu o chamado “regime militar”, estabelecido no Brasil entre 1964 e 1985. Isso, apesar de ser acérrimo adversário das ideias marxistas, embora o fossem também os generais que se revezaram na Presidência da República, por meio de “eleições indiretas”, durante os vinte anos de “governos militares”.


Seu amor pela cidade de Crato

    Nertan Macedo assim definiu o irmão: “Denizard era, por natureza, um temperamento sonhador e solitário, tenaz, introspectivo, caladão..." Por isso, algumas das mais expressivas declarações de Denizard só vamos encontrá-las nos seus escritos e pronunciamentos. Em 1974, quando de sua posse na Cadeira nº 34 da Academia Cearense de Letras, dedicou ele várias páginas do seu discurso às reminiscências vividas na sua querida cidade natal. A conferir.

(...) "Guardo por outro lado com carinho e enlevo as raízes fincadas no solo ubérrimo do Cariri e nas ruas da minha Real Vila do Crato (...) nasci e criei-me neste Crato tão rico de tradições, tão pleno de um passado que forma a nobreza do seu povo. Deus sabe que não passa um dia sem que meu pensamento não se volte saudoso para a terra do meu berço (...) É para lá que se devolve o melhor das minhas remembranças de adolescente e de moço (...)

"Recordo bem e muito bem. As feiras e os mercados; o Natal com o caipira, a roleta e o pé-de-moleque nas bancas; os sambas de pé-de-serra nas noites de São João e São Pedro, com as redes sangrentas transportando na manhã seguinte mortos e feridos, fato em que o cacete de jucá ou a boa faca da Barra do Jardim tinha importante desempenho; os festejos de 1º de setembro, a entrada do “pau da bandeira”; a Semana Santa com seu triste cerimonial, suas consoadas a vinho e bacalhau, o lava-pés com o bispo Dom Quintino lavando os pés de Ramiro e de uma dúzia de pobres recrutados na Matança, no Barro Vermelho e na Rua da Palha; os Zabumbas, a música de couro e a banda municipal...(...)

"Peladas de bate-bola ou bola ao campo; o pião e a cabeçolinha; jogos na noite enluarada no quadro da Matriz; a missa dominical e as bênçãos do Santíssimo (...) os banhos no Lameiro, no Grangeiro, nos poços da Escada ou do Jatobá (...) não se compreende o Cariri sem a Chapada do Araripe: sua história, sua sociologia, sua economia repousam na ligação do homem com as águas do sopé plasmando a aglutinação social de um habitat que é a ilha úmida dos sertões (...). Ali aportaria no século XVIII a vasta gama dos meus antepassados maternos: Cruz Neves, Pais Landim, Sampaio, Pereira Filgueiras, Lobo de Mendonça, Bezerra Monteiro ou de Menezes (...) O Crato seria a primeira vila, a primeira cidade, a primeira comarca, o primeiro município, o primeiro bispado da região".
 

Seu testamento

     Denizard Macedo faleceu, de infarto fulminante, aos 62 anos de idade, em 11 de novembro de 1983. No entanto, desde 23 de setembro de 1979 – quando tinha 58 anos – tinha escrito o seu testamento, do qual extraio os textos abaixo:

     "Declaro que nasci e desejo morrer no seio da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana, cujo chefe visível é Sua Santidade o Papa que está em Roma, a cujas verdades eternas e imutáveis sempre aderi com toda a força da minha inteligência e do meu coração, na forma com que foram ensinadas nos séculos passados, apesar dos meus incontáveis defeitos, pecados e omissões, para os quais espero Misericórdia da Divina Justiça, quando comparecer perante meu Deus, meu Criador e meu Supremo Juiz, para o que rogo a intercessão de Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, meu salvador, de Sua Mãe Santíssima e de todos os Santos Anjos da Corte Celeste, especialmente meu Anjo da Guarda e do Glorioso Arcanjo Miguel, padroeiro de todos os soldados cristãos.

    "Quero reafirmar solenemente o orgulho e a honra das posições políticas que assumi na vida, quer como integralista que envergou sua bela e dignificante "camisa verde", como miliciano inscrito na Ação Integralista Brasileira, o maior movimento cívico e patriótico da nossa Pátria, só igualado pela repulsa às invasões holandesas e à Guerra do Paraguai. Reitero por igual minha condição de monarquista fiel, única forma de governo inteligente e adequada para ser aceita por um bom brasileiro.

    "Protesto mais uma vez meu integral repúdio às errôneas e maléficas doutrinas liberais ou demoliberais, socialistas, comunistas e as chamadas "católico-progressistas", que ensandeceram o mundo a partir da Reforma Protestante e da Revolução Francesa, e que ora estão conduzindo o mundo, o homem e a humanidade ao caos, à escravidão, a abismos insondáveis, que só a Fé em Deus Todo-Poderoso pode evitar pela sua Infinita Bondade. Lamento não dispor de uma "camisa-verde" para me amortalhar, mas quero que, sendo possível, meu esquife seja coberto com a bandeira do Sigma e pela bandeira do Império, que se encontra em meu gabinete doméstico. (Datado de Fortaleza, Ceará, dia 23 de setembro de 1979)".

“Um Cavaleiro da Tradição”

   Após seu falecimento, o escritor Nertan Macedo, irmão de Denizard, escreveu um longo artigo (sob o título acima), publicado no jornal “O Povo”, de Fortaleza, no qual revelou fatos pouco conhecidos, dos quais reproduzo os abaixo:
 
   "Foi com ele (Denizard) que aprendi uma lição que me tem servido bastante pelo tempo afora: não acreditar em ideologias radicais como "molduras perfeitas, acabadas" de certos espíritos julgados, condenados ou exaltados, erradamente, como de Esquerda, Centro ou Direita. Pois o que não falta na vida pública brasileira são certas figurinhas torpes que se dizem liberais e não passam de tremendos farsantes, com esconsa vocação para a crueldade e a ditadura, adoradoras que são do mando incontrastável e do poder totalitário. Daí o sábio provérbio. "Se queres conhecer o vilão, entrega-lhe o bastão”.

    " Meu irmão era uma figura singular. Tinha soberano desprezo por todo indivíduo que não era carne nem peixe, não cheirava nem fedia. E vomitava-os à maneira paulina, ou de quantos outros lutadores deram testemunho nesta vida. Por isso mesmo sofreu, desde jovem, quando aderiu ao movimento integralista, por suas ideias "fascistas e reacionárias" que, simplesmente, ele não as possuía. Era, na verdade, um tipo que chamaríamos de raro entre os produtos da formação ou da consciência do seu tempo. Enfim, um homem apaixonadamente rendido aos encantos da História, da Tradição, do Sonho Cristão e de um vago Autoritarismo – assim mesmo, tudo isso com letra maiúscula. Entretanto, mais próximo do paternalismo alargado do "familiar" ao "nacional", do "ciânico" ao "pátrio", do "individual" ao "comunitário". Sua concepção política era a de lareira, a da enorme mesa familiar da refeição em comum, das redes no alpendre em deliciosos rangeres nos seus armadores e das infindáveis tagarelices, louvando o amor à Pátria e aos seus Maiores” (...)

   "Todavia, (Denizard) era amigo do bom senso e, de cambulha, para tudo quanto dissesse respeito à sua terra e gente, fielmente representadas nas figuras idealistas, rudes e até mesmo boçais de caudilhos provincianos, mas que souberam adentrar à História. Do tipo de Filgueiras, Pinto Madeira ou do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, três gigantes do "reacionarismo" ligados ao Partido do Trono e do Altar. Isso sem esquecer as honestas figuras de venerados cronistas como o Barão de Studart, Paulino Nogueira, João Brígido, Théberge e outros do mesmo naipe".

Homenagens póstumas
            
   A cidade de Fortaleza homenageou a memória de Denizard Macedo, dando seu nome a uma rua da capital cearense e a uma escola municipal, localizada no bairro Quintino Cunha. Em Crato, sua terra natal, existe também uma rua que o tem como patrono. Por sua vez, o Instituto Cultural do Cariri denominou uma de suas cadeiras de José Denizard Macedo de Alcântara. Cadeira esta que, mesmo sem méritos, para ela fui eleito pela generosidade dos meus pares naquela instituição. E venho ocupando-a até os dias atuais.


CRONOLOGIA

1921 – 1º de setembro. Nasce em Crato, no dia da festa de Nossa Senhora da Penha.

1946 – 22 de junho. Casamento com Eliana Porto Sampaio de Alcântara.

1947 – 7 de dezembro. Eleito vereador pela cidade de Fortaleza, pelo Partido de Representação Popular–PRP

1948 – 1º de janeiro. Assume o mandato de vereador por Fortaleza. Depois desta experiência ainda foi candidato – em anos posteriores – a deputado estadual e a prefeito de Fortaleza, sem lograr êxito.

1966 – Toma posse como Vice-Reitor da Universidade Federal do Ceará para Assuntos Estudantis.

1974 – 1º de setembro. Posse na Cadeira 34 da Academia Cearense de Letras, sucedendo ao seu conterrâneo, J. de Figueiredo Filho.

1977 – 8 de setembro. Empossado como Secretário Estadual da Cultura do Ceará, onde permanece até 15 de março de 1979.

1980 – 11 de março.  Assume como Presidente do Conselho Estadual de Educação do Estado do Ceará, para mandato até 09 de março de 1982.

1983 – 11 de novembro. Morre de um infarte fulminante.


(*) Armando Lopes Rafael é historiador.
E-mail: armando.rafael@terra.com.br