27 novembro 2021

O véu do egoísmo - Por: Emerson Monteiro


Nessas condições atuais onde a gente vive, neste mundo de tantas contradições, transitamos à busca incessante, única, de revelar o Si mesmo de nós diante do véu das ilusões, um esforço constante de rasgar as barreiras da escravidão material e desvendar novo o território imenso depois dos desertos dessa aridez; logo ali depois das intempéries. Retidos na caminhada pela força de uma natureza ainda inferior, sob os grilhões dos valores só relativos desse chão, aplicamos ao poder do conhecimento, entretanto na relatividade dos passos incertos de quem, pouco a pouco, aprende a caminhar.

As chances passam numa velocidade estúpida; destarte as criaturas perdem paraísos pelas próprias mãos, nas intenções mesmo que meio firmes, porém ainda longe de dominar inteira a fera dos instintos, na intenção de achar poder e superar o mal pelas raízes, assistidos agora pelo bem das certezas lá de dentro vencer essa distante batalha evolutiva que nos acompanha.

Vítimas, pois, do lado fraco que as prenda aos rochedos da limitação do querer apenas querer fraco, sem a disposição de viver com intensidade o sonho da realização.

Transitam de vistas ressequidas, e só de longe imaginam os frutos da luz que lhes aguarda em festa. Já sabem, no entanto, de ser possível atravessar o limite do Eterno e chegar ao bom termo da longa estrada dessa história. Bom sinal, pois. Algumas notícias aqui chegam aos nossos ouvidos, ao tom das harmonias da mãe Natureza, ecos de equilíbrio no canto dos pássaros, na brisa dos mares, no cicio dos sóis do firmamento.

Isso de ilusão, domínio que lhe é próprio, há que ter um basta nas mesmas razões de existir face à perfeição do Absoluto, que assim determina. Tal escola de evolução, tratemos as experiências quais frutos benfazejos necessários a todo o aprendizado, conquanto doam. Amar os inimigos, na linguagem de Jesus, significa domar a fera que trazemos na nossa natureza. Usufruir dos desafios e disso agradecer; quando possamos refletir e escolher o melhor, satisfazer a vontade pura e simples de crescer e desfrutar do Bem ao dispor na chama viva da humana criação.