25 novembro 2021

O melhor prefeito que o Crato já teve (por Armando Lopes Rafael)

 

Alexandre Arraes de Alencar

   Alexandre Arraes de Alencar governou o município de Crato entre 27 de dezembro de 1937 e 15 de agosto de 1943, data sua prematura morte com apenas 48 anos de idade. Decorridos quase oitenta anos do início daquela administração, ainda perdura no imaginário popular cratense que Alexandre Arraes foi o melhor prefeito que esta cidade já teve. 

    Caiu-me às mãos, dias atrás, uma Xerox da Monografia Histórica do Crato, uma publicação da administração Alexandre Arraes, com dados colhidos pela Delegacia Regional do Recenseamento Nacional do Brasil de 1940. Naquela época, quando as comunicações eram precárias, a Prefeitura de Crato disponibilizava uma publicação contendo todos os dados atualizados do município, com o resgate histórico, evolução social, informes sobre a população, produção agrícola, comércio, indústria, relevo do solo, hidrografia, riquezas naturais, etc. Com toda a evolução que usufruímos hoje, com todas as facilidades atuais da tecnologia, não dispomos, no presente, de uma publicação similar a que foi produzida no governo de Alexandre Arraes.

     Falar sobre a administração de Alexandre Arraes ocuparia muito espaço. Limito-me a transcrever apenas um tópico da monografia citada, a de número VII, que enumera algumas conquistas da sua competente e honesta administração. A conferir.

“Por iniciativa dos Poderes Públicos, verificaram-se a instalação do Serviço de Água, Luz e força, que veio atender velha aspiração da população, resolvendo um dos mais importantes problemas da infraestrutura da cidade; criação de uma biblioteca pública; construção de um Grupo Escolar Municipal de orientação ruralista; criação de um Horto Florestal para arborizar a cidade e distribuir mudas frutíferas à população cratense; delimitação das zonas agrícolas e pastoris na Serra do Araripe; construção da praça ajardinada Dr. Francisco Sá, com uma majestosa Coluna da Hora, encimada com a estátua de Cristo Rei e uma fonte luminosa, aliás, a primeira construída no Ceará; construção de 14 obras d’arte nas rodovias municipais, instalação de um Posto Antirrábico, pavimentação de quase toda a cidade, arborização de suas ruas, instalação de um projeto piloto para irrigação mecânica no Rio Carás; aquisição de duas propriedades para instalação do campo de sericicultura e construção de moderno e confortável Mercado Público”.

     Ao tempo do Prefeito Alexandre Arraes todas as datas cívicas eram comemoradas com desfiles escolares nas ruas de Crato. Ele mesmo acompanhava ao lado dos estudantes esses momentos cívicos. Como era ele mesmo que, pessoalmente, exercia fiscalização de todas as atividades da Municipalidade. Alexandre Arraes reformou todas as praças da cidade e todas foram dotadas de projetos de jardins. Na Praça Siqueira Campos havia um canteiro de rosas La France.

      Naquele tempo o Rio Granjeiro ainda não tinha virado o canal nauseabundo dos dias atuais. Nas margens daquele rio a Prefeitura plantou bambus. Também a encosta do morro do Seminário foi arborizada para evitar erosão. E tudo isso era feito com critério e honestidade. Sob Alexandre Arraes nunca se ouviu falar em corrupção.

          Enfim, tínhamos uma cidade limpa, bem cuidada, com um administrador de mentalidade à frente do seu tempo. Quanta falta faz um Alexandre Arraes nos dias de hoje...

O amor começa em sí próprio - Por: Emerson Monteiro


Essas considerações que vêm às lembranças tocam de perto nosso senso de ser feliz, de encontrar as respostas que vivem soltas no ar, sinais da realização em que tantos buscam a própria paz. Elas dizem da força que temos conosco, o dever de ser alegre, usufruir os dias quais instrumentos na busca da concretização do ser que somos. Bom, e antes de tudo ter reconhecimento pelas bênçãos dos desafios que se vive. Saber que detalhes compõem o todo. Ninguém tem aonde fugir, pois todos caminhos só levam à gente mesma, sem outro sentido que não a própria existência, a individualidade, o âmago de nós,  o mais rico mistério da essência do Ser, durante todo tempo.

Tais aspectos de viver conduzem a isso, de reconhecer os dons da profecia que carregamos conosco, marcas indeléveis da consciência que instruem os passos das criaturas. Quanta magia habita num único ser, as malhas da perfeição que transportamos de estação a estação, feitos senhores de rebanhos infinitos desses pequenos seres, pastores de emoções e pensamentos, impulsos e contradições, amores e saudades, porém numa certeza absoluta de que operamos a máquina da percepção, coautores da Criação, parceiros da beleza e dos sonhos.

Talvez em face disso, tangemos o barco de nossa individualidade à procura das migalhas da felicidade que vem do céu, às vezes sem reconhecer a importância de acalmar os sentimentos e pernoitar junto às florestas do amor quais passageiros da agonia. Juntar as mínimas partes desse todo infinito que o somos, e alimentar a casa dos dias no mais íntimo coração, tendo a disposição de plantar o que é bom ainda que nem se tenha de todo a força do que tanto carecemos nesta jornada de luz.

Persistir na missão de conquistar o domínio do que sustentamos diante da imprevisão do eterno, no entanto cientes de haver consigo a parcela gloriosa de tudo que de bom existe no Universo.