12 novembro 2021

No próximo domingo -- 14 de novembro -- Centenário da morte da Princesa Isabel

 Fonte e autoria: postado inicialmente no Facebook do Pró Monarquia

 


 (Às vésperas do Centenário do falecimento da Princesa Dona Isabel, a Redentora, cuja passagem dar-se-á no próximo domingo, dia 14 de novembro, temos a grata satisfação de compartilhar com todos os monarquistas e amigos da Família Imperial Brasileira a visão que dela tem seu bisneto e sucessor dinástico, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, conforme este a registrou em trecho de sua célebre “Carta aos Srs. Membros da Assembleia Nacional Constituinte”, de 7 de setembro de 1987.)

   "A mesma linha de conduta [do Imperador Dom Pedro II] deliberou seguir minha bisavó, a Princesa Isabel, que jamais incentivou nem autorizou qualquer tentativa de restauração monárquica por meios violentos. Sendo de piedade notória, ela continuou concorrendo com o valor de suas preces para que nosso País prosseguisse nas vias gloriosas da Civilização Cristã, rumo à peculiar grandeza – também cristã – que ela sabia ser o destino de nossa Pátria.

   "Por outro lado, interpôs ela toda a sua influência junto aos meios eclesiásticos da França, onde vivia com seu esposo, o Conde d’Eu, para que no célebre santuário do Sagrado Coração de Jesus, erguido em Paray-le-Monial, centro de convergência de piedade dos católicos de todo o mundo, estivesse presente o Brasil, por uma placa impetratória que ficou aposta a um dos muros desse lugar sagrado.

   "Igualmente foi por iniciativa dela, e por seu intermédio, que o Episcopado brasileiro enviou, em 1901, uma súplica ao Papa Leão XIII, pedindo a proclamação do dogma da Assunção de Maria Santíssima.

   "Encaminhando ao Pontífice a mensagem dos Bispos do Brasil, escrevia minha bisavó: ‘Longe de minha Pátria, sinto-me feliz ao menos por trabalhar pelo que nela pode fortificar a Fé’ (carta de 6-6-1901).

    "Dessa forma, o Brasil juntava sua voz ao clamor universal dos fieis, para que mais um título de glória da Santa Mãe de Deus fosse solenemente proclamado pela Igreja. Quase meio século depois, a 1º de novembro de 1950, Pio XII houve por bem definir, como dogma de Fé, a Assunção Corpórea de Maria aos céus. 

     "Generosa e caritativa que era, a Princesa Isabel destinava parte de seus apenas suficientes recursos ao socorro dos pobres e doentes. Os pedidos que lhe chegavam do Brasil, muito numerosos, eram preferencialmente atendidos, com discrição e solicitude".

Na esteira do "feriado" de 15 de Novembro: símbolos nacionais do Brasil, uma herança da Monarquia – por Armando Lopes Rafael


       No caos moral em que se encontra a sociedade brasileira, dois símbolos ainda resistem nesse estado de muita desordem de confusão de ideias e de subversão dos valores morais: o Hino e a Bandeira Nacional.

      Nossa Bandeira, a mesma que hoje tremula nas manifestações do povo (lembre-se o record que saiu às ruas no último dia 7 de setembro) é a mesma criada no Império do Brasil, com ligeira modificação.  Nosso principal símbolo pátrio foi criado através dor Decreto de 18 de setembro de 1822, desenhada pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret. Composta de um retângulo verde e um losango amarelo, cores escolhidas por Dom Pedro I, a lembrar o verde da Casa de Bragança (origem do nosso primeiro Imperador) e o amarelo da Casa Real dos Habsburgos, de onde provinha a Imperatriz Leopoldina.  Essa história de "verde das nossas matas e amarelo do nosso ouro" é outra Fake News dos republicanos, do ensino público e da mídia brasileira sem credibilidade...

      No Centro da linda bandeira, pontificava o Brasão do Império, cercado de ramos de café e tabaco, e indicados – no mencionado decreto – como "emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor, e ligados na parte inferior pelo laço da nação". As 19 estrelas de prata correspondem às 19 províncias que o país tinha na época. Menos de quatro meses depois, a coroa real que se sobrepunha ao brasão foi substituída por uma coroa imperial "a fim de corresponder ao grau sublime e glorioso em que se acha constituído esse rico e vasto continente", afirmava o decreto de 1º de dezembro de 1822.

      Também o nosso Hino Nacional (igualmente oriundo dos tempos imperiais), o mesmo  ouvido ainda hoje, com todo respeito, por milhões de brasileiros, remonta ao reinado de Dom Pedro I. Esse Hino era executado, à época da Monarquia, sem ter ainda uma letra. Conhecida apenas como “Marcha Imperial”, nosso Hino foi tocado nos campos de batalhas da Guerra do Paraguai. Depois desse conflito foi popularizado na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil.

       Com o advento do golpe de estado que implantou a República dos Estados Unidos do Brasil, (novo nome dado pelo chamado “Governo Provisório”), dirigido pelo Marechal Deodoro da Fonseca,  foi instituído um concurso para a adoção de um novo hino nacional. A ordem era (tentar) apagar tudo que restasse do Brasil-Império. Vivia-se os novos tempos republicanos e a propaganda oficial dizia que tudo iria melhorar; que o Brasil iria trilhar uma nova senda do progresso e de bem estar para a “brava gente brasileira” ... Quantas vezes, nos últimos 132 anos, vimos esse filme...

      Pois bem, na noite de 20 de janeiro de 1890, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro estava superlotado, reunindo as mais destacadas personalidades da então capital brasileira, para conhecer o novo Hino Nacional. No camarote de honra, o velho Marechal Deodoro, àquela época já bastante decepcionado com alguns companheiros do golpe militar de 15 de novembro de 1889. O hino que obteve o primeiro lugar no concurso foi composto pelo maestro Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque. Na verdade, uma bonita peça (hoje chamada de “Hino da República”, que começa com o refrão: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.

      Ao final da execução do hino, o Marechal Deodoro bateu o martelo e impôs: "Prefiro o velho!"

      Manda quem pode e obedece quem tem juízo, diz o dito popular! Foi quando ficou preservada para as gerações vindouras, a bela “Marcha Imperial”, o mesmo Hino Nacional Brasileiro de hoje, cujos primeiros acordes (“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas/ De um povo heroico o brado retumbante”) nos enche de orgulho e nos faz reviver o pouco de patriotismo que ainda resta à “Pátria amada, Brasil".

Instituto Histórico e Geográfico de Sobral – por José Luís Lira (*)

   


     Semana passada estive no Rio de Janeiro. Nessa viagem tive a alegria de reencontrar o casal Sheila e Daniel de Queiroz Salek (neto da escritora Rachel de Queiroz), o querido Cardeal Dom Orani Tempesta, além de Carla e Simão Aznar, passando, também, na sede da Ordem do Santo Sepulcro. 

   Aproveitando que eu teria reunião com o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB, Prof. Dr. Victorino Coutinho Chermont de Miranda, e a sócia do IHGB, Profa. Dra. Vera Tostes, apresentei-lhes antiga ideia que ficou guardada: a criação do Instituto Histórico e Geográfico de Sobral – IGHS. Ultimamente eu vinha discutindo o assunto com as professoras Giovana Saboya e Somália Viana, isto porque este ano o maior historiador sobralense, Mons. Francisco Sadoc de Araújo, fará 90 anos e o tornaremos Patrono do Instituto Histórico e Geográfico de Sobral, a exemplo do que fizera em sua fundação o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, com o Imperador Dom Pedro II.

   Francisco Sadoc de Araújo é homenageado pelo desempenho de seu papel como sacerdote católico, notável estudioso da História de Sobral e de sua região metropolitana, autor da Cronologia Sobralense, fundador e primeiro Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), igualmente fundador da Igreja do Cristo Ressuscitado, que deu origem à Paróquia do Cristo Ressuscitado, da qual foi o primeiro Pároco, membro do Instituto do Ceará – Histórico, Geográfico e Antropológico, imortal da Academia Cearense de Letras, da Academia Sobralense de Estudos e Letras e da Academia Brasileira de Hagiologia. Mons. Sadoc de Araújo, hors-concours que é, fora da competição, quando se trata de Sobral, patroneará o IHGS, reconhecido que será como a Casa do Mons. Sadoc de Araújo.

   Sobral, com 210.711 habitantes (estimativa IBGE-2020), é o quinto município mais povoado do Estado e o segundo maior do interior. Com uma taxa de urbanização de 88,35%, Sobral é o segundo município mais desenvolvido do Ceará, atrás apenas de Fortaleza, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano.

   Temos, nessa Terra de Dom José Tupinambá da Frota, nosso primeiro Bispo, a Academia Sobralense de Estudos e Letras, de 1943, mas, sucessora da Academia Sobralense de Letras de 1922 e a Academia Sobralense de Letras Jurídicas, fundada por mim, em 2015.

   Em resposta ao nosso comunicado, o Presidente do IHGB afirmou: “...que tal iniciativa virá reforçar o Sistema Nacional de Institutos Históricos e se mostra a todos os títulos oportuna, tendo em vista as celebrações do ano próximo, em que se comemorará o Bicentenário de nossa Independência”.

   “Em nome do IHGB, auguro-lhe sucesso na empreitada, ao mesmo tempo em que lhe peço transmitir a cada um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de Sobral os cumprimentos da Casa da Memória Nacional. Felicito-os, por outro lado, pela escolha que intentam fazer do nome de Monsenhor Francisco Sadoc de Araújo, a quem todos ficamos a dever a benemérita pesquisa sobre a história sobralense”.

   Comunicamos, também, ao Instituto do Ceará – Histórico, Geográfico e Antropológico e, em 17 de dezembro, nas dependências da Igreja de Cristo Ressuscitado, faremos a fundação do Instituto Histórico e Geográfico de Sobral e a instalação será no ano vindouro.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com 26 livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.