10 novembro 2021

Nuvens que passam nos céus da realidade - Por: Emerson Monteiro


Assim são os acontecimentos, objetos e pessoas, fenômenos que ocorrem na face do cenário de um tempo em andamento. Fagulhas de fogueiras cósmicas, sacudimos fuligem no decorrer dos instantes que se sucedem numa velocidade imperceptível aos nossos prazeres mundanos. Elementos de reações maravilhosas vindas do Infinito, sacudimos asas rumo ao desconhecido, lá de onde há de haver, no entanto, a lógica indiscutível de tudo isto que ora presenciamos, perfeição além até do que imaginamos que seja. Entregues, por isso, aos humores das existências de quem tangemos os barcos, cruzamos as ruas quais não fôssemos apenas cobres dos mesmos tachos, a verter as lágrimas do mistério de nós mesmos, iguais que significamos diante do Eterno.

Tais sejam, pois, valiosas estas nuvens a preencher de luz o Cosmos sempre de novas consequências todo momento, a gerar seus próprios sucessores no ritmo desse mistério que bem representamos neste palco, seres inteligentes da Criação. Sem diminuir qualquer fragmento da importância do que habita o pulsar da geração, dotamos de vazio o céu imenso do firmamento, alimentando de sonhos as noites e os séculos. Dotados da mais valiosa criatividade, exercemos papel indispensável na transformação dessa matéria prima em constante desaparecimento, porquanto transportamos na nossa consciência o que daqui haverá de vir depois de um passado insaciável que largamos lá atrás.

Nós, essas nuvens transitórias que nutrirão de sentido as vidas de que somos instrumentos, partes do todo universal, sendo o Todo também, por força dos destinos eternos. Valiosas criaturas, os humanos. Parcelas insubstituíveis da engrenagem miraculosa em movimento no seio de todos nós, sem exceção. Resta, portanto, desvendar dentro da gente o tal segredo, e por em prática o exercício dessa divina exatidão que pulsa em nosso ser, fator e ânimo de tudo quanto dali seremos um dia, na soma exata do Ser e das criaturas deste tudo tão real e imperecível dos astros.

 


Reflexões sobre o feriado de 15 de Novembro

 A crise da “Presidência da República” – por Armando Lopes Rafael

    A “Presidência da República”, de qualquer nação que adota a forma de governo republicana, é o símbolo máximo do poder executivo e do líder político que a conduz.     Isso também acontece na República brasileira, certo? Errado.

      Com tudo o que o povo brasileiro vem assistindo ultimamente, constata-se que existe um “boicote” contra o atual Presidente da República, um forte “cerco” largamente divulgado pelas mídias. E isso nos leva a uma conclusão:  existe uma campanha orquestrada para desmoralizar o prestígio da “Presidência da República” no Brasil. Esta deveria ser respeitada, mas está sendo desmoralizada num crescendo...

        Fica a impressão de que, apesar da inegável popularidade do Presidente, formou-se um verdadeiro “complô” para criar narrativas visando unicamente defenestrar o Presidente do cargo. E ele foi eleito pela ampla maioria do povo. Nos últimos dois anos, o Supremo Tribunal Federal (cuja função institucional fundamental é de servir como guardião da Constituição Federal de 1988) adotou mais de 120 medidas contra o atual Presidente da República. Cerca de uma medida a cada sete dias. 

        No Senado da República criaram a ridícula CPI da Covid (jocosamente chamada pela população de “CPI do Circo”), a qual buscou, inutilmente, durante 6 meses, achar culpa por omissão do Presidente no combate ao vírus chinês que se espalhou pelo mundo. Na mídia televisiva, radiofônica, impressa e Internet, a coisa não fica atrás. Quase todos os jornalistas passam as 24 horas do dia acusando o Presidente da República de ser “a maior ameaça à liberdade de opinião na sociedade brasileira”. (SIC)

        “Todo exagero é ridículo” diz a sabedoria popular. Mas o estrago deixado pelo projeto de desmoralizar a Chefia da Nação é o maior atestado de que a República brasileira está esgotada... Quando e como esse “cerco” à Presidência terminará não se sabe. Mas sabe-se que a República brasileira definitivamente está chegando ao fundo do poço...