22 setembro 2021

O reino dos super-heróis - Por: Emerson Monteiro


Nada mais que esse mundo daqui do Chão, um lugar de conchavos e desencontros, artimanhas e vaidades. Ninguém que se preze deixaria de lado o sonho de vencer alguma dessas batalhas travadas nos coliseus da ilusão. Todos, armados até os dentes, logo invadem o circo e sacodem suas lanças rumo ao desespero de si. Horas e dias, o mesmo travo amargo de ansiedades e desesperos, olhos ardendo nas filas que não acabam nunca. Roupas gastas nesse afã de vencer o inexistente, quais estranhos autores das epopeias colossais, são os nomes que sacodem nos lençóis do impossível e piões que giram sem cessar; eles, fieis servidores das nuvens que passam e desmancham cores avermelhadas no final das séries intermináveis e dos destinos inacabados.

Quiséssemos desvendar, pois, o mistério das jornadas, e nos depararíamos com o cemitério dos dinossauros lá no íntimo das matemáticas humanas. Dores, cores e gestos; versos, rimas e fados, que não acabam jamais. Tudo isso fruto da vontade imensa dessas alimárias vestidas às pressas na entrada das cenas que nunca irão terminar. Homens e máquinas, num furor sem limites, células mórbidas do mesmo corpo que escorre pelas trilhas do firmamento. Exóticos, beijam e abraçam os próprios feitos, retalhos de armaduras jogadas ao lixo da História.

Existências, pois, trazidas ao baile só a fim de interpretar que vieram de longe. Circuitos de engrenagens fantásticas, sabem e desconhecem a um só tempo o ritmo das melodias que lhes contavam as lendas, enquanto retinem espadas e moedas atiradas ao vento. Quais monarcas de tronos imaginários, ecoam seus gestos na alma das outras criaturas, no desejo frio de marcar um solo eterno de galáxias que avançam rumo ao sagrado espanto. Eles, que ignoram a que existem e, ainda assim, contêm os passos no coração do Infinito. Pisam o solo da ausência e abandonam as vestes logo que chegam aos Céus que lhes espera.

(Ilustração: Liga da Justiça, heróis da DC).

Eleições republicanas: são confiáveis?

 Do seriado (inesgotável) “Coisas da República” – por Armando Lopes Rafael

       A nota abaixo foi publicada na revista “Herdeiros do Porvir”, nº 65, junho/2021:

Urnas republicanas – Não existe nada mais antidemocrático do que a fraude eleitoral, pois a chamada vontade popular é vilipendiada invariavelmente em favor de interesses escusos, para dizer pouco. Na maioria dos países livres o voto é auditável e, portanto, passível de recontagem.

     Em nossas últimas eleições, sobretudo nas majoritárias, houve sérias dúvidas sobre os resultados. Os defensores das urnas digitais alegam que os dados são invioláveis, enquanto críticos dizem que podem ser adulterados antes, durante ou depois do pleito.

       Foi exatamente neste sentido o resultado obtido por hackers reunidos na última DEFCOM (maior conferência de hackers do planeta), em Las Vegas (EUA): em menos de duas horas quebraram o sistema de segurança de todas as urnas, incluindo a brasileira. Portanto, enquanto o voto impresso não for instituído no Brasil, pode-se dizer que vivemos em democracia autenticamente representativa?"

Do seriado (inesgotável) “Coisas da República” – por Armando Lopes Rafael

 Mídia brasileira: a mais sórdida do mundo

“Mentez, mentez, il restera toujours quelque chose”
(Menti, menti sempre ficará alguma coisa)
Voltaire

       A começar pelas redes de televisão. O saudoso Cardeal-Primaz do Brasil, Dom Lucas Moreira Neves, já dizia: “A televisão brasileira tornou-se uma escola de criminalidade e violência. Acuso-a de ser corruptora de menores, em virtude de programas da mais baixa categoria moral, pelas cenas e pelo palavreado”.

               Imagine se Dom Lucas tivesse vivido para ver os noticiários televisivos de hoje...prenhes de mentiras. Não quero, de modo algum, generalizar. Mas clama aos céus, as inverdades forjadas para manipular a opinião pública por certos veículos, voltados unicamente para acusações ao Governo Federal. Tornou-se abusivo. Ninguém lê mais as notícias sobre a política.

                Jornais como “Folha de S.Paulo”, “Estadão”, “Estado de Minas” e muitos que se publicam no país, todos com tiragens diminuindo a cada dia, vomitam – 24 horas diárias – matérias para desacreditar o Governo Federal, enquanto apresentam como “lideranças” “sadias” e “esperançosas” pessoas do naipe de Lula, Omar Aziz, Renan Calheiros, além dos parlamentares das bancadas do PT, Psol, PCdoB, et caterva... Risível!

                 A atual mídia brasileira, decadente, sem credibilidade, com seus colunistas venais e subservientes (fazem tudo para sustentar o emprego), tem a cara da banda podre desta República...