19 agosto 2021

Os quatro cavaleiros do Apocalipse - Por: Emerson Monteiro


Tudo a seu tempo. Nos idos da Segunda Grande Guerra, quando imaginaram haver topado no limite previsto pelas Escrituras de que a raça humana, lá um momento, chegaria aos extremos das eras e ...

Bem, por que escrever assim trazendo tamanhos conceitos históricos, quando há tanto o que ainda realizar? Fico meio sem jeito de fugir dessa rotina de mensagens que ora circulam o mundo. Pensar no tanto que já se obteve de sucesso nas tantas áreas do raciocínio e, de uma hora a outra, tudo virar apenas isso de perdição?

Sei não, mas acho cedo de pensar no desaparecimento das civilizações e começar tudo outra vez, dessa em níveis mais adiantados, segundo outros conceitos, de que a Terra passará a um patamar superior, sob o prisma dos planetas habitados.

Porém imperam graus de barbarismo nos muitos aspectos do que ora presenciamos diante dos acontecimentos. Espécie crônica de egoísmo parece querer dominar a mentalidade, numa indiferença de causar espanto, sob seus variados aspectos.

Enquanto que as experiências do passado precisam fazer efeito positivo no comportamento das pessoas, que abram os olhos da consciência e passem a exercitar os valores aprendidos no decorrer das gerações, no que, por vezes, a preguiça moral impera e destrói esperanças e sonhos.

Sei, por conta do instinto, que o Espírito tem condições de aprimoramento e o senso da fraternidade, e trabalhar os sentimentos é um dever, a fim de encontrar as respostas dos desafios à maldade, às indiferenças e aos desastres cometidos sem a menor reação de solidariedade. Sabe-se, a toda hora, da urgência de sentido às ações praticadas no transcorrer dos séculos, que tão só depõem contra a perfeição que poderíamos identificar em nós mesmos. No entanto a História demonstra exatamente o contrário, em uma avaliação geral do que até agora se produziu de consistente. Conquanto desejemos dias claros e realizações de paz, seremos sempre os atores da cena de que necessitamos vivenciar.

(Ilustração: Pieter Brueguel, o Velho).