08 agosto 2021

O Universo em nós - Por: Emerson Monteiro


Dentre os enigmas do destino, há isso de transportar conosco aonde formos o Universo. Partículas do grande todo isso é o que somos. Dar-se o jeito de viver com arte. Descobrir a infinitude da vida que significamos. Fagulhas do Sol. Alentos das matas. Ondas de mar sem limites. Isso que somos todos, independente da vontade de quem seja. Artífices da sorte, peças de um quebra-cabeça que montamos toda manhã. Nem de longe resta fugir, pois não existe outro pouso. Seres, assim, suficientes, transportamos meios de encontrar nos achar lá no íntimo.

Nítido quadro da existência, mantemos o movimento das esferas nas limitações de uma consciência em desenvolvimento. Trabalhamos os passos que nos conduzem à libertação. Trazemos, dentro do cosmos que habitamos, a luz da percepção. Destarte, cápsulas desta evolução pessoal, revivemos a criação da Eternidade quando vivemos. Instrumentos, pois, da revelação desse processo, equilibramos o conhecimento na forma que compreendemos e praticamos o que compreendemos. Dotados de todas as peças a isto necessárias, funcionamos no ritmo da presença de agora, olhos postos no futuro. Ainda que desejássemos demasiadamente, o trilho equivale à oportunidade única de estar aqui neste mundo.

Daí, dispositivos da humana transformação em novos emissários da perfeição, fazemos parte integrante do sistema universal das criaturas. Regidos pela disposição da felicidade que transportamos na alma, vivenciamos o dever de recriar o equilíbrio do qual nascemos. Momentos sem fim, alimentamos a esperança de paz que nos chama diante do eterno. Com isso, preenchemos, do início ao término, a Natureza, tais moléculas de compreensão, partes integrantes da história durante todo tempo. Desse modo seremos trabalhadores efetivos das origens do que existe e modificamos a sorte em favor da certeza de um Eu Maior que somos desde sempre.

Avança na intenção de destruir uma reserva ambiental no município de Crato – por Armando Lopes Rafael

    A denúncia já havia sido feita há um ano. Naquela ocasião foi divulgado nas redes sociais:

   " A se confirmar rumores, circulantes na cidade, uma propriedade rural que se constitui numa Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), existente no Sítio Cobras, zona rural de Crato poderá desaparecer. Existe naquela localidade, localizada próxima à fronteira de Crato-Juazeiro do Norte, uma propriedade que preserva a fauna e a flora daquela região.  Além da proibição de desmatamento, o proprietário daquele sítio mantém lá um plano de reflorestamento e conservação de espécimes de arvores centenárias. Preservam-se aves e pássaros, hoje raros na zona rural do Cariri.

    "Não conseguimos apurar maiores detalhes sobre esses rumores. No entanto, o que se comenta é que o sítio vai ser desapropriado para lá ser construída uma subestação da rede elétrica na Região Metropolitana do Cariri. A se confirmar tais rumores, os prejuízos para a preservação ecológica e manutenção da beleza cênica daquela localidade sofrerá danos irreversíveis. Urge que todos os segmentos da sociedade caririense se movimentem com vistas a apurar a veracidade desses rumores. E estes, se confirmados, devem motivar a mobilização de toda a sociedade para evitar esse dano irreparável ao meio ambiente da nossa região".

Situação se agrava

    Esperava-se um recuo por parte a empresa que tenta a desapropriação; esperava-se maiores  protestos de segmentos de destaque na sociedade do Crato e do Cariri. Ocorreu exatamente o contrário. Noticia-se agora a empresa estatal vai ampliar a área para desapropriação para aumentar a subestação de energia elétrica e uma linha de transmissão em mais 4 (quatro) hectares em relação ao projeto anterior.

       Esse vandalismo premeditado vai impedir que o proprietário do terreno citado possibilite a abertura daquele sítio à visitação pública, como era seu desejo. Seria uma oportunidade não só de preservação do pouco que resta da natureza, mas permitir que a população conheça como era a fauna e flora do Cariri à época de sua povoação, no século XVIII.

        Por fim, é bom não esquecer que subestação e transmissão ode linha elétrica são considerados o segundo maior poluidor da natureza, perdendo apenas para as usinas nucleares.
         E a tudo isso o povo do Crato e do assiste sem protestos nem reação contrária. Até quando? 
 
PS -- Anteriormente, eu havia citada o nome de uma empresa privada como a interessada na desapropriação desse terreno. Entretanto, em 11-08-2021, a Assessoria daquela empresa telefonou negando que fosse ela a interessada nessa empreitada, e sim outra. Fica minha desculpas pela troca dos nomes.