30 junho 2021

O tribunal da Consciência - Por: Emerson Monteiro


Tão certo quanto o nascer do sol de todo dia, haverá o critério do julgamento de nossas ações logo ali adiante, depois do susto do desaparecimento. Nem nada significa deseja fugir disso. Perante as infinitas perfeições da Natureza, esta exerce o papel de passar a limpo as nossas atitudes. Ledo engano se imaginar acima do Mal e do Bem e querer acreditar numa alternativa a essa exatidão dos fenômenos naturais.

O processo de crescimento das vidas, face ao sequenciar de tudo, envolve a nossa presença tais seres detentores de imortalidade, porém ainda no exercício da autodescoberta, o que acontece no transcorrer de muitas vidas. E sujeitos às normas das nossas origens de que pouco, ou quase nada, agora sabemos com a clareza suficiente. Alguns até desconhecem que seja assim, porém de nada representa a gente imaginar diferente, porquanto a realidade persiste independente do que, na nossa pequenez, consideremos. Então, dentro desse mecanismo exato da evolução dos Espíritos, cá vamos nós, senhores, lá um dia, da herança maior da Consciência. E nisto agora seguimos aprimorando, passo-ante-passo, o mecanismo da nossa alma à busca da Perfeição, que a isso aqui estamos vivendo.

Difícil, pois, estabelecer um jeito de acalmar as consciências em xeque face aos atos praticados no decorrer das existências. Mais que nunca, somos nós à frente de nós mesmos, longe dos meios que possam escamotear a Verdade absoluta que tudo impera. Portanto, quanto mais cedo houver senso de compreender a inevitabilidade da Lei, haveremos de encontrar através de Si mesmo a humana salvação no repouso de uma consciência limpa, o maior patrimônio que o ser humano pode possuir neste mundo.