28 março 2021

Em tudo há duas rédeas - Por: Emerson Monteiro


As circunstâncias e as escolhas, duas rédeas do destino, chegam às nossas mãos. Em tudo tais alternativas reclamam das nossas atitudes e providências. Ninguém se ache isento de resolver qual dos caminhos seguir senão o das próprias escolhas, marcas definitivas do nosso êxito. Somos quais autores/diretores das nossas histórias, criaturas privilegiadas no âmbito da natureza, senhores da semente que houver de plantar. Circunstâncias e escolhas, a realidade e seus protagonistas, cocredores do Universo em eterno movimento.

Muitas vezes, na correnteza das situações, chegam os meios às posições que temos de escolher, e quais plantadores, lá adiante adquiriremos o produto da lavoura que o tempo germinou com inevitável facilidade. Nisso, de comum, talvez por falta de conhecimento, quantos e quantos deixam de considerar os frutos justos das suas plantações, sofrendo horrores da inconformação, no entanto herdeiros inquestionáveis dessa justiça maior que dominar o Cosmos.

A ninguém, por isso, ignorar o desconhecimento da Lei, face à lente da consciência, voz geral em todos os humanos, que indica a presença dos dias e mostra os frutos das escolhas. Ainda que desfrutemos, pois, dos maiores benefícios das chances que tivermos na mão, cuidemos, carinhosamente, de acertar nos critérios de reciprocidade, e querer aos outros o que queremos a nós mesmos, norma essencial da lei que tudo rege.

Horas sem conta, a compreensão desses conceitos passa pelos nossos praticados, justos arqueiros das setas que disparamos. Claro que, no fervor das ocasiões, nem sempre adotamos as medidas de melhor convenientes, porém novas e verazes circunstâncias representam a existência, matéria prima da escola onde aqui aprendemos viver.

Consequência de vícios e virtudes, assim a vida segue, nos âmbitos coletivo e particular, cavaleiros que significamos desse plano daqui do Chão. Parceiros dos resultados, usufruímos as bênçãos plantadas e aprimoramos ossos dias mágicos da felicidade e da paz.

Alguém lembrou?... Hoje é domingo de Ramos

 Príncipe Dom Bertrand: "Pelo Sagrado Direito de celebrar a Semana Santa

    Na última segunda-feira, dia 22 de março, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, teve a grata satisfação de participar de uma discussão promovida pelo benemérito Centro Dom Bosco, do Rio de Janeiro, em defesa do sagrado direito de celebramos a Semana Santa, que se inicia neste domingo, dia 28 de março, com o Domingo de Ramos, em rememoração da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

     Devido a esta já longa e deplorável emergência, em todo o Brasil parece não haver um consenso se se deve fechar ou não o comércio e permitir ou não a circulação de pessoas em determinados horários, ou quais serviços são essenciais ou não. Contudo, paralelamente a essas discussões, coloca-se outro grave problema: pode um Governador, um Prefeito ou mesmo um Bispo suprimir aquela que é a mais importante celebração do calendário da Santa Igreja?


Imperatriz Dona Thereza Christina– A Mãe dos Brasileiros

 

   A Imperatriz Dona Thereza Christina se adaptou rapidamente ao Brasil. Seu completo alheamento em relação à política, sua generosidade para com os necessitados, seu sorriso terno e bondoso e o trato sempre amável ganharam a admiração de nosso povo. Sua Majestade se tornou a “Mãe dos Brasileiros”, a senhora mais popular e respeitada em todo o Império.

    Mas para que a auréola de sua esposa não fosse trocada por uma coroa de espinhos, o Imperador Dom Pedro II a aconselhou, com prudência e sabedoria, a limitar-se à sua dupla missão de esposa e mãe, e que nunca atendesse a pedidos de favores de quem quer que fosse, pois para cada pretendente servido, haveria dúzias e centenas de pretensões malogradas.

    A Imperatriz assim procedeu, e sempre que se atreviam a importuná-la com pedidos, sua resposta era:
– Isso é lá com o Imperador.

Fonte: Leopoldo Bibiano Xavier no seu livro “Revivendo o Brasil-Império”. 1ª ed. São Paulo: Artpress, 1991, página 159.