14 março 2021

A singeleza poética da capela de São José do Lameiro – por Armando Lopes Rafael

Capela de São José Operário do Lameiro, 65 anos de sua construção em 2021

        É domingo. O amigo Dihelson Mendonça cobra-me a republicação de uma crônica que escrevi (e lá se vai um bom tempo) sobre a capela do antigo distrito do Lameiro, hoje transformado num bairro citadino da Mui Nobre e Heráldica “Cidade de Frei Carlos”. As notícias que nos chegam, nesta manhã dominical, pela mídia sem credibilidade, são péssimas. Bastaria citar, en passant, a devastação feita, no mundo inteiro, pelo vírus que veio da China (só na China não ocorreu essa destruição). E o que dizer do agravamento da crise recorrente desta “ré-pública” brasileira, que se arrasta desde 15 de novembro de 1889? 

      Procuremos, para fugir das coisas ruins,  os fatos amenos, vindos de Deus, pois a nossa esperança e alegria está no “Senhor que fez o Céu e a Terra”. (Salmo 123).

     Devo os dados da capela do Lameiro ao Prof. José Nilton de Figueiredo, benfeitor daquela igrejinha, que  até uma canção compôs para aquele abençoado templo. Isto posto, vamos ao substrato da história da Capela de São José Operário. O prof. José Nilton as copilou a partir de dados de um livro inédito deixado pela professora Dandinha Vilar.

            Abro um parêntesis para lembrar que São José era um Príncipe Real da Casa do Rei Davi, a mais importante dinastia que o mundo já conheceu. Mas, nestes tempos medíocres e tristes que vivemos, onde impera o “igualitarismo revolucionário”, dominante numa minoria da elite privilegiada (mídia e academia) lembrar a realeza de São José é fazer reacender o velho e carcomido ódio  marxista a tudo que é nobre, belo, hierárquico e sagrado...Valha-nos Deus! 

Moderna estampa alemã de São José Operário

     A capela do Lameiro foi iniciada em 1956 pelos padres Miguel e Geraldo, da Ordem Salvatoriana, vindos de Garanhuns, Pernambuco. A construção foi feita sob orientação de Dom Francisco de Assis Pires, segundo Bispo de Crato. Já naquele ano, a Igreja Católica devocionava universalmente a invocação a São José Operário (o que é valido, pois São José foi também carpinteiro) cuja festa é celebrada em 1º de maio, Dia do Trabalho. Daí a escolha de São José como orago da nova capelinha do então distrito (hoje bairro), àquela época desprovido de um templo católico. 

     O terreno para a edificação da capela foi doado pelo Sr. José de Alcântara Vilar, respeitável cratense e proprietário de vasta área rural no sopé da Chapada do Araripe. Exerceu aquele cidadão, por várias legislaturas, o cargo de vereador à Câmara Municipal do Crato. Naquele tempo,diferente de hoje, os vereadores eram pessoas devotadas ao bem público. Seus mandatos não se prestavam à nefasta política do "toma-lá-dá-cá". José de Alcântara Vilar chegou à Presidência da Casa, proporcionando-lhe ocupar, interinamente o cargo de Prefeito Municipal de Crato. 

     Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, que tanto bem fez ao Crato,  era o Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, a cujo território pertencia o Lameiro. Foi ele o primeiro sacerdote a dar assistência espiritual à nova capela. Em 1967 a Paróquia de Nossa Senhora da Penha sofreu grande desmembramento e o território do Lameiro passou a pertencer a recém-criada Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, do bairro Pimenta.

     Muitos ajudaram e muitos ainda ajudam na manutenção da capela do Lameiro. Uma curiosidade: somente no dia 1º de maio de 2003, decorridos 47 anos da construção do templo, a escritura do terreno onde ela está erigida, devidamente lavrada em cartório, foi entregue oficialmente ao então pároco, Mons. Manoel Alves Feitosa, pelo então proprietário do terreno, o ex-deputado Dr. Ossian de Alencar Araripe e sua esposa dona Maria do Céu Vilar de Alencar Araripe.

     Aqui, em rápidas pinceladas, o esboço histórico da capela do bairro Lameiro, meu caro Dihelson.

Ler no tempo - Por: Emerson Monteiro


São sinais... Quando perguntam a Jesus o que virá no futuro, ele diz que o futuro a Deus pertence. Mas cita os sinais... Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima. / E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; / Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão./ Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto. Lucas 21:28-31

Nisto, Silvino me pergunta, na manhã chuvosa deste domingo, as profecias preveem ou determinam?

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Seremos, pois, tais figueiras, que, incontinente, produzirão seus frutos. Há dois frutos, os coletivos e os individuais, ao que os místicos orientais classificam de carma, ou aquilo que for plantado terá de ser colhido por quem houver plantado, diante das leis inderrogáveis da Natureza. Porquanto, significamos peças dessa engrenagem sempre em movimento; as sementeiras da existência aqui no Chão. 

Perante visão dos seres eternos, autores, portanto, das profecias, que veem tudo, o tempo e a história, o futuro já está determinado pelos atos dos seus protagonistas; e desde então sabem o que a Humanidade elabora, nos procedimentos, aquilo que resultará nos frutos logo à frente. Imaginemos um filme gravado nessas máquinas atuais; dele se pode ver quaisquer das partes a qualquer momento. Assim, o Poder visualiza e alerta dos tempos vindouros, de qualquer das fases, por ser conhecedor universal de Tudo e nos amar incondicionalmente. Quer que acertemos, mas permite que adotemos o que nos convier.

Isso, independente de serem uma previsão, as profecias demonstram o que ora fazem do futuro as criaturas perante os desígnios que lhes foram entregues na História, a gerar os frutos, ou carmas. Qual, certa vez, ouvi de suas palavras, temos liberdade a fim de acertar; se errar, nos sujeitamos à escravidão, tanto do ponto de vista coletivo, pela participação na sociedade humana, quanto em nossos praticados particulares. 

As profecias apenas revelam isso, o que virá nas dobras dos tempos, síntese do que fazemos da liberdade, no pensar, falar e agir: Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem. Lucas 21:36