07 março 2021

A liberdade de ser e a pulsação do Universo - Por: Emerson Monteiro


Esses elementos que compõem o todo que tudo habita, produtos acabados vagando pelos intervalos entre futuro e passado, minúsculos seres ainda inocentes dos princípios originais, são eles os instrumentos que produzem o ritmo do coração das circunstâncias. E somos partículas acesas desses acontecimentos. Dotados da extrema perfeição que vem dos Céus, tocamos tais intervalos quais autores de nossos mesmos destinos; fervilhando mil possibilidades, tratamos as atitudes e recriamos os momentos através de nossa percepção ao movimento dos barcos nas ondas do Infinito. Quiséssemos identificar o trajeto dessa nau, ouvíssemos o marulhar das ondas de encontro ao nada desses cais, escutaríamos, então, o crepitar ofegante das fagulhas das florestas em decomposição; reuniríamos num único fôlego as dores e os prazeres que se derramam pelas gretas pardas de que existe. Atravessaríamos a extensão da alma da gente nas inundações dos céus, sempre a permitir ser possível reconhecer onde as estrelas luzem no firmamento.

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As palavras, quais blocos de significados, preenchem, pois, o silêncio das cores de imaginação, enquanto vezes sem conta adotamos providências de viver à nossa maneira; assim praticamos a força dos desejos que sacodem horas e horas dos anseios de ser feliz. Astros do próprio céu da vida, usufruiremos da liberdade até aprender e exercitar esse poder sobre os instintos, e desvendar os sentimentos, quando, mais à frente, descobriremos a plena felicidade, ao encontrar, dentro do coração, a força estonteante do Universo. Essa conquista maior se chama o Amor, pomo das certezas e de tudo quanto há em nós.

Instrumentos, por isso, da sorte de nós mesmos, desfrutamos a essência dos seres mergulhados na solidão das existências, vez ser os juízes de nossas ações no âmbito sagrado que só agora conhecemos no decorrer das histórias heroicas de existir. Destarte, trabalhamos segredos que toda hora recebemos, nisso abrindo a claridade que envolverá todas as gerações, bem aventuradas de ter, enfim, consciência de ser filhas de um Ser maior que as conduzirá à luz da Plenitude.