03 março 2021

As fases cíclicas da Humanidade - Por: Emerson Monteiro


Vivem-se épocas. Tempos desde sempre correspondem a circunstâncias, por vezes favoráveis, noutras de extrema dificuldade. A História transcreve esses momentos largando-os ao passado, nas tantas narrativas que preenchem livros e livros, deixando claro que os dias oscilam diante das causas e consequências, e também face às ocorrências além até das possibilidades humanas. Por isso, muitas histórias existem que servem de motivo a que tenhamos força de continuar à busca dos novos tempos que inevitavelmente chegam, de comum, testemunhados pela maioria das pessoas. 

A tendência disso é que uns podem reagir com desânimo e deixam as ondas escuras inundar seus dias, enquanto outros sustentam disposição favorável a resistir aos impactos da tempestade e vencem extremas adversidades; crescem e reconstroem dos escombros seus sonhos e perspectivas. Isto é bem a face da raça humana durante todo passado. Lições são aprendidas, respostas trazem evolução e as gerações seguem seu curso quais protagonistas invencíveis de lendas e tradições.

Nesses dias de agora, por exemplo, o Planeta atravessa um daqueles períodos desafiadores; pessoas sendo submetidas às ameaças biológicas de um vírus letal ainda fora de controle. Todas as nações padecem mesmos riscos nefastos, apesar dos largos avanços da Ciência; sombras de medo percorrem sinistros os territórios antes saudáveis, numa flagrante contradição à sobrevivência da espécie, gerando perdas sucessivas de vidas, algo fora do domínio das instituições.

Eis o quadro que divisamos, isto indiscriminadamente, a ferir pobres, ricos; países subdesenvolvidos e promissores; de todos os quadrantes contam de nuvens que marcam os céus de um drama que parece superar o conhecimento acumulado, vindo exigir a esperança de melhores momentos da saúde e da paz. 

Desta forma, persiste o desejo de a Civilização encontrar outros instrumentos que ofereçam valores saudáveis às nossas condições de habitar a Terra, um tipo de exigência que temos de responder. Quer-se, mesmo, crer no potencial da inteligência de vencer situações adversas, recontar a epopeia da história de modo diferente, com o tempero da boa sorte nos sucessos a favor do bem maior da vida.

Desejemos, portanto, com urgência, sustentar a utopia e derrotar os inimigos através da criatividade e da firmeza, refazendo condições de harmonia, fraternidade e sonhos bons, nesta hora, demonstração inequívoca da força do querer positivo, depois de mais essa fase da grande Humanidade.    

(Ilustração: O sétimo selo, filme de Ingmar Bergman).