17 fevereiro 2021

O crime do aborto - Por: Emerson Monteiro


O saber natural, em sua ação persistente, criou as condições de gerar filhos e os seres humanos em sua ignorância os expelem a sangue frio natimortos, quais eliminassem animais desnecessários, sendo seus próprios semelhantes.

Houvesse leis pela preservação da vida em soberbas características de contenção dos desmandos praticados em redor do mundo e, decerto, a história mostraria inegáveis oportunidades de felicidade a esses tontos mortais esfomeados de prazer imediato. Beethoven foi o quinto filho de uma prole de deficientes, ao que aconselhariam sua família a se livrar dele antes de nascer.

Jamais, senão agora, demonstrações de ausência de lucidez parecem crescer no horizonte esfumaçado da destruição na flor da idade, no meio dos escombros da barbárie que toma conta dos séculos. Símbolos de paz viraram motivos de ausência de critério, nas promoções desencontradas de minorias vencidas.

Mas falávamos da covardia do aborto... Que pouca honestidade para com os semelhantes a nascer essa atitude... Nem de longe se deve imaginar uma coisa dessas para o Brasil, povo ordeiro e lutador Tirar a vida, como querer? Não sabemos repor o viver de quem morre, por isso não se devem eliminar os seres humanos que aguardam as mesmas chances de brotar, crescer e conhecer.

A morte dos inocentes em gestação clama consciência, portanto. Falar na esperança dessas vidinhas em sumidouro, desejos de viver na lama dos ausentes, dói e requer disposição de ânimo dos que lutam pela paz. Aquilo que seria a festa das famílias chegarem novos filhos torna-se, por isso, chama apagada no vento abusivo das palavras vazias, derramadas no lixo.

E falar em amor exige coerência a uma civilização bandida, revirada nos laços das armadilhas, caminhos tortuosos, vilã matreira de poucas luzes. Gritos de promessas, entretanto, rasgam o espaço das sombras. A força de sobreviver, falando alto nas entranhas das gentes, indica o valor carinhoso de novos sonhos.

Quisessem reverter os quadros fantasmagóricos daquela indigência e praticassem hábitos justos e alegres de salvar os que, mais que antes, precisam viver...