15 fevereiro 2021

Os deuses sabem que estamos aqui - Por: Emerson Monteiro


Eles sabem e silenciam. Guardam consigo as surpresas que haveremos de viver dias e dias, nessa longa estrada. Nem de longe querem aparecer às nossas vistas, e silenciosamente até trabalham os obstáculos e as facilidades com que nos defrontamos a fim de crescer e subir aos céus. Eles exercem papel fundamental em tudo quanto existe debaixo do sol. Espécies de condutores de rebanhos selvagens, zelam e alimentam nos seus mistérios a luz do dia e na escuridão da noite, afeitos que são aos ditames da Natureza.

Destinados que foram a construir novos seres em nós, agem quais fieis servidores que o são, no ímpeto de harmonizar os destinos. Falam-nos pelos sonhos, pelo canto dos pássaros, pelo soprar dos ventos, o bater das ondas, o marulhar das correntezas e o ciciar das florestas em flores. Ouvem nossos gritos de socorro, e respondem à medida do nosso merecimento. Alimentam nossos passos quais amigos anônimos, deixando que façamos o melhor e desenvolvamos o talento da nossa salvação.

Tantos até habitam a morada onde vivamos, disfarçados de irmãos, pais, amigos, a dividir conosco a fortaleza de existir, na sabedoria do crescimento espiritual. Chegam sempre nos momentos críticos; sustentam o instinto de continuar as lutas mais insanas; trazem palavras de conforto diante das dificuldades cotidianas. Riem dos nossos risos, enriquecem a nossa imaginação e nos aproximam dos lugares mágicos que nos façam acreditar na realização dos nossos planos. 

Eles vivem, sim, bem junto de todos, instrutores da esperança, arautos dos dias melhores, da verdadeira felicidade e dos sentimentos nobres da fraternidade humana. Trazem as ideias geniais dos novos engenhos que movem o mundo; oferecem meios de elaborar aquilo de que precisamos no desenvolvimento e inspiram líderes pelos caminhos da verdade. Sobrevivem a tudo por que tenham de passar, vez serem eternos e valentes. Nisto, falam-nos através da inspiração, da intuição, quando insistem sussurrar aos nossos ouvidos que sigamos em frente rumo à libertação desta vida ainda ilusória que nos foge das mãos, e busquemos tempos de paz definitiva. 

(Ilustração: Aguirre, a cólera dos deuses, de Werner Herzog).

O princípio da religiosidade - Por: Emerson Monteiro


Que é isto que aperta o meu peito?Minha alma quer sair para o Infinito ou a alma do mundo quer entrar em meu coração?         
                                                                     Rabindranath Tagore

Desde sempre que a humanidade percorre os caminhos dessa procura, através dos meios de que dispõe. Num lado, a origem, nos tempos de uma existência em fase de perguntas, porém dotada dos instrumentos necessários ao encontro definitivo consigo nas respostas da Natureza. São mil tentativas em tudo que persiste diante do Infinito. Daí a religiosidade, que noticiam os místicos; a fase interna da evolução nas criaturas, a que viemos, nós, seres humanos. Daí as instituições religiosas, que, por vezes, quiseram deter a si verdades exclusivas, quais não fossem estas direito de todos. Assim, os dramas seculares que demonstram quanto à urgência no fim de responder coerentemente ao desafio do autoconhecimento, da busca da luz espiritual. São setas no caminho da Eternidade, em alguns momentos restritas a grupos isolados de estudos, no entanto que Deus está solto, qual diz Fernando Pessoa. Livre tal a vida, que gravita pelos céus na revelação da Consciência a se revelar no íntimo de todos. 

Destarte, haverá um dia quando tudo será claro e uniremos nossos planos aos planos do Universo, e falaremos linguagem única de sermos irmãos no real sentido. Haveremos de praticar o que ensinam os credos religiosos com toda intensidade. Nessa hora, iremos compreender, em toda plenitude, aquilo que falam os sábios. 

Este o sonho dos humanos durante os milênios, de revelar em si o poder maior da Criação. Saber com intensidade a que viemos. Evidenciar o motivo do quanto vivemos vidas a fio nas religiões, nas filosofias, em todo o conhecimento; a causa caúsica do quanto existe virá à tona. Ver-se-á, então, que as circunstâncias foram tão só a razão de estar aqui e praticar bons sentimentos, que trouxeram os livros e os cultos Pois em tudo habitará o senso da imortalidade fraterna e o Amor verdadeiro. 


Coisas da "ré--pública"

 

   Hoje faz 12 anos que o Brasil sofreu uma das maiores humilhações da sua história diplomática. O índio “cocaleiro” Evo Morales (que foi eleito e reeleito, várias vezes, para a presidência da república boliviana), sem nenhum constrangimento e com a omissão e cumplicidade do “presidente-operário” do Brasil, Lula da Silva, invadiu as instalações da Petrobrás em seu país. Apropriou-se do investimento brasileiro, acertado e oficializado em acordos diplomáticos e bilaterais, e – sem nada pagar àquela empresa – se apropriou (roubou, no popular) a refinaria da Petrobrás.

     Vivíamos os tempos do “petrolão”, de triste memória, que nos trouxe prejuízos de bilhões de dólares. A entrega da refinaria da Petrobrás à Bolívia, sem indenização alguma, foi apenas mais um episódio.

         O povo brasileiro não pode se esquecer do que fizeram esses dois pilantras...

Mesmo no exílio, a Princesa Isabel acompanhava tudo relacionado aos brasileiros

   Forçosamente exilada na França desde a quartelada republicana de 15 de novembro de 1889, a Princesa Dona Isabel, àquela altura Chefe da Casa Imperial e Imperatriz “de jure” do Brasil, tomou conhecimento de que o Doutor Ricardo Gumbleton Daunt não queria aceitar a cadeira de Deputado que lhe coubera nas eleições, pois era visceralmente monarquista e não queria, portanto, ocupar posto algum de saliência no Brasil sob a forma de governo republicana.

      Contrária àquele procedimento, a Redentora disse à irmã do eleito:
Diga ao seu irmão que ele deve aceitar a cadeira de Deputado e propugnar pela grandeza moral, econômica e intelectual de nossa Pátria. Não aceitando, ele estará procedendo de maneira contrária aos interesses da coletividade. De homens como ele é que o Brasil precisa para ascender mais, para fortalecer-se mais. Faça-lhe, pois, sentir que reprovo sua recusa.

Fonte: Livro “Revivendo o Brasil-Império” de Leopoldo Bibiano Xavier.

               A Princesa Dona Isabel de Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, 

durante o seu exílio forçado na França.