28 janeiro 2021

Os novos caminhos desta humanidade - Por: Emerson Monteiro


Avanços sem par foram obtidos durante essa história que ficou atrás. Quando menos se esperava, houve um impacto, tempo de repensar tudo. Aparentes seguranças vieram abaixo desavisadamente. As instituições foram postas em alerta máximo, face aos desafios de sobrevivência que ora vivemos. Um vírus proveniente de países da Ásia pôs por terra a sabedoria inteira acumulada de milênios. Diante disso, há que organizar todos os propósitos, isto de maneira coletiva, incluídas também parcelas até então relegadas aos segundo e terceiro planos. São afirmações de que não restam mais contestar, pois.

Vimos agora o quanto importa haver uma perspectiva ampla de soluções dos principais problemas da Humanidade, gesto inevitável de estabelecer linguagem abrangente, indiscriminada, efetiva. Largaram de lado longos períodos jogados fora. E repensar, dentre os segmentos, a redistribuição da renda do Planeta, utilização igualitária das fontes naturais e a realocação de recursos supérfluos aos meios de sobrevivência. Unir povos e pessoas em volta dos esforços comuns de trabalho e organização. Reavivar as virtudes humanas quais fatores essenciais de práticas morais imprescindíveis, quais a honestidade, a justiça, a fraternidade, a união longe que seja das restrições de pensamentos e sentimentos, conquanto a hora exige muito mais maturidade e senso crítico do nunca antes.

Já ficou na poeira o egoísmo dos grupos, as fronteiras nacionais, o monopólio de bens e serviços; tecnologias e patrimônios exclusivos; Ciência e equipamentos. Tempo de verdades puras, transparentes; hora de realidade e firmeza, sob o comando das lideranças fieis aos novos princípios e valores pouco adotados no passado. Um tempo de esperança e paz. Isto a ser repensado com máxima urgência, face à gravidade com que nos defrontamos, razão prioritária de preservar a espécie e o chão onde vivemos, fora outros questionamentos a não ser geração de trabalho, gestão e estruturação da sociedade em outro e coerente prisma.

A isso prepondera o crédito às novas lideranças, competentes e eficazes, no combate das limitações, após tantos impasses na saúde pública e no limite das expectativas positivas. Qualquer ser humano, a esta ocasião, verá, de sã consciência, o quanto significam medidas valiosas a favor de todos, porquanto sabemos do esgotamento dos métodos arcaicos que prevaleceram até aqui, da ganância, do totalitarismo político e do colonialismo cultural que tomaram de conta dos panoramas mundiais então debaixo de pesadas nuvens. 

De forma crucial, extrema, haveremos de vencer esses dias proféticos e achar as respostas ideais de uma época evoluída, aonde os seres humanos deixem de lado a ferocidade das guerras e desvendem as portas da percepção da qual falavam os livros e os sonhos no decorrer dos dias de escuro. Tempos melhores vêm chegado, a depender tão só das nossas próximas atitudes. 

(Ilustração: Náufrago, de  Robert Zemeckis).



A raiz da compreensão - Por: Emerson Monteiro

 


Se ele me aparece como sendo árvores e montes / E luar e sol e flores, /
É que ele quer que eu o conheça / Como árvores e montes e flores e luar e sol.
                                                                                                                                                  Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)

O propósito de encontrar respostas verdadeiras significa motivo de sobra de viver, isto bem provado durante as escavações realizadas mundo afora nas muitas culturas antigas. Saber a que viemos e o que já localizamos deste universo eis o senso do absoluto que aflige os humanos. Dalgumas conclusões, restam respostas apenas materiais, onde tudo se transforma incessantemente até desaparecer.

Isso do anseio de achar definições da inteligência alimenta o desejo de acalmar o instinto dessa busca. Ela reúne pedaços de interpretações e justifica o processo das existências. No entanto, ainda que aceitemos nossa participação na obra da Criação, aonde, de que jeito, iremos identificar o Criador? Os místicos admitem que na humildade, princípio de compreensão, isto que aos materialistas assusta sobremodo, porquanto não admitem um poder além da matéria.

Bom, localizar o aspecto positivo da imaginação e trabalhar a concentração mental disto resulta ganhar força interior no decorrer desses tempos literários. Reconhecer tal consignação e tranquilizar a memória hoje representa a função principal das tantas escolas e tantos autores.

Contudo seria isso tão só chegar a um deus de máquina, de maquinações intelectuais, enquanto existirá todo aparato de forças e movimentos que reclama maior significação de quem criou e mantém o Universo inteiro, e passa ao largo do pensamento humano. Daí o instrumento necessário da oração, de quando falamos através do pensamento com o sentimento, sendo esta a matriz dos níveis mais elevados da compreensão humana.

Vejamos, pois, ser Deus imanente e transcendente, matriz da perfeição, somos, por isto, início e fim do verdadeiro buscador que há em nós. Falar de si em Si, a si. O Reino de Deus em todos, no momento mais raro da Criação, quando nos transformaremos de criatura no Criador, campo donde virá a luz por meio da Origem de tudo quanto há nas existências.

Como as “políticas educacionais” do Ministério da Educação deturparam a verdadeira História do Brasil durante 100 anos (1889–1990) – por Armando Lopes Rafael

 

   Teve razão o prof. Paulo Napoleão Nogueira da Silva, ex-professor de Direito Constitucional na Universidade Estadual Paulista quando escreveu:

"Nos cem anos durante os quais vigorou a proibição de sequer falar-se em monarquia, o País foi programaticamente induzido (as palavras programaticamente induzido vêm grifadas no artigo) a esquecê-la. Diretrizes governamentais de todos os tipos, explícitas ou dissimuladas, foram adotadas nesse sentido. Substituíram Dom Pedro I por José Bonifácio, na iconografia oficial da Independência, mas a figura do Patriarca não calou fundo, além do que ele próprio era um defensor da Monarquia. Então o papel de Tiradentes – relevante no processo de formação e conscientização da nacionalidade, e sem dúvida glorioso, foi enfatizado e realçado a um grau nem sempre compatível com a realidade histórica. Ainda e sempre, para esconder ou minimizar o papel de Pedro I – um monarca –- no processo da Independência.

    Desde os primeiros dias da República os autores dos livros didáticos para os cursos primário e secundário, segundo critério de orientação e exigências do Ministério da Educação, passaram a só estampar o retrato de Pedro II com as longas barbas e o aspecto cansado dos seus últimos anos de vida, para associar à Monarquia a imagem de velhice, decrepitude e coisa antiga. Esses mesmos livros tratavam, e ainda hoje tratam, de evidenciar as glórias da proclamação da República, o heroísmo de Deodoro e o idealismo dos seus companheiros, como se tivessem participado de uma feroz batalha em prol da liberdade”.

    A partir da Constituição de 1988 – a sétima promulgada no período republicano, o que dá uma média de 1 Constituição a cada 14 anos – permitiu-se aos historiadores não filiados a partidos da esquerda troglodita pudessem apresentar sua versão da história. Dentre eles, o Prof. Dr. Armando Alexandre dos Santos, autor de 64 livros, cujas obras já ultrapassam 1 milhão e 400 mil exemplares publicados, professor do mestrado na Universidade do Sul de Santa Catarina–UNISUL que declarou:

 “A monarquia, longe de ser uma forma de governo arcaica e ultrapassada é moderníssima e de grande maleabilidade. Muitos a criticam por puro preconceito ou por desconhecimento, mas ela é, ao meu ver, um caminho viável para o Brasil atual. Pode parecer um sonho, mas, como escreveu Fernando Pessoa, “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”. Por outro lado, se a monarquia parece um sonho, a república que temos no Brasil, sem dúvida, é um pesadelo”. 

     Sim, ainda existem doutores de universidades que não são marxistas!