24 dezembro 2021

Ao Menino Jesus – por José Luís Lira (*)

     Penso que só na infância me dirigi ao “Papai Noel”, figura inspirada em São Nicolau. Algum pedido de criança, influenciado pela mídia. Depois que tomei real consciência, é a Vós que me dirijo, a verdadeira e central figura do Natal que é Vós: o Menino Jesus.

   Meu caro e querido Menino Jesus, quando cresceste, disseste: “Deixai vir a mim as criancinhas porque delas é o Reino dos Céus”. Há alguns anos ouso escrever-Vos. Não o trato com a cerimônia que deveria dispensar, mas, ainda assim, muito respeitosamente. Nestes dias celebraremos vosso Natal e o novo ano ao qual sempre almejamos dias melhores. 

   O livro do Martirológio cristão estabelece no dia 24 de dezembro a “Comemoração de todos os santos antepassados de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão, filho de Adão, isto é, dos patriarcas que agradaram a Deus e foram encontrados justos, os quais, sem terem obtido a realização das promessas, mas vendo-as e saudando-as de longe, morreram na fé: deles nasceu Cristo segundo a carne, que está sobre todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos”.

   O mesmo Martirológio registra dia 25, “Passados inumeráveis séculos desde a criação do mundo, quando no princípio Deus criou o céu e a terra e formou o homem à sua imagem; depois de muitos séculos, desde que o Altíssimo pôs o seu arco nas nuvens como sinal de aliança e de paz; vinte e um séculos depois da emigração de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus; treze séculos depois de Israel ter saído do Egito, guiado por Moisés; cerca de mil anos depois que David foi ungido rei; na semana sexagésima quinta, segundo a profecia de Daniel; na Olimpíada cento e noventa e quatro; no ano setecentos e cinquenta e dois da fundação de Roma; no ano quarenta e dois do império de César Octávio; estando todo o orbe em paz, Jesus Cristo, Deus eterno e Filho do eterno Pai, querendo consagrar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido pelo Espírito Santo, nove meses depois da sua conceição Augusto, nasceu em Belém de Judá, da Virgem Maria, feito homem: Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne”.

   O linguajar talvez seja complexo para uma criança, mas, sei que Vós sois criança diferenciada. Sois Deus-Menino e sentimo-nos amparados junto de Vós e desejamos que aquela Luz que brilhou em Belém que é Vós, ilumine todo o mundo, nos traga o fim dessa pandemia, a paz, o apoio aos que necessitamos sempre de Vós!

   E quando na Santa e Abençoada Noite de Natal entoarmos a canção de Franz Gruber, façamos com corações confiantes: “Noite feliz, noite feliz/ Oh Jesus, Deus da luz/ Quão afável é o Teu coração/ Que quiseste nascer nosso irmão” e nos façais assimilar Vossos ensinamentos, o que me faz recordar outra canção, diria prece, do Pe. Zezinho, tão atual nos nossos dias: “Tu que foste criança Jesus/ E sofreste a pobreza também/ .../ Ensina os que mandam no mundo/ Por onde recomeçar”.

   Nestes tempos confusos, meu querido Menino Jesus, Vós sois além de nossa Salvação, nossa Esperança e que a esperança, a paz, o amor, a saúde e a prosperidade estejam sempre nos corações dos homens de boa vontade!

   Que 2022 seja de calor, a quem sente o frio da falta de lar; do amor a quem não é amado; da piedade e da misericórdia a todos!

   Hosana, Filho de Deus!
   Gratidão!

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com 26 livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.


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