24 setembro 2021

O silêncio de todos nós - Por: Emerson Monteiro


Isso que somos agora, loterias de movimento incessante. Em cada cabeça uma sentença. Todos, sem nenhuma exceção, aqui, neste exato momento, trazemos a interrogação e resposta de nossos dias. Valor inestimável, teremos cá de dentro a resposta dos nossos sonhos. Bem isto, o fruto de todos os dias, painéis em constante formação, eis o que o somos. Aparentemente senhores de si, no entanto um jogo de claro-escuro pela vida afora. Dois lados do mesmo grão, trabalhamos a necessidade urgente de harmonia. Colhemos a todo instante essas fagulhas desta fornalha.

É que viemos a fim de resolver de vez a equação do Destino, o que passa dentro da gente feita razão de tudo quanto há, durante todo tempo. Esses dois seres extremos em um só habitam a nossa essência na busca de paz, numa medida certa dos acertos e descobertas. Açúcar e sal, tangemos os dias vidas adiante. Desejamos o melhor, porém à medida do domínio que se faça dessas forças que assim conduzimos neste ser que significa indivíduos em aprimoramento. Simples e direto, o conhecimento sacode a tal máquina das circunstâncias e propicia os meios de respostas perante desafios que os transportamos.

Nesse tribunal da consciência, fervem anseios e verdades, contradição só aparente, porquanto desse modo deveria acontecer. Nem de longe existe a quem reclamar senão a nós próprios face aos desatinos e praticados. O resultado disso vem, sem falta, na ordem do firmamento. Se houver de quem indagar, indaguemos do silêncio que em nós vive guardado sempre.

Portanto, alunos e professores, o segredo da transformação lá um dia virá à tona, razão de tudo quanto o Tempo traz a mover as criaturas. Todo momento, pois, criamos em nós o universo de que somos motivo e artífices, na Lei maior de nosso Eu superior.  

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