16 setembro 2021

Jackson Bantim, um artista que enriquece a cultura caririzeira

Por Carlos Rafael Dias

Carlos Rafael e Jackson Bantim


É costume dizer que “santo de casa não obra milagre”. 

Definitivamente, esse provérbio não se aplica ao artista cratense (e caririzeiro) Jackson de Oliveira Bantim, também conhecido por Bola.

Fotógrafo, cineasta, artista plástico, produtor cultural, museologista, autor de letras de músicas em parceria com Cícero do Assaré, Francisco Saraiva, Luiz Fidélis, Willian Brito e Rosemberg Cariry, gravadas pelo Quinteto Violado, Cícero de Assaré, Francisco Saraiva & Herdeiros do Rei, Vicente Neto & Forró de Raiz e  Eduardo Júnior  &  filhos do Crato, dentre outros, - Jackson Bantim é a autêntica expressão de um artista militante que tem na cultura uma espécie de flâmula norteadora de rumos e prumos.

Na ativa desde o início da década de 1970 (portanto, já se vão 50 anos de vida dedicada à arte), Jackson Bantim conserva o entusiasmo de sempre. 

Não esconde, na sua pitoresca sinceridade, os desapontamentos e as angústias que os esporádicos reveses da vida causam indistintamente naqueles que fazem a opção pelo diletantismo caracterizador do amor verdadeiro à arte.

Segue em frente, de cabeça altiva e triunfante.

Suas obras sãos os louros da vitória que insiste ostentar, não por vaidade ou soberba, mas como prova da resistência tão necessária e urgente nestes tempos duros de pandemia e pandemências.

Encheria laudas e mais laudas descrevendo em minúcias as contribuições de Jackson Bantim para a nossa cultura caririzeira. 

Basta, no entanto, citar a receptividade que seu filme As sete almas santas vaqueiras vem tendo na plataforma You Tube. Já são cerca 75 mil visualizações, o que o transforma em um fenômeno de massa nesses tempos de modernidade líquida.


Jackson não sobrevive financeiramente do seu trabalho artístico. Tão pouco é um mercenário da arte. Ele trabalha há 18 anos na Universidade Regional do Cariri - URCA, e lá ajudou a fundar a Rádio Universitária 94,3, que foi um grande sonho por ele idealizado e, finalmente, realizado.

Antes, tive o privilégio de tê-lo como um profícuo e competente assessor quando fui secretário de Cultura do Crato, entre 1999 e 2000. Foi de sua lavra a condução de projetos comunitários mantidos em bairros carentes da cidade, a exemplo da Rádio Comunitária, Biblioteca e Videoteca Rabo da Gata, no Alto da Penha.

Jackson Bantim pode até não ser um santo, na acepção formal da palavra, mas é um milagre vivo que se multiplica em ações benévolas e altruístas.


Depoimentos sobre Jackson Bantim (Bola)


Ter valor é mais importante que ser famoso.

Valor é consistência, diante de tanto sucesso passageiro.

Valor é acender holofotes de dentro pra fora.

Quando alguém ou algum trabalho tem valor, isso é um verdadeiro sucesso.

Parabéns pela sua realização. E que a alegria de fazer bem feito continue a dirigir as suas produções, meu caro Bantim.

Thiago Araripe (cantor e compositor)


Eu sempre lhe considerei um expoente dos cineastas cearenses .... o problema é que as relações de poder contaminam o discernimento e o justo reconhecimento daqueles que militam na área de cinema... 

Parabéns meu amigo. Seu trabalho tem seu lugar junto aos grandes cineastas cearenses e brasileiros e não deixa a desejar em nada se comparado aos demais.

Ricardo Damasceno (professor universitário)


Parabéns, Bola.

Rosemberg Cariry (cineasta, poeta e escritor)


Pois é, meu amigo Bola... mas um dia esse reconhecimento chega...

Baden Powell (radialista)

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