08 agosto 2021

Avança na intenção de destruir uma reserva ambiental no município de Crato – por Armando Lopes Rafael

    A denúncia já havia sido feita há um ano. Naquela ocasião foi divulgado nas redes sociais:

   " A se confirmar rumores, circulantes na cidade, uma propriedade rural que se constitui numa Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), existente no Sítio Cobras, zona rural de Crato poderá desaparecer. Existe naquela localidade, localizada próxima à fronteira de Crato-Juazeiro do Norte, uma propriedade que preserva a fauna e a flora daquela região.  Além da proibição de desmatamento, o proprietário daquele sítio mantém lá um plano de reflorestamento e conservação de espécimes de arvores centenárias. Preservam-se aves e pássaros, hoje raros na zona rural do Cariri.

    "Não conseguimos apurar maiores detalhes sobre esses rumores. No entanto, o que se comenta é que o sítio vai ser desapropriado para lá ser construída uma subestação da rede elétrica na Região Metropolitana do Cariri. A se confirmar tais rumores, os prejuízos para a preservação ecológica e manutenção da beleza cênica daquela localidade sofrerá danos irreversíveis. Urge que todos os segmentos da sociedade caririense se movimentem com vistas a apurar a veracidade desses rumores. E estes, se confirmados, devem motivar a mobilização de toda a sociedade para evitar esse dano irreparável ao meio ambiente da nossa região".

Situação se agrava

    Esperava-se um recuo por parte a empresa que tenta a desapropriação; esperava-se maiores  protestos de segmentos de destaque na sociedade do Crato e do Cariri. Ocorreu exatamente o contrário. Noticia-se agora a empresa estatal vai ampliar a área para desapropriação para aumentar a subestação de energia elétrica e uma linha de transmissão em mais 4 (quatro) hectares em relação ao projeto anterior.

       Esse vandalismo premeditado vai impedir que o proprietário do terreno citado possibilite a abertura daquele sítio à visitação pública, como era seu desejo. Seria uma oportunidade não só de preservação do pouco que resta da natureza, mas permitir que a população conheça como era a fauna e flora do Cariri à época de sua povoação, no século XVIII.

        Por fim, é bom não esquecer que subestação e transmissão ode linha elétrica são considerados o segundo maior poluidor da natureza, perdendo apenas para as usinas nucleares.
         E a tudo isso o povo do Crato e do assiste sem protestos nem reação contrária. Até quando? 
 
PS -- Anteriormente, eu havia citada o nome de uma empresa privada como a interessada na desapropriação desse terreno. Entretanto, em 11-08-2021, a Assessoria daquela empresa telefonou negando que fosse ela a interessada nessa empreitada, e sim outra. Fica minha desculpas pela troca dos nomes.

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