13 agosto 2021

E quando soar a última trombeta - Por: Emerson Monteiro


Ali quando chegar a hora derradeira do impossível de seguir adiante, na pequenez do que nós somos. Quantos sinais de interrogação podem surgir nessa frase dos tempos finais da consciência?! Nisso, as gerações se sucedem. Lastro de tantas vidas que demonstra o tanto de viver e esperar mais no tempo. E o que fazer senão tocar em frente o prumo das existências e aguardar novos sóis e novas terras? Isso bem na hora do limiar dos infinitos que nos aguarda de braços abertos.

Assim, o vislumbrar do instante definitivo, daquela ocasião quando fecha a empanada e os atores saem de cena, por vezes exaustos, noutras apenas trôpegos das visões do inútil. Luzes apagadas indicam o término da função, e surgem as perguntas de o que aprendemos dos apuros e das festas.

O som cavo do horizonte a gritar pelas vastidões do mistério, e nós apenas afeitos ao inesperado quais alimárias sem destino. Sim, seres individuais. Mapas estanques de si mesmo, pranteamos a história que termina. Alguns admitem que o mundo acaba a quem morre. Outros, no entanto, narram dos livros sagrados que virá um instante preciso de prestar contas do que aqui nos fora entregue, a fim de revelar os segredos da Natureza. A alma, qual livro de todas as explicações, soma necessidade com sinceridade; bem sabem da urgência do sentido que caminha aqui ao nosso lado. Ninguém veio neste chão por mero acaso, pois.

Nessa intenção, inesperam as expectativas sólidas dos dias que passam na esteira silenciosa do tempo, que transcorre sem avisos prévios. Há os credos que falam da hora precisa em que os céus mudarão de cor e astros rolaram no espaço. A quem nos cabe indagar dessa hora crucial a não ser à nossa consciência?! Que sou, donde venho e aonde irei, causas essenciais que moram sempre no coração da gente.

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