20 julho 2021

A quantas anda o destino de tudo - Por: Emerson Monteiro


Isso de olhar o tempo que passa e deslizar junto dele, com se ele sendo. Deixar que os pensamentos habitem fora de nossa alma quais intrusos intermitentes que os acharam aliados que aceitam de mão beijada transcorrer só nas memórias e pronto. Entregues, pois, à horda de si mesmos, ao impulso dos instintos, derramam pelas calçadas o comércio desta vida, o melhor que pudesse haver, no entanto. Acham bom que seja assim, nem sabem justificar a razão. Contudo as marcas deixadas pelos céus de nada significam que mereça as mais sinceras avaliações. E desse modo transcorre o destino pelas trilhas do Infinito, amarrando nas rugas das pessoas nenhuma justificativa justa. Seriam meros gastadores de existências na estrada dos momentos que somem logo ali.

Querer considerar a necessidade urgente de conhecimento daquilo que se faça, que bem significaria o sinal dos tempos atuais. Porém as rudes compreensões, quais peneiras vazias, não contêm esse direito maior de interpretar o sentido e os acontecimentos. Bandos fortuitos de pessoas aceitam permanecer no ócio e mergulham de cabeça nesse vendável de paixões. Perdem, que possa ser, os melhores instantes aonde pudessem sustentar as propostas maravilhosas dos valores espirituais, por exemplo. Valores humanitários, também pudessem dizer. Bondades, amores, fraternidade, etc.

Nem sempre de tal maneira o segmento determina que ocorra. Pedem bênçãos, conquanto venham no benefício particular das fortunas. Alimentam apegos desnecessários aos borbulhões das corredeiras. Permitem a si largar ao léu o vão da sorte. Amarguram, por isso, o futuro da própria irresponsabilidade no agora que permitem.

Eis a cara de muitos desses habitantes das cavernas de antigamente, que ainda vagam soltos nos domínios dos mercados. Sobejam da fome dos desejos. Agem quais meros instrumentos das desumanas areias. Aferrados aos desassossegos que constroem, do tanto de poder que lhes ofereçam criam as ferragens das guerras e dos palácios. Atores dos dramas que produzem, desaparecem na esteira de depois sem a menor cerimônia, e deixam atrás os rastros de uma fumaça invisível na saudade dos milhares que antes já haviam desaparecido.

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