25 junho 2021

O que cada um pensa - Por: Emerson Monteiro


Por vezes avalio existir um mundo diferente em toda pessoa. As percepções delas podem até se aproximar, no entanto serão sempre diferentes do texto original. No mínimo que seja, haverá soberbas diferenças. Isto em relação a tudo, desde aspectos de lugares, às cores, aos sons, aos momentos. Vemo-nos por trás desse muro da Realidade real. Do lado de lá, o jeito que ocorrer no tempo e no espaço, donde, em volta, cresce uma primeira parede. Do lado de cá, são as pessoas, o jeito que a gente interpreta, também por trás de outra parede. Daí as tantas naturezas vistas dos mesmos acontecimentos. Com isso, persistem as interpretações das criaturas humanas em relação a mundos que  existem, e que deles os fazemos à nossa imagem e semelhança, bem dizer em tudo irreal em relação à matriz original.

Desde sempre que vem sendo assim, de as pessoas pelejarem à busca de um termo médio desse jeito de ver o mundo e vencer essa distância imensa dos modos que a gente consegue enxergar. Portanto, as infinitas versões dos mesmos acontecimentos, dos mesmos fenômenos, das histórias e caligrafias, seriam meras recriações particulares, longe do modelo captado. Conquanto a realidade ofereça sobejamente esse fluir das ocorrências, no entanto velejamos neste mar das individualidades, constantes senhores de reinos imaginários ao sabor dos ventos da hora e da percepção. A consequência disto são atitudes particulares dos atores dessa pretensa verdade, um a um dispostos trazer em si o senso do absoluto, farsantes raramente bem sucedidos, sujeitos ao preço dos seus praticados.

Essa forma antiga e constante dos gestos humanos sujeita ao confronto do definitivo, diante da perfeição e do equilíbrio do Universo, numa linguagem matemática de tudo quanto há durante todo tempo, apesar das versões só individuais, o que pode levá-los às raias inevitáveis dos tribunais da Eternidade.

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