08 maio 2021

Para celebrar e viver – por José Luís Lira (*)

 

     Neste dia 8 rememoramos o primeiro ano da partida de Matusahila para o céu. Muitos a chamavam pelo seu nome literário, abreviando os sobrenomes e chamando-a apenas Matusahila Santiago. Na intimidade a chamávamos de Sahila – Zaila. Esses dias me dediquei a organizar um livro com os escritos dela. Talvez o melhor fosse usar palavras que ela costumava citar, do poeta francês Alphonse de Lamartine, quando falava de perdas: “Um único ser nos falta, e fica tudo deserto”. Matusahila era alegria, experiência, sabedoria, transparência. Coloria o mundo de quem convivia com ela, mas, era exigente. Fidelidade tinha que ser completa, é tanto que ela dizia que nós tínhamos um amor que transcendia qualquer coisa, pois, antes de nos amarmos, nossas almas se amaram. Faz um ano que ela se foi. Na seleção do material, penso que ela me ajudou. Abria aleatoriamente um arquivo e lá estava um belo texto. Fiz uma seleção baseado nos valores que ela sempre acreditou e viveu. Os seus poemas, as crônicas do dia-a-dia, algumas engraçadas ou sentimentais, como uma carta a Teresa Gomes – a “morta de linda”, as regras de etiqueta, textos históricos, a saudade... e o último texto sobre sua grande paixão, menina dos seus olhos, a “Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno”. À Sahila, minha eterna gratidão e saudade... 

     Amanhã é o dia das mães e, como já afirmei aqui, é, também, o aniversário natalício de meu pai. Então os parabéns de minha mãe, Luiza de Araújo Lira, são acompanhados dos a meu pai, Izidio Ribeiro Lira. Tenho orgulho de grafar seus nomes e dizer o quanto que aprendi e aprendo com eles e penso que se alguma coisa de bom fiz até aqui, foi graças ao incentivo que recebi deles. Neste mais de ano de pandemia passei a morar com eles novamente e é uma experiência interessante. Eles que nunca acreditam que crescemos, ainda somos crianças em seus pensamentos, aproveitam da situação. Mas, é preciso compreender, aproveitar e viver. Abraçando meu pai e minha mãe, o faço a todos, universalmente. Pois independente de região, de cultura ou de qualquer outra questão, eles têm os mesmos sentimentos por nós, seus filhos. Neste dia das Mães, além de minha mãe e todas as mães da família, destaco a dedicação de minha irmã, Elisiane e sua dedicação à nossa amada Anne Eloísa. Parabéns, maninha!

       A próxima segunda-feira é o dia da cavalaria. Todos sabem que tenho a honra de ser cavaleiro da nobre e pontifícia Ordem Equestre (de Cavalaria) do Santo Sepulcro de Jerusalém, por designação de Sua Santidade o Papa Francisco. E essa semana encontrei o significado, pois a imagem eu já conhecia, de Nossa Senhora da Cavalaria. Nossa Senhora está entronizada como Rainha com o Cristo em seu colo. Os braços de Jesus estão em forma de crucifixo, com os raios da Misericórdia Divina emitidos de Seu Sagrado Coração. Os pés de Nossa Senhora repousam sobre um apoio gravado com as palavras “DEUS LO VULT” que é o lema dos Cavaleiros do Santo Sepulcro e significa “Deus o quer”. O manto de Maria abriga os fiéis cavaleiros e damas, levantado pelos arcanjos São Miguel e São Gabriel. Dos lados estão São Jorge e o Beato Bartolo Longo, da Ordem, segurando um Rosário. A autora é Cecília Lawrence. 

       Feliz Dia das Mães a todas as mães e feliz semana a nós todos!


(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.


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