17 maio 2021

Algumas notas do Instituto Cultural do Cariri - Por: Emerson Monteiro


Vimos seguindo de perto o Instituto Cultural do Cariri desde a década de 60, quando ainda era instalado na residência do Prof. Figueiredo Filho, à Rua Miguel Limaverde, em Crato, inícios de minha amizade com Tiago e Flamínio, seus netos. A sala da casa via-se preenchida de relíquias dos índios da Região, pedras raras, livros e outras relíquias, numa biblioteca especializada nos assuntos do Cariri e quadros e peças de valor inestimável, pertencentes ao ICC, isso bem nos seus primórdios.

Depois, ao regressar da Bahia, década de 70, passei a desfrutar das benesses do Instituto isto já na Praça Três de Maio, na gestão do Dr. Raimundo Borges à frente da Diretoria, de quem foi secretário, e onde permaneceria até ser transferido para duas salas no edifício defronte ao Colégio Pequeno Príncipe, sob a presidência de Olival Honor de Brito.

Vista a construção da sede própria, nas atuais instalações da Praça Filemon Teles, graças à doação de um terreno pelo prefeito Ariovaldo Carvalho e verbas do Governo do Estado, na gestão do governador Lúcio Alcântara, mediante os esforços administrativos do então Presidente Manoel Patrício de Aquino passamos a dispor de uma localização definitiva em edifício de esmerada construção.

Na gestão seguinte, tendo à frente o presidente Huberto Tavares de Oliveira, mereceríamos a regularização oficial da nova sede, através do prefeito Ronaldo Gomes de Matos, o qual custeou as despesas cartorárias a fim de termos a posse efetiva do belo edifício sede.

Na próxima presidência, sob minha responsabilidade, fizemos a segunda reforma dos Estatutos Sociais da instituição, os quais ora permanecem vigorando, visando a atualização das normas e ampliação do número de secções e cadeiras, face à demanda dos tempos, que assim o exigiam. Depois, passados 14 anos sem circulação, cuidamos de reativar os lançamentos anuais da coleção da revista Itaytera, órgão editorial da entidade, que perfaz agora 49 edições, e que permanece em franca circulação, passados que foram, até aqui, quase 70  anos desde a fundação do sodalício, em 1953.

Na gestão seguinte, do presidente Heitor Feitosa Macedo, a Itaytera seria digitalizada e disponibilizada na Rede Mundial de Computadores para todo o mundo, outro marco valioso e exponencial de nossa história.

São, pois, alguns registros a propósito da história da casa máter da cultura caririense, detentora dos melhores adjetivos na preservação das tradições históricas, antropologia, literatura, etnografia regionais.

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