16 abril 2021

O lugar do coração - Por: Emerson Monteiro


Nessa busca incessante de achar paz dentro da geografia da gente, quantos pontos cardiais de esperança o coração e a vontade experimentam na revelação das flores e dos frutos, estando a alma em sintonia consigo mesma. Andam devagar nas estradas desta vida; olham insistentes o crivo dos sentimentos; e caminham de olhos atentos às margens de tanto amor pelos desvãos das promessas. Os sinos da alegria que sacodem o valor de sonhos e sorrisos contêm o impulso extremo de vislumbrar os jardins de mais além, nos pequenos louvores das estrelas, de contemplar o firmamento no íntimo das nossas canções.

De palmilhar, pois, as gretas de nós mesmos, lá certo dia se aprenderá o jeito bom de acreditar nos valores da satisfação de nossos instintos no nível mais alto da consciência. Coragem de sustentar normas de bondade sem perder tempo nas longas escolhas que fluem feito folhas e logo em seguida desaparecem como que por encanto no horizonte da pureza do tempo. Nisso, alimentam os gestos de união das criaturas, força inigualável de tempos novos cheios de felicidade.

Assim, depois de longos desfiladeiros de solidão, por fim deparam com o senso da razão de ser o amigo fiel das lonjuras. E amar define o senso da evolução perante os seres, modo perfeito de satisfazer a eterna procura dos melhores momentos. Quantas vezes, neste afã de revelar tais meios de harmonizar o universo dos aventureiros, neste procedimento, somos vistos pelas normas do divino instante qual milagres da Criação, e rimos de tão merecedores, na realização do Ser.

Bem isto, seremos os autores da humana concretude face ao movimento persistente das ondas deste mar infinito de histórias sem fim. Suaves parceiros dos segredos do equilíbrio de luzes e sons, enfim abriremos a porta do silêncio e habitaremos o país das emoções em festa.

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