17 março 2021

Jano, um deus de dupla face - Por: Emerson Monteiro


A figura de Jano aparece em muitas mídias contemporâneas, como no filme 
O turista, de 2010, quando Elise explica a Frank o significado de seu bracelete: "É o deus romano Jano. Minha mãe me deu quando eu era pequena. Ela queria me ensinar que as pessoas têm dois lados". Wikipédia

 Isso que bem caracteriza a existência humana pelas figuras dos deuses, nas mitologias, quando guardam estreita relação com os fazeres das pessoas, suas oportunidades a praticar, e que na filosofia recebem o nome de arquétipos (as ideias como modelos originários de todas as coisas existentes).

Porquanto, a cultura nasce da história das civilizações e os mitos que retêm; o deus Jano, a propósito, vem das lendas romanas antigas, e representa a dupla face da personalidade, dualidade esta que permeia nossos atos no transcorre das experiências circunstanciais. Enquanto isto, ele oferta os meios das decisões; por menos que desejássemos, tantas vezes, possuir a inteira liberdade de ação diante de tudo, a ser os inventores de nós mesmos, no entanto somos submetidos às determinações da natureza original de obedecer ao poder inevitável de leis maiores que única nossa vontade.

Temos, sim, a liberdade dos inícios das ações, qual representa Jano, esse deus romano dos inícios. Seremos eixo central em torno de que giram constantemente os dois polos, ou duas faces, o passado e o futuro, em movimento contínuo (a vida), neste eterno presente aonde ora estabelecemos nossa consciência e aqui plantamos o momento seguinte. Assim, também, adiante, nossas atitudes, quando significaram no passado o plantio do futuro. Grosso modo, seremos espécie de cativos de nós mesmos, dos próprios atos, entes a se fazer de suas decisões e escolhas, causas e consequências.

De comum, quando escrevo, busco revelar a mim o que bem gostarei de transmitir perante as vivências que chegam aos pensamentos. Presencio nisto chances de conhecer um pouco mais das palavras e falar das andanças internas do ser que sou. Conquanto, as duas polaridades, aonde distingo aquilo que pretendo dizer, representam, por isto, as escolhas de que disponho e determinam os resultados, também a toda ocasião, nas práticas de vida.

 

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