25 março 2021

Às vezes - Por: Emerson Monteiro


Quando menos espero, me pego lembrando pessoas a quem poderia ter feito mais e disso não me apercebi naquele momento; hoje, vêm as cobranças lá de dentro, do que me cabia fazer e, na ocasião; fui desatento, ou insuficiente. Isso pesa um tanto (como pesa), pelos corredores da consciência tais desleixos, por vezes de consequências nada felizes. Enquanto eu, bem ali perto, talvez a pessoa escalada de cumprir tal desiderato, no entanto fora omisso por demais. Lembro alguns desses acontecimentos que fugiram dos meus domínios por comodismo, e sendo a causa da ausência de sentido, naquelas situações. Contudo agora vejo que há sempre um novo amanhecer, outras oportunidades, a depender tão só da disposição e da atenção dos que possam servir no cumprimento do dever.

São estas percepções que fazem da gente criaturas afeitas às missões no serviço dos demais. Esta a dialética entre egoísmo e caridade, palavras adotadas sobremodo nas religiões. Abrir o coração e servir ao próximo qual razão de ser das existências, no exercício da evolução. Abrir o coração ao sentimento de amar, a grandeza maior do Universo.

Toda dedicação corresponde, pois, a respostas iguais e em sentido contrário. Quem faz o bem é a si que o faz. À medida que evoluem, os seres compreendem e agem deste modo. Eis a lição principal da natureza em todo tempo. Linguagem perfeita dos que querem a sonhada felicidade; abrir mão de ganâncias individuais e ver os outros quais instrumentos de nosso crescimento moral, espiritual.

Daí quando, nas vezes em que chegam as lembranças daquelas oportunidades perdidas, sempre peço que retornem de outra forma e anistiem os passados infelizes. A isso, estejamos sempre ligados nas novas chances que venham refazer dos erros antigos e construir a paz da consciência, através de providências que as situações possam requerer. Só sabe o quanto de satisfação tem servir com alegria quem o faz de um jeito desinteressado.

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