24 fevereiro 2021

Tempos de agruras e as razões da fraternidade - Por: Emerson Monteiro


São fases assim que reclamam atitudes políticas exemplares, quando a sociedade atravessa épocas de vacas magras, fruto dos movimentos monopolistas das classes e da ausência de providências necessárias ainda sem o devido reconhecimento. As civilizações geraram o que ora passamos, vindo isto de bem longe na História. Há uma funcionalidade natural de tudo quanto existe em qualquer tempo ou lugar, porém a complexidade das sociedades humanas reclamam ações válidas, justiça, honestidade, dos cidadãos. Ninguém erra que não responda diante das tais leis universais da Natureza. 

Isso de exclusividade só de alguns é ilusão de não ter tamanho. Se imaginar herdeiros prometidos da Criação, que sejam famílias, grupos, corporações, reflete pouca ou nenhuma consciência da realidade verdadeira, neste carrossel das circunstâncias em que vivemos. Por isto, diz o povo, que quem tem olho fundo chora cedo. Conquanto em aparente naturalidade, no entanto a resposta virá do próprio agir e seus resultados no tempo.

Dizemos isso, nestas primeiras palavras, no sentido de interpretar que somos todo único na Humanidade, irmãos entre irmãos, independentes de países, continentes, raças e clãs. Durante milênios, porém, o que vemos nos tantos lugares são meras contradições a este princípio da fraternidade. Quem engana se engana. Amealhar em detrimento dos demais fere valores essenciais da existência, produzindo mais e mais dores no transcorrer das gerações. Pura falta de conhecimento imaginar que a Justiça maior dormirá sobre os louros de alguns e poucos privilegiados. 

Diante, pois, desta fase cheia de dramas graves e consequências dolorosas, persiste um clamor de coerência em tudo por tudo, perante a indiferença dos poderosos às vistas da fome das coletividades, das dores do desemprego, da insegurança, das drogas, o que vem desmascarando o progresso aparente das experiências humanas. Precisamos, pois, evoluir em maturidade e somar esforços a favor, sobretudo, dos que menos possuem e padecem atrocidades. Trabalhar o senso de justiça, nas instituições nacionais e mundiais, requer disposição inarredável dos ofícios de conquista da paz coletiva. Tenhamos sempre conosco os valores justos e posicionamentos sensatos, quando, afinal, construiremos a sociedade perfeita que tanto sonhamos vidas e vidas. 


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