23 fevereiro 2021

Mistérios do Inconsciente - Por: Emerson Monteiro


Algo semelhante ao que, no conto de Aladim e a lâmpada maravilhosa, das 1.001 noites, significa descer às entranhas da Terra e conhecer a si mesmo vez sermos parte das existências daqui. A Arte vem disso, desse eu secreto das criaturas humanas, manifestação de um outro eu que flutua no interior da gente. Área reservada ao que nos cabe evoluir, se revela pouco a pouco, na medida em que aceitamos a intuição, a inspiração, sonhos, imaginação, sentimentos. Vem à tona universo inesperado que tende a preencher de novas oportunidades o instinto de conhecer o desconhecido e preencher o vazio ao dispor, e aceitar, pois, novos planos de fortalecimento de viver longe da rotina desses dias de angústia e tentativas que experimentamos no correr das horas. 

Território de que ninguém jamais fugirá, há nisto uma brisa de outras histórias que nascem de nós mesmos, ainda que disso queiramos buscar alternativas que não representem tanta responsabilidade diante das vivências, onde ninguém passa impune aos equívocos praticados neste chão. Esse eu secreto insiste manter anonimato, daí os nomes que recebe no decorrer das civilizações, de comum mistificado em códigos de sacerdotes e magos. Corpo maior daquilo que aparece no horizonte das circunstâncias, em livros, tratados, religiões. Mudar por dentro será, por isso, a fórmula ideal das revelações. 

Alguns mais afoitos até propõem soluções de continuidade ao que aprendem nos estudos e pesquisas, ocasionando roteiros de soluções aos males da alma humana. – Desça esta escada, disse o estrangeiro, e quando você chegar embaixo achara um salão. Atravesse-o sem parar um instante. No meio desse salão há uma porta que dá para um jardim. No meio desse jardim, sobre um pedestal, esta uma lâmpada acesa. Pegue a lâmpada e traga-a para mim. Se os frutos do jardim lhe apetecerem, pode colhê-los à vontade.

Sem a mínima dúvida, do tanto que sabemos resta muito mais a saber face à profundidade dos abismos da Sombra, nesta natureza de que somos parte essencial. 


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