25 fevereiro 2021

As leis do Destino - Por: Emerson Monteiro

 


Do apurado daquilo que a gente conhece, nesse mundo de livros e palavras, há duas formas de conduzir o barco pelos mares da existência, a saber, se acertar naquilo que a vida oferece e obedecer aos critérios de um equilíbrio original, isto que os orientais denominam Dharma, ou o Caminho da Virtude. Porém, face ao nível da evolução ainda limitada dos seres humanos, à medida que se experimenta a tentativa, e consequentes erros ou acertos, assim trabalhamos o outro seguimento, o Carma, isto é, a Lei da Ação e da Reação, e da qual disse Jesus: - Com a medida que medirdes, medir-vos-ão também a vós.

Visto sermos tais frutos das vivências, nas respostas disso resultantes, somos também autores inconscientes do Destino, no resultado das nossas ações. Temos livre arbítrio de escolher, eis a liberdade em sentido pleno. Só que das escolhas haveremos de colher as consequências. 

Destarte, em sendo senhores de nossas ações, somos escravos dos seus resultados; portanto a cada ação corresponde reação igual e em nosso sentido. Ninguém que seja vive à margem dessa determinação definitiva, tão espontânea e natural quanto o ato de respirar, viver, sonhar, morrer, falar, conhecer, agir. Autores do próprio destino, movimentamos nisso o condão das ordens do Universo, nos nossos laços para com a existência que exercitamos.

Nisto consiste, pois, o Poder além das cogitações apenas imediatas, a impor sustentação de tudo quanto significa a ordem dos elementos e a persistência dos seres que vivem aqui. Vez em quando presenciamos detalhes dessa arquitetura universal nos fatores em volta, quais sejam o Tempo, o Cosmos sem fim, as estruturas que compõem o Todo onde habitamos, os mistérios das galáxias, o ritmo dos acontecimentos, mesmo a História, aparentemente orquestrada pela grande humanidade, contudo prenhe de enormes surpresas e condições inevitáveis.

Ao certo modo, vivemos conduzidos sob códigos secretos e mãos invisíveis, impossíveis até de tocar nas certezas de nosso discernimento, nos termos atuais. Daí aparentes caprichos da sorte, que envolvem a sobrevivência do que ora somos e a importância maior da firmeza de seguir os melhores propósitos e obter destinos melhor aquinhoados. 

(Ilustração: Obras de misericórdia, de Pieter Brueghel).


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