20 janeiro 2020

Nomes das ruas do Crato antigo - por Armando Lopes Rafael


   Começou, ainda nos primeiros anos do século XX – a triste iniciativa dos vereadores desta cidade (o que vem sendo usual ao longo das últimas legislaturas) o mau costume de mudança dos nomes de ruas e praças de Crato. Essas alterações sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população, resultando na destruição de denominações tradicionais, preservadas por várias gerações de cratenses.

   Tenho em mãos um artigo publicado na Revista do Instituto do Ceará, com o título “Descrição da Cidade do Crato em 1882”, de autoria do Dr. Gustavo Horácio. Esse artigo cita, a certa altura, o fato de, naquele recuado ano, a cidade de Crato possuir 11 ruas principais, conhecidas por Rua de Santo Amaro, da Pedra Lavrada, das Laranjeiras, do Pisa, Formosa, Grande, do Fogo, da Vala, da Boa Vista, Nova e do Matadouro.

   No mesmo artigo, são nomeados os becos e travessas do Crato antigo, a saber: Travessa do Cafundó, da Caridade, do Candeia, da Matriz, do Sucupira, de São Vicente, do Charuteiro, do Cemitério, da Ribeira Velha, do Barro Vermelho, da Califórnia, do Pequizeiro, da Taboqueira, das Olarias, da Cadeia e do Pimenta. Infelizmente, não restou nenhuma dessas tradicionais, poéticas e curiosas denominações.

    Não sou contra a denominação de pessoas às ruas das cidades, condicionando-se apenas à exigência de os homenageados – todos falecidos – terem gozado de bom conceito social, terem prestado serviços relevantes à comunidade, terem se destacado no cenário municipal, enfim que sejam nomes identificados com a história da cidade, do Ceará ou do Brasil.

   Apenas lamento o fato de que nossos vereadores – muitos deles destituídos de cultura regular – haverem substituído nomes antigos, ao invés de denominarem somente as novas ruas. Ao extinguirem antigas e tradicionais denominações das artérias urbanas, apagou-se um pouco da história e da memória coletiva da Cidade de Frei Carlos, a nobre e heráldica “Princesa do Cariri”.

    Anos atrás, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns do Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Tornado lei, exige-se, agora, para qualquer mudança na denominação de ruas e praças, um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado. Idêntica providência já deveria ter sido adotada, há muito tempo, pela Câmara de Vereadores de Crato.

As repúblicas são perdulárias; as monarquias gastam menos


No passado, quando foi monarquia, o Brasil foi prova disso

Os Reis da Suécia -- Carlos Gustavo XVI e Sílvia -- embarcando, em dezembro de 2019, num voo
comercial,  para fazerem uma visita oficial à Índia

   O Rei da Suécia, Carlos Gustavo XVI, e a Rainha Silvia (nascida no Brasil) viajaram recentemente em visita oficial à Índia, utilizando um voo comercial. Os soberanos foram fotografados carregando sua própria bagagem. 

   Tudo muito diferente da República brasileira, onde se gastam milhões na manutenção das mordomias dos nossos governantes, e seus vários palácios em Brasília. Nas viagens dos Presidentes da República ao exterior, com grandes comitivas, no uso de centenas de carros oficiais, nas demais regalias, o povo vê o quanto sai caro a manutenção da república.

 Nas duas fotos acima, o avião comprado pelo Presidente Lula
(chamado de  "Aerolula") utilizado para as viagens do "presidente-operário"
 ao exterior. Observe o interior  da aeronave.

    Contudo, esse nem sempre foi o caso no Brasil: podemos nos recordar do sadio exemplo deixado pelo Imperador Dom Pedro II, que pagava suas viagens oficiais do próprio bolso, contraindo empréstimos se necessário fosse, recusava sempre as ofertas da Assembleia Geral do Império, que insistia em pôr um vaso de guerra à sua disposição, preferindo viajar em um navio comum, e levava consigo, além da Imperatriz Dona Thereza Christina, apenas seu mordomo, uma dama de companhia para a esposa, o médico particular e seu professor, pois nunca deixava de estudar. 

    Na Suécia, com destaque na Família Real, prevalece a parcimônia com o dinheiro público e   o bom funcionamento das instituições. No Reino da Suécia, as más tendências dos agentes públicos são inibidas, os políticos não têm regalias, e vivem como os funcionários públicos, o que de fato são, a serviço do povo e de suas legítimas aspirações, manifestadas nas eleições parlamentares.
    Justifica-se, assim, porque em tantos e tantos problemas que afligem o Brasil atual, é sempre comentada a possibilidade da restauração da Monarquia, existente aqui entre 1500 e 1889. Durante 389 anos.
(Baseado em postagem do face book Pro Monarquia)