04 abril 2020

O Imperador Dom Pedro II cuidou do seu povo numa epidemia



   Em 1855, o Rio de Janeiro foi duramente atingindo pela epidemia de cólera que grassava o Brasil, chegando a um funesto saldo de 200 mil mortes. Recusando-se terminantemente a buscar refúgio em Petrópolis, como lhe era aconselhado, o Imperador Dom Pedro II permaneceu, resoluto, na capital do Império, onde frequentemente sua carruagem de uso pessoal era vista estacionada junto às portas dos hospitais.

   Nessas visitas, o Soberano fazia questão de se aproximar dos leitos dos enfermos, “rebustecendo a coragem dos fortes, inspirando valor e ânimo aos fracos e enchendo de esperança, de fé e de gratidão o coração dos míseros doentes”. Era verdadeiramente o Pai da Nação cuidando de seu povo, conforme foi imortalizado na obra de Louis-Auguste de Moreaux, “Dom Pedro II visitando os doentes de cólera-morbus” no Hospital de Santa Isabel.

    Foi aquele o primeiro grande enfrentamento da Saúde Pública em nosso País, após a epidemia de febre amarela ocorrida em 1851. O elevado número de mortes causadas pela cólera levou a uma redefinição – instigada não em pequena parte pelo próprio Imperador – do papel do Poder Público em relação à saúde da população, com grande esforço empreendido em legitimar a medicina frente a práticas alternativas de cura e mudanças na legislação então vigente com relação ao combate à insalubridade.

( Baseado em trecho do livro “Princesa Isabel: amor, liberdade e exílio”, de autoria da Professora Regina Echeverria. Postagem original: Face Book Pró Monarquia).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.