11 outubro 2019

Em procissão, em romaria... – por José Luís Lira (*)


  
   O título dessa coluna é o início do cântico “Lá no Altar de Aparecida”, do Pe. Zezinho. E segue o grande sacerdote, “... romeiro ruma para a casa de Maria. Em procissão feliz da vida, romeiro vai buscar a paz de Aparecida”. Estamos no 285º dia do ano de 2019, no calendário gregoriano. Faltam 80 para acabar o ano. O calendário cívico aponta o dia do descobrimento da América, dia da criança, dia nacional da leitura e por aí vai. Mas, o mais importante é a festa de nossa Padroeira. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

    A Lei Federal 6.802, de 30 de junho de 1980, declara “Feriado Nacional o Dia 12 de outubro, Consagrado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”. Houve, desde a criação, quem questionasse o feriado, mas, é um reconhecimento não só a um povo, mas, a grande símbolo da fé deste povo que em sua grande maioria professa o catolicismo. Maria Santíssima foi a ponte que Deus usou para trazer seu Filho que também é Deus, Jesus, à terra. Só isso já justifica uma grande homenagem, mas, ela é muito mais. Sempre digna de homenagens. E o mesmo Padre Zezinho nos dá a solução. “O povo te chama de Mãe e Rainha, porque Jesus Cristo é o Rei dos Céus... Não és deusa, não és mais que Deus, mas, depois de Jesus, o Senhor, neste mundo ninguém foi maior”.

   É dia de celebrar a Mãe Aparecida, padroeira. Em Aparecida multidões passam diante da imagem de terracota com riso esboçado no rosto, a mesma imagem que em Lujan, na Argentina é padroeira deles. A imagem lá tem uma coloração clara, pois, não ficou cerca de 100 anos imersa no rio Paraíba do Sul que nem a nossa. Maria nos fala, nos dá sua mensagem de silêncio, de obediência e de humildade. Ela é bem-aventurada entre homens e mulheres, mas, ainda assim, nos orientar a fazer tudo o que Ele, o Senhor, disser.

   No entardecer deste dia, a nossa Diocese fará a “IV Caminhada com Maria – 2019”. A concentração será na Igreja de Fátima, no bairro Sinhá Sabóia, nesta cidade que tem a Imaculada Conceição por padroeira, Imaculada Conceição que também é Aparecida. Será um belo momento de demonstração de fé a Deus e de amor a Sua Mãe, a Excelsa Virgem Maria! A concentração será às 16 horas e de lá se fará caminhada pelas ruas da cidade até se chegar à Casa de Maria, a Catedral de Sobral.

   Neste 13 de outubro, domingo, o Brasil que é tão unido ao Vaticano, por laços de fé e de amor, ocupará boa parte da Praça de São Pedro. A Santa da caridade e do amor ao próximo será inscrita no Livro dos Santos: a querida Irmã Dulce dos Pobres, nome pelo qual conhecemos Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, uma unanimidade nacional. Treze de outubro assinala a última aparição de Nossa Senhora em Fátima. A festa continua a ser mariana, pois, a Santa Dulce é freira da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Sua vida, nós brasileiros sabemos, foi uma prova do cuidado de Deus e de Sua Mãe para com todos! Com sua canonização, o mundo a conhecerá e poderá reverenciá-la por sua vida e, acima de tudo, pela caridade na qual viveu e deu testemunho de Deus.

   É festa no céu e na terra! E por crer, a festa é plena para o Cardeal Serafim Fernandes, que cumpriu sua missão e agora está na glória de Deus!
    Salve Maria Imaculada Conceição Aparecida!


(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

A Monarquia é um regime natural




   A Monarquia é o regime que mais se aproxima da ordenação geral posta por Deus na Criação. Desde o microcosmo – onde os núcleos atômicos têm ao seu redor os elétrons – até o macrocosmo dos sistemas estelares – onde os satélites gravitam em torno dos planetas, os quais, por sua vez, gravitam em torno das estrelas, que se ordenam em imensas galáxias. Por toda parte está presente o princípio monárquico.

   Entre os animais gregários, vemos este mesmo princípio; para falarmos apenas de um dos exemplos mais característicos, lembremos que as abelhas e as formigas têm, em suas colmeias e formigueiros, suas rainhas, mães de todo o seu “povo”.

    A própria ordenação interna do homem é hierárquica e, portanto, monárquica. Temos uma alma e um corpo; a primeira – segundo a velhíssima teoria hilemórfica de Aristóteles – informa e individualiza o segundo. Na alma, as três potências – inteligência, vontade e sensibilidade – também se ordenam hierarquicamente, sob a direção da primeira delas. No corpo, todos se ordenam em torno de um sistema nervoso central, comandado pelo cérebro e vitalizado continuamente pelo coração.

    Se observarmos a Criação, em seu conjunto e em suas várias partes, facilmente veremos que em tudo está presente uma ordenação hierárquica, com um ponto central que afirma e representa o princípio monárquico. Esta é a lei geral da natureza criada por Deus.

(Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira, com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do Professor Armando Alexandre dos Santos).

Ilustração abaixo: Casamento de Suas Majestades Imperiais o Imperador Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Leopoldina do Brasil.