15 setembro 2019

Assaré comemora neste dia 15 a festa de Nossa Senhora das Dores

Sobre a Paróquia de Assaré

    Em 1838, no dia 1º de agosto, a região do entorno da atual cidade de Assaré foi criada uma Paróquia, pelo Bispo de Olinda. Entretanto o local escolhido para a sede da paróquia não foi o Assaré, mas Santana do Brejo Grande (atual Santana do Cariri), à época, um lugar despovoado, sem vias de comunicação. Bem ao contrário de Assaré que além de ser mais povoado oferecia melhores condições para a sede da freguesia.

      Somente em 04 de dezembro de 1850, pela Lei Provincial nº.520, é que foi de é transferida a sede de Freguesia de Santana do Brejo Grande para o Assaré. Hoje a Paróquia de Assaré serve de modelo para outras paróquias do Cariri-Oeste. Segundo o site da Diocese de Crato, a Igreja Matriz de Assaré, além dos festejos de sua padroeira – neste dia 15 – experimentou a alegria de ver “a restauração da Imagem da padroeira, Nossa Senhora das Dores, que teve seus traços originais retomados. A Igreja Matriz também passou por reformas no teto, no forro e em toda parte elétrica, iluminação e pintura. De acordo com o pároco, Padre Paulo Costa, foram quatro meses de trabalhos”.

       Abaixo, como ficaram Igreja Matriz e a imagem da Padroeira depois da restauração

Igreja Matriz de Assaré
 Interior da Igreja depois das obras feitas
 Interior da Igreja depois das obras feitas

Altar-mor da Igreja, em madeira-de-lei, Belíssimo!

Imagem de Nossa Senhora das Dores restaurada

Do seriado "Coisas da República"


1 – Justiça Republicana: Casa de Mãe Joana – por Ricardo C. Siqueira  (*)

Este vergonhoso “prende e solta” é o retrato do Brasil: uma chicana. Desmandos, incompetência, falta de consenso e tudo o mais que se aplique à nossa Justiça, que emite sinais de precariedade, calamidade, merecendo mesmo a avaliação de abaixo da crítica. Urge repensá-la, requalificá-la e redemocratizá-la para que desça do pedestal e sente-se à mesa com todos os brasileiros, que merecem, no mínimo, explicações mais francas sobre a febre de autoritarismo e isolamento que acomete o Poder Judiciário.   
                
(*) Ricardo C. Siqueira – e-mail: ricardocsiqueira@globo.com

2 – Mais “mistérios” na Justiça Republicana – por  Aparecida Dileide Gaziolla  (*)

Lendo a notícia de que certo juiz negou a quebra do sigilo bancário e fiscal do deputado federal Davi Miranda (Psol-RJ), substituto do ex-deputado fujão Jean Wyllys,  e “marido”  do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, do The Intercept Brazil (Ó tempos, Ó costumes!)  sob a alegação de que isso poderia prejudicar a imagem do indivíduo, gostaria de perguntar, se isso não ofender (ainda...), o porquê de tantos mistérios, segredos e que tais envolvendo este pessoal. Hum... sei não, mas existem mais mistérios entre o céu e os porões do PSOL do que podemos imaginar, não?

(*) Aparecida Dileide Gaziolla – e-mail: aparecidagaziolla@gmail.com

3 – E por falar no deputado Davi Miranda ... – por Nelson Penteado de Castro  (*)

O juiz alegou cautela no caso Davi Miranda! Realmente, é preciso muita cautela ao examinar a modesta movimentação de R$ 2,5 milhões (suspeita, segundo o Coaf) nas contas de um indivíduo que nem conseguiu ter votos suficientes para se eleger e exerce um mandato só porque um parceiro de tramoias renunciou ao cargo para falar mal do Brasil no exterior. Uma vergonha, para não mencionar o fato de que este Miranda é marido de Glenn Greenwald, notório divulgador de notícias obtidas de forma criminosa, mas que devem ter sido muito bem pagas. Quem sabe uns R$ 2,5 milhões?

(*) Nelson Penteado de Castro – e-mail:  pentecas@uol.com.br

Nossa Senhora das Dores nas origens de Juazeiro do Norte – por Armando Lopes Rafael (*)


Hoje é o dia da festa de Nossa Senhora das Dores, Rainha e Padroeira de Juazeiro do Norte. Daqui a oito anos essa tradicional devoção completará 200 anos naquela cidade


    Podemos afirmar, com toda segurança, que a cidade de Juazeiro do Norte teve início como fruto da devoção a Nossa Senhora das Dores. Embora a maioria das pessoas atribua ao Padre Cícero Romão Batista a fundação de Juazeiro do Norte, renomados historiadores afirmam ter sido o cratense Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro o fundador do núcleo primitivo, que deu origem da atual cidade. Amália Xavier de Oliveira, no livro O Padre Cícero que eu conheci, esclarece o que motivou a construção de uma capela na Fazenda de propriedade do Brigadeiro Leandro.

“Ordenara-se sacerdote, o Pe. Pedro Ribeiro de Carvalho, neto do Brigadeiro, porque filho de sua primogênita, Luiza Bezerra de Menezes, e de seu primeiro marido, o Sargento-mor Sebastião de Carvalho de Andrade, natural de Pernambuco. Para que o padre pudesse celebrar diariamente, sem lhe ser necessário ir a Crato, Barbalha ou Missão Velha, a família combinou com o noveL sacerdote a ereção de uma capelinha, no ponto principal da fazenda, perto da casa já existente. A capela foi consagrada a Nossa Senhora das Dores, cuja imagem foi trazida de Portugal. (livro citado, páginas 33-35)

    Deve-se, pois, ao Brigadeiro Leandro a iniciativa da primeira urbanização da localidade – ainda conhecida por Tabuleiro Grande – com a edificação da Casa Grande, de uma capela, além de residências para os escravos e agregados da família. A realidade histórica nos mostra: quando o Padre Cícero chegou ao “Joaseiro”, para fixar residência, em 11 de abril de 1872, como sexto capelão, já encontrou um povoado formado em torno da capelinha de Nossa Senhora das Dores.

      Contava o lugarejo, à época da chegada deste sacerdote, com 35 residências, quase todas de taipa, espalhadas desordenadamente por duas pequenas ruas, conhecidas por Rua do Brejo e Rua Grande. No povoado – à época da chegada do Padre Cícero – residiam cinco famílias, tidas como a elite do vilarejo: Bezerra de Menezes, Sobreira, Landim, Macedo e Gonçalves. É verdade, porém, que o povoado só veio a ter alguma projeção a partir da ação evangelizadora do Padre Cícero. E o vertiginoso crescimento demográfico da localidade só começou em 1889, motivado pela ocorrência dos fatos protagonizados pela Beata Maria de Araújo, que passaram à história como “O Milagre da Hóstia”.

 (*) Armando Lopes Rafael é historiador