27 dezembro 2019

A ignorância da maioria dos brasileiros sobre o tema "Monarquia" – por Armando Lopes Rafael


Imperador Dom Pedro I
Fundador do Império do Brasil

   A imensa maioria dos brasileiros não sabe a diferença entre “forma” e “sistema” de governo. Não obstante, um plebiscito -- aqui realizado -- em 1993, quando a população brasileira deveria optar, conscientemente, (o que não aconteceu) por uma nova forma e novo sistema de governo para o Brasil. Prevalece ainda -- após aquele plebiscito --  uma  crassa ignorância, por parte da sociedade brasileira, no tocante a tão relevante matéria. Ignorância mais acentuada, notadamente,  nos ambientes das universidades públicas

     As formas de governo são duas: República e Monarquia.  Essas formas abrigam, quando se trata da República,  dos   dois sistemas: Presidencialismo e Parlamentarismo. Segundo a Doutrina Social da Igreja Católica, ambas as formas são legítimas, desde que atendam ao bem comum. (Será que a atual República vem atendendo ao bem comum da população brasileira?)

     Ao longo da sua existência, o Brasil já foi governado sob as duas formas e os dois sistemas acima citados. Nossa Pátria viveu sob a forma monárquica de governo, desde o seu descobrimento, ou seja, de 1500, até 1889.  O Brasil foi monarquia, durante 389 anos, os quais – na feliz expressão do Prof. Denizard Macedo – vivenciaram “... todo o seu cortejo de princípios, hábitos, usos e costumes, não sendo fácil remover das populações esta herança cultural, tão profundamente enraizada no tempo”.
      
       Após a nossa independência de Portugal, o Brasil continuou sob a forma de governo   monárquico-parlamentarista. E sob ela funcionou (e funcionou muito bem) durante 67 anos, de 1822 a 1889. Somente em 15 de novembro de 1889, foi implantada – por meio de um golpe militar, sem consulta ao povo e sem apoio popular – a atual república presidencialista, ora vigente. Deu no que deu.  


A monarquia brasileira foi o período áureo da nossa história

      O atual Chefe da Casa Imperial Brasileira, Príncipe Dom Luiz de Orleans de Bragança, sintetizou – em 1989 – muito bem o que foi o vasto e grandioso Império do Brasil. Disse ele. “Cem anos já se passaram, e os contrastes entre o Brasil atual e o Brasil Império só têm crescido. No tempo do Império, havia estabilidade política, administrativa e econômica; havia honestidade e seriedade em todos os órgãos da administração pública e em todas as camadas da população; havia credibilidade do País no exterior; havia dignidade, havia segurança, havia fartura, havia harmonia”. 

   O Império Brasileiro era tão democrático, estável e respeitoso para com os seus cidadãos que o então presidente da Venezuela,  Rojas Paul, ao saber do golpe militar de 15 de novembro de 1889, no Brasil, declarou: “Foi-se a única República (“Res publica” , ou seja “coisa pública”) que funcionava no Hemisfério Sul.”

   Nos reinados de Dom Pedro I e de Dom Pedro II, o Brasil passou por um grande surto de progresso. No tempo do Império, o Brasil tinha uma moeda estável e forte (o “Real”) que correspondia a 0,9 (nove décimos) de grama de ouro, e era equivalente ao dólar e à libra esterlina. No período monárquico, o nosso Parlamento era comparado com o da Inglaterra. E a diplomacia brasileira era uma das mais importantes do mundo de então. Diversas vezes, o Imperador Dom Pedro II foi chamado para ser o árbitro de questões envolvendo a Itália, França e Alemanha.      Sob a monarquia, o Brasil possuía a segunda Marinha de Guerra do mundo. E foi o primeiro país do continente americano a implantar a novidade dos Correios e Telégrafos.

   Tivemos, sob a monarquia, uma inflação média anual de apenas 1,58%. A título de ilustração, transcrevemos o que publicou o jornal “O Globo”, edição  de 14.11.2011 (sob a manchete: “O país que domou a inflação de 13,3 trilhões por cento”): “13 trilhões e 342 bilhões por cento (13.342.346.717.617,70%) foi a inflação acumulada, pela República Brasileira, nos 15 anos que antecederam o Plano Real, em 1994” (grifo nosso).

    Em 130 anos, sob a nova forma de governo de  República, o Brasil já teve 9 moedas, algumas que não duraram nem 1 ano de existência. Fato inédito na história dos povos. Aliás, numa dessas mudanças, o “Real” voltou a ser o nome de nossa moeda, a partir de  1994...

Bandeira Imperial Brasileira, criada por Dom Pedro I.
O verde representa a  cor da Casa dos Bragança, de Dom Pedro I,
O amarelo representa a cor da Casa dos Habsburgo,
 de onde procedia a Imperatriz Leopoldina.


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