26 outubro 2019

Capela de Santa Teresa de Jesus: importante patrimônio histórico de Crato – por Armando Lopes Rafael


O Cardeal João Braz Aviz, Prefeito da Congregação para os Religiosos,  visitou a capela de Santa Teresa, de Crato, em 21 de outubro de 2014


   Há quase cem anos era inaugurada, na cidade do Crato, a capela de Santa Teresa de Jesus. Felizmente esta igrejinha está conservada, mantendo sua originalidade, até os dias atuais.  A pequena capela foi entregue ao povo católico da “Cidade de Frei Carlos”, num dia 31 de outubro, aniversário de nascimento e de sagração episcopal de Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, primeiro bispo de Crato, coordenador da construção deste templo.

      Devemos a construção dessa capela à Cruzada Carmelitana, uma associação religiosa existente em Crato, fundada em 1914, pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, Padre Quintino, o qual, um ano depois, seria eleito primeiro bispo da nossa diocese.

     A Cruzada Carmelitana era formada por senhoras e jovens da sociedade cratense. Além da parte religiosa, seus membros desenvolviam uma grande ação social na comunidade. Na prática religiosa, basta destacar que as festas de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho) e Santa Teresa d’Ávila (15 de outubro) eram comemoradas com grande pompa, precedidas de Tríduo Festivo e encerradas com uma missa solene. Tudo acompanhado pelo Coral das Teresinas, onde se sobressaía a maravilhosa voz de Iraídes Gonçalves. De tudo isso só nos resta as gratas lembranças e os registros históricos...

    Foi notável o empenho da Cruzada Carmelitana na construção da sua capela. As ricas obras talhadas em madeira de lei (altar-mor, quatro nichos laterais, confessionário, sólio episcopal, bancada e grade do altar) foram esculpidas por Mestre José Lucas, conhecido artesão cratense. Tão bonito é o sólio episcopal que, posteriormente, foi este cedido à Sé Catedral, onde ainda hoje está, tendo servido aos seis bispos da Diocese do Crato.

    As imagens da capela foram adquiridas na Itália. No altar-mor está o “Trio Carmelitano”: Santa Teresa d’Ávila pontifica como padroeira, tendo ao seu lado Nossa Senhora do Carmo e São José. Os quatro nichos laterais abrigam as estátuas de São João da Cruz, Santa Teresinha do Menino Jesus, São Geraldo e São Quintino.

    Toda a construção e acervo da capela de Santa Teresa foram viabilizados no primeiro quartel do século passado, quando o Crato vivia longe (quase isolado) dos grandes centros do Brasil. Naqueles tempos, as estradas e os meios de comunicação eram precários e a nossa economia dependia unicamente do produzido nas fainas agrícolas e na incipiente pecuária da época. Mas o importante é que o povo tinha fé! Tanta, que este pequeno templo aí está, para atestar o sentimento católico da população daquele tempo.

      A capelinha - talvez por desígnio da Divina Providência - resistiu às más administrações públicas do Crato, responsáveis pela destruição de prédios históricos, a exemplo de todo o quarteirão da Rua Miguel Limaverde. Resistiu às falsas ideias de modernismo, que tiveram seu auge na medíocre década 60, após a construção de Brasília. Resistiu até aos tempos confusos pós Concílio Ecumênico Vaticano II, tempos esses felizmente encerrados com a eleição do Papa João Paulo II, para a Cátedra de São Pedro, em 1978.

      Pouca gente sabe: essa capela é propriedade da Diocese do Crato, e está, há longos anos, sob a custódia da Congregação das Filhas de Santa Teresa, que souberam conserva-la em toda a sua originalidade.
Altar-Mor da Capela de Santa Teresa de Jesus, em Crato


Brasil: 130 anos sob a forma de governo republicana – por Armando Lopes Rafael



 
          É sempre assim. Entra ano e sai ano. Todo 15 de novembro, a população brasileira usufrui do esquisito feriado comemorativo à “Proclamação da República”. E sempre, anualmente, repórteres das emissoras de televisão saem às ruas perguntando aos transeuntes: “Você sabe qual o motivo deste feriado de 15 novembro?”. Praticamente a totalidade desconhece o motivo.

   Em Crato não é diferente do restante do Brasil. Apesar de pouquíssimas pessoas ainda insistirem numa tal de “tradição republicana” nesta Cidade de Frei Carlos. Trata-se de uma falácia. O leitor me conceda só um tempinho, para eu justificar meu raciocínio. Começo por lembrar: o aniversário do golpe militar, que implantou a República no Brasil – em 15 de novembro de 1889 – nunca foi comemorado em Crato. Nesta cidade o povo comemora muitas datas: 7 de Setembro, 21 de Junho, 1º de Setembro (Nossa Senhora da Penha), 19 de Março (São José), sem falar nas datas consagradas a São Francisco, a Nossa Senhora Aparecida, dentre outras. Agora, “comemoração” no dia 15 de Novembro nunca se viu por essas bandas...

     E por que isso acontece? Ora, Crato, durante 149 anos, de 1740 (quando foi fundado, até1889 (quando houve o golpe militar que empurrou goela abaixo da população a forma de governo republicana) viveu sob a Monarquia. Não se apaga facilmente um século e meio na vida de um povo. Basta lembrar dos 70 anos quando o comunismo dominou a Rússia sob o chicote e a baioneta. O comunismo ruiu, no leste europeu, em 1989. E nenhuma herança ficou da propaganda do socialismo ateu. Por isso, no imaginário popular, persiste ainda a ideia de que a Monarquia é algo de elevado nível– uma forma de governo respeitosa, honesta e boa.

     Tanto isso é verdade que, ainda hoje, quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei” ou “Rainha”. Por isso temos “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como “Rádio Princesa FM”, “Colégio Pequeno Príncipe”?

     Vê-se, pois, que é um mito sem consistência essa alardeada “tradição republicana” de Crato. No duro – no duro mesmo – “República” para o nosso povo continua a nos remeter à lembrança de “república de estudante", ou seja, uma casa bagunçada, desorganizada, sem ordem. Igualzinha ao que que tem sido nossa pátria nos últimos 130 anos. 

18 outubro 2019

Bem dentro de mim - Por: Emerson Monteiro


Nesses corredores daqui de dentro, entre painéis e luzes incessantes, vou mundo afora rumo desses desconhecidos enigmáticos do futuro. Tanjo os sonhos quais folhas soltas viradas no calendário do Destino. Por vezes, prego peças a mim mesmo, diante dos desejos de ser feliz. No entanto, de comum, busco incessante as fagulhas que iluminem erros do passado, isso através dos espasmos da religiosidade, que mantêm intacto o instinto de sobrevivência durante todo tempo. São aos deuses gravados nos tais painéis que ilustram as salas e os corredores que recorro nos momentos de solidão, a bater nas portas da escuridão que pede luz.

Quase que adormecido sob os ponteiros do relógio das horas, insisto em contar as histórias da tradição de quantos nos trouxeram até hoje nos braços estafados de depois, e resistimos a qualquer preço, no mercado das condições humanas. Firmo pés nos barrancos escarpados e transmito aos outros o poder de alimentar antigas visões. Conquanto dotado dos meios necessários a reviver, nas manhãs, os ideais que morreram na véspera, nalguns amanheceres ainda doem as cicatrizes dessa batalha de viver.

Há, igualmente, o pulsar pertinente do coração, olhos postos no amor das criaturas, talvez o valor inestimável que arrasta todos aos campos de produção. Cercados de espiões da vigilância, somos espécies de trabalhadores forçados da lide imensa. Desconfiados, apressados e submissos, cabeças baixas às determinações do inexplicável, cá iremos nós ao foco dos céus. Sísifos a rolar pedras ao cimo das montanhas, silenciosos, presenciamos nascer o Sol e deixamos escorrer o suor das almas rios abaixo, nas ladeiras do Universo.

A isso, porém, de amar e ser amado, eis a única razão de ser e estar em quaisquer das circunstâncias. De nada adiantaria o que quer que fosse não existisse amar e ser amado, viver e continuar em frente, face as bordas do abismo e das eras.

13 outubro 2019

FIQUE POR DENTRO ! Por Maria Otilia

 A EEF Dom Quintino, utilizando este espaço maravilhoso do Blog do Crato, vem divulgar para toda a comunidade , que está entre as 15 escolas da rede municipal do Crato, que terão alunos e professores premiados, por obterem bons indicadores nas provas da Avaliação Externa do SPAECE 2018 (Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará). Todas as escolas que serão premiadas, estão divulgadas no Diário Oficial do Município do Crato.
E para nossa comunidade escolar Dom Quintino, é muito importante este premio por se tratar da valorização  do trabalho de todos os envolvidos, mas em especial  os professores e estudantes . Valendo ressaltar  também nossa gratidão para toda a equipe da SME,que tão bem nos acolheu desde o ano de 2018 e atualmente  nas pessoas da professora Germana Brito ( Secretária de Educação) e Tamy Ferreira  (Secretária Adjunta), por todo o apoio necessário para com a nossa escola 
. Posto abaixo um pequeno resumo extraído do site da Prefeitura, de que se trata a Lei/Decreto que institui a premiação para escolas com melhores resultados no SPAECE. .

 Decreto Nº 1110001/2019 - GP que regulamenta a Lei n° 3.574/2019 de 03 de julho de 2019.

A referida lei foi proposta pelo Executivo Municipal, Prefeito José Ailton Brasil, visando estimular a melhoria da qualidade da educação básica nas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino e, nesse mister, reconhecer os resultados obtidos nas avaliações do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará - SPAECE.
A discussão sobre a conveniência de se instituir uma premiação para alunos, professores, professores formadores da equipe MAIS PAIC, servidores técnico-administrativos, núcleos gestores e escolas das turmas de 2° ano, 5° ano e 9° ano, teve início em 2017, e o projeto n° 2017.0601.018 foi cadastrado no Sistema de Monitoramento de Acompanhamento dos Projetos Prioritários – MAPP da administração municipal.
A premiação não conta para a composição dos vencimentos dos servidores, não estabelecendo, portanto, diferenciação vencimental no seio das categorias funcionais. Trata-se de um prêmio, cuja inciativa representa um marco importante para a Educação Municipal no tocante à valorização dos principais agentes responsáveis pelo bom êxito educacional.
      
         #somosprotagonistasdaeducação

12 outubro 2019

Como surgiu o Reino de Portugal – por Armando Lopes Rafael



Batalha de Ourique -- 25 de julho de 1139

      Em Portugal, a figura de Dom Afonso Henriques assume o papel de formador inicial da nação lusitana, sendo, portanto, chamado de Fundador de Portugal. Esta nação nasceu de uma aparição de Jesus Cristo ao então conde de Portugal, Dom Afonso Henriques. Este, após o episódio, foi aclamado como o primeiro rei português.

     Naquela época os habitantes do então condado Portucalense (ainda não existia a nação portuguesa), em geral, tinham uma mentalidade bastante religiosa e uma forte devoção a Maria Santíssima, lá chamada carinhosamente de Santa Maria.  Existia, apenas, o condado de Portugal, uma espécie de feudo no extremo da Península Ibérica, o qual foi invadido pelos mouros. O Conde Afonso Henriques estava acampado numa localidade conhecida por Ourique. Estava prevista para a manhã seguinte a batalha definitiva contra os mouros invasores. Transcrevemos abaixo parte de um artigo escrito pelo atual Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Chanceler Ernesto Araújo:

“Na noite antes da batalha de Ourique, em 25 de julho de 1139, Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu numa visão a Dom Afonso Henriques, então ainda conde de Portugal, que se preparava para enfrentar cinco reis mouros contra ele coligados. Conta Afonso Henriques, num relato possivelmente autêntico, registrado alguns anos depois:

“E subitamente vi, à parte direita, contra o nascente, um raio resplandecente, indo-se pouco a pouco clarificando; cada hora se fazia maior. E pondo de propósito os olhos para aquela parte, vi, de repente, no próprio raio, o sinal da cruz mais resplandecente que o sol, e um grupo grande de mancebos resplandecentes, os quais, creio que seriam os Santos Anjos. Vendo, pois, essa visão, pondo à parte o escudo e a espada, me lancei de bruços e, desfeito em lágrimas comecei a rogar pela consolação de seus vassalos, e disse sem nenhum temor.

"– A que fim me apareceis, Senhor? Quereis, porventura, acrescentar fé a quem já tem tanta? Melhor é, por certo, que vos vejam os inimigos, e creiam em vós, que eu, que desde a fonte do Batismo vos conheci por Deus verdadeiro, filho da Virgem e do Padre Eterno, e assim Vos reconheço agora.
E continua o depoimento de Afonso Henriques:

"A cruz era de maravilhosa grandeza, levantada da terra quase dez côvados. O Senhor, com um tom de voz suave, que minhas orelhas indignas ouviram, disse:

" – Não te apareci deste modo para acrescentar tua fé, mas para fortalecer teu coração neste conflito. E fundar os princípios de teu reino sobre pedra firme. Confia, Afonso, porque não só vencerás esta batalha, mas todas as outras em que pelejares contra os inimigos de minha Cruz. Acharás tua gente alegre e esforçada para a peleja; e te pedirá que entres na batalha com o título de rei. Não ponhas dúvida, mas tudo quanto pedirem, lhes concede facilmente. Eu sou fundador e destruidor dos reinos e impérios, e quero em ti, e em teus descendentes, fundar para Mim um império por cujo meio seja Meu Nome publicado entre as nações mais estranhas.”

Afonso Henriques foi proclamado Rei no campo de batalha e triunfou. Graças à sua fé e sua espada estamos aqui, e conhecemos o nome do Salvador. “E aquele que conhece o meu nome, eu também conheço o seu nome”, diz um texto cristão dos primeiros séculos”.

Antiga bandeira do Reino de Portugal

11 outubro 2019

Em procissão, em romaria... – por José Luís Lira (*)


  
   O título dessa coluna é o início do cântico “Lá no Altar de Aparecida”, do Pe. Zezinho. E segue o grande sacerdote, “... romeiro ruma para a casa de Maria. Em procissão feliz da vida, romeiro vai buscar a paz de Aparecida”. Estamos no 285º dia do ano de 2019, no calendário gregoriano. Faltam 80 para acabar o ano. O calendário cívico aponta o dia do descobrimento da América, dia da criança, dia nacional da leitura e por aí vai. Mas, o mais importante é a festa de nossa Padroeira. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

    A Lei Federal 6.802, de 30 de junho de 1980, declara “Feriado Nacional o Dia 12 de outubro, Consagrado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”. Houve, desde a criação, quem questionasse o feriado, mas, é um reconhecimento não só a um povo, mas, a grande símbolo da fé deste povo que em sua grande maioria professa o catolicismo. Maria Santíssima foi a ponte que Deus usou para trazer seu Filho que também é Deus, Jesus, à terra. Só isso já justifica uma grande homenagem, mas, ela é muito mais. Sempre digna de homenagens. E o mesmo Padre Zezinho nos dá a solução. “O povo te chama de Mãe e Rainha, porque Jesus Cristo é o Rei dos Céus... Não és deusa, não és mais que Deus, mas, depois de Jesus, o Senhor, neste mundo ninguém foi maior”.

   É dia de celebrar a Mãe Aparecida, padroeira. Em Aparecida multidões passam diante da imagem de terracota com riso esboçado no rosto, a mesma imagem que em Lujan, na Argentina é padroeira deles. A imagem lá tem uma coloração clara, pois, não ficou cerca de 100 anos imersa no rio Paraíba do Sul que nem a nossa. Maria nos fala, nos dá sua mensagem de silêncio, de obediência e de humildade. Ela é bem-aventurada entre homens e mulheres, mas, ainda assim, nos orientar a fazer tudo o que Ele, o Senhor, disser.

   No entardecer deste dia, a nossa Diocese fará a “IV Caminhada com Maria – 2019”. A concentração será na Igreja de Fátima, no bairro Sinhá Sabóia, nesta cidade que tem a Imaculada Conceição por padroeira, Imaculada Conceição que também é Aparecida. Será um belo momento de demonstração de fé a Deus e de amor a Sua Mãe, a Excelsa Virgem Maria! A concentração será às 16 horas e de lá se fará caminhada pelas ruas da cidade até se chegar à Casa de Maria, a Catedral de Sobral.

   Neste 13 de outubro, domingo, o Brasil que é tão unido ao Vaticano, por laços de fé e de amor, ocupará boa parte da Praça de São Pedro. A Santa da caridade e do amor ao próximo será inscrita no Livro dos Santos: a querida Irmã Dulce dos Pobres, nome pelo qual conhecemos Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, uma unanimidade nacional. Treze de outubro assinala a última aparição de Nossa Senhora em Fátima. A festa continua a ser mariana, pois, a Santa Dulce é freira da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Sua vida, nós brasileiros sabemos, foi uma prova do cuidado de Deus e de Sua Mãe para com todos! Com sua canonização, o mundo a conhecerá e poderá reverenciá-la por sua vida e, acima de tudo, pela caridade na qual viveu e deu testemunho de Deus.

   É festa no céu e na terra! E por crer, a festa é plena para o Cardeal Serafim Fernandes, que cumpriu sua missão e agora está na glória de Deus!
    Salve Maria Imaculada Conceição Aparecida!


(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

A Monarquia é um regime natural




   A Monarquia é o regime que mais se aproxima da ordenação geral posta por Deus na Criação. Desde o microcosmo – onde os núcleos atômicos têm ao seu redor os elétrons – até o macrocosmo dos sistemas estelares – onde os satélites gravitam em torno dos planetas, os quais, por sua vez, gravitam em torno das estrelas, que se ordenam em imensas galáxias. Por toda parte está presente o princípio monárquico.

   Entre os animais gregários, vemos este mesmo princípio; para falarmos apenas de um dos exemplos mais característicos, lembremos que as abelhas e as formigas têm, em suas colmeias e formigueiros, suas rainhas, mães de todo o seu “povo”.

    A própria ordenação interna do homem é hierárquica e, portanto, monárquica. Temos uma alma e um corpo; a primeira – segundo a velhíssima teoria hilemórfica de Aristóteles – informa e individualiza o segundo. Na alma, as três potências – inteligência, vontade e sensibilidade – também se ordenam hierarquicamente, sob a direção da primeira delas. No corpo, todos se ordenam em torno de um sistema nervoso central, comandado pelo cérebro e vitalizado continuamente pelo coração.

    Se observarmos a Criação, em seu conjunto e em suas várias partes, facilmente veremos que em tudo está presente uma ordenação hierárquica, com um ponto central que afirma e representa o princípio monárquico. Esta é a lei geral da natureza criada por Deus.

(Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira, com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do Professor Armando Alexandre dos Santos).

Ilustração abaixo: Casamento de Suas Majestades Imperiais o Imperador Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Leopoldina do Brasil.

06 outubro 2019

Fim dos tempos? ante a falência dos governos tradicionais, já se fala em futuros governos de gigantes multinacionais – por Luiz Augusto Casseb Nahuz (*)




    Os governos, com algumas exceções, vêm mostrando desempenho deficiente no mundo todo. Tenho até ouvido previsões sobre o desaparecimento dos governos em seus modelos atuais, vindo o mundo a ser governado por 30 ou 40 gigantes multinacionais, que já estariam ensaiando novos rumos para a economia, até com novos tipos de moeda e novas formas de distribuição dos bens e serviços.

     Será que teremos uma reforma social gigante nas próximas décadas, com um sistema que, ancorado no grande desenvolvimento tecnológico, venha a suprir as necessidades da sociedade, desde as primárias e essenciais até os desejos mais efêmeros? Pode ser um sonho ou um pesadelo. Mas tem verossimilhança!

(*) Luiz Augusto Casseb Nahuz – e-mail: luiz.nahuz@gmail.com

Diferenças e semelhança entre o Crato do Alentejo (Portugal) e o Crato do Cariri (Brasil) – por Armando Lopes Rafael – 1ª Parte



(Excertos da palestra proferida no 1º Seminário da disciplina “Etnoconhecimento e Educação Escolar” realizado em Crato, nos dias 3 e 4 de outubro de 2019)

1.    Sobre: Portugal, Alentejo, Crato

 Castelo existente na vila de Crato (Portugal)

       Embora não existam laços de proximidade entre os habitantes do Crato de Portugal e do Crato do Brasil, todo cratense do Cariri, ou seja, os aqui nascidos ou residentes, temos simpatia pela cidade portuguesa do Alentejo, que também carrega o nome de Crato.

         Aliás, este próprio evento, que estamos a realizar (o “1º Seminário da disciplina “Etnoconhecimento e Educação Escolar” com o título "O Crato Caririense e o Crato Alentejano: História, Cultura e Educação” é uma prova do que afirmo. Os cratenses brasileiros, de um modo geral, gostam de Portugal e dos portugueses.

          Na verdade, são apenas dados comparativos entre os dois Crato, que reuni, após ligeira pesquisa, para compartilhar com vocês. A conferir.

    Nunca é demais lembrar que Portugal é um pequeno país; o mais ocidental do continente europeu, pois fica localizado no início da península Ibérica. Em Portugal fica o Alentejo, uma região do centro-sul daquele país. O Alentejo tem uma área de 31.551,2 km² e cerca de 760 mil habitantes. Se compararmos a região do Alentejo com as regiões brasileiras, aquela porção de terra portuguesa torna-se, pequena para nós, brasileiros.  No entanto, o Alentejo é a maior região de Portugal em termos de área.

     No Brasil, um país continental, a divisão da federação se resume a estados, Distrito Federal e municípios. No total temos 26 estados e 5.565 municípios. Em Portugal há uma pequena diferença em relação a divisão territorial brasileira. Portugal conta com 18 distritos, 308 concelhos e 4.260 freguesias. Faço uma sumária explicação do que é isso.

       Distrito, em Portugal é diferente dos distritos brasileiros. Aqui distritos são pequenas vilas, existentes nas zonas rurais dos municípios.  Em Portugal, Distrito é um território de uma divisão administrativa daquele país. Exemplificando: O Estado do Ceará é dividido em 8 Macrorregiões de Planejamento, 2 Regiões Metropolitanas e 18 Microrregiões. Se fosse em Portugal, essas regiões do Ceará seriam chamadas “Distritos”.  

        Ou seja, se fosse em Portugal, o nosso Cariri seria um distrito. E o que é Concelho, em Portugal? É um pequeno território dentro de um distrito, ou seja, seria um município aqui no Brasil. Já Freguesia, em Portugal, é um conjunto de ruas, casas de uma vila ou cidade. Freguesia poderia ser o que chamamos de bairros no Brasil. Para se ter uma ideia melhor: Lisboa – capital de Portugal –tem 24 freguesias, ou seja, 24 conjuntos urbanos, que congregam um ou mais bairros de Lisboa.

Centro da vila de Crato (Portugal) 

        O Crato português  é uma pequena  vila, localizada no Distrito de Portalegre, na região do Alentejo. Crato alentejano é sede de um município com 398,07 km² de área e com cerca de quatro mil habitantes. Oficialmente o Crato português é uma vila, sede de Concelho (ou seja, tem foros de cidade) possuindo quatro freguesias (ou seja, possui quatro bairros), e fica localizada no Distrito de Portalegre (ou seja, na divisão administrativa de Porta Alegre) situada na região do Alentejo.

      O Alentejo possui três distritos: Portalegre, Évora e Beja e mais: a metade sul do distrito de Setúbal e parte do distrito de Santarém. Existem naquela região 58 conselhos, ou seja,58 municípios. Desses conselhos alentejanos, 22 localidades possuem a categoria de cidade e 36 são consideradas vilas, inclusive o Crato.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael