14 setembro 2019

Da exaltação da cruz à santidade! – por José Luís Lira (*)



    Todo dia 14 de setembro, os cristãos católicos, celebramos a Exaltação da Santa Cruz. Para mim, uma das melhores definições dessa exaltação, já que no Império Romano era a mais ultrajante forma de condenação, a morte na cruz, é de São Paulo. Ele nos diz em sua 1ª carta aos Coríntios: “... a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” (1Cor 1,18). A celebração tem origem no século IV, quando, a Verdadeira Cruz de Jesus foi descoberta, em 326, pela Imperatriz Santa Helena, mãe do Imperador Constantino I, durante peregrinação à cidade de Jerusalém.

    A santa descobriu as três cruzes usadas na crucifixão de Jesus e dos dois ladrões. Um milagre revelou qual das era a cruz verdadeira, a Vera Cruz de Cristo. Em 13/09/335, ocorreu a dedicação da Basílica do Santo Sepulcro de Jerusalém e a Cruz foi exposta no dia 14, propondo reflexão sobre Jesus que n’ela sofreu.

     Santo Eusébio, São Cirilo, Santo Ambrósio, foram alguns dos que aclamaram a descoberta da Santa Cruz, mas, Calvino e Lutero zombaram das parcelas da verdadeira Cruz espalhadas pelo mundo como relíquias. Essas parcelas, diziam, dariam para construir um edifício. No livro “Fisionomia dos Santos” (1875), o francês Ernest Hello, conterrâneo do santo padroeiro dos advogados, Santo Ivo, trata de uma pesquisa de Charles Rohault de Fleury, arquiteto francês. Eis a conclusão da pesquisa sobre todas as relíquias da Cruz: “... a cruz de Jesus Cristo deveria ter cerca de cento e setenta e oito milhões de milímetros cúbicos”.

     Diz ele que espalhados pelo mundo há cerca de 15 milhões de milímetros; o que não perfaria a décima parte da cruz e afirma que a Cruz tem madeira resinosa e provavelmente fora feita de pinheiro. A elevação da Santa Cruz refere-se à mudança de signo da Cruz, de infame para sinal de vitória. Para nós, cavaleiros e damas da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém é dia indulgenciado e de celebração.

    
    Nós, sobralenses, presentes à Missa da Sé das 18h30min deste dia, glorificaremos a Jesus que na Santa Cruz se ofereceu pela salvação da humanidade e daremos graças pela abertura oficial da Causa de Beatificação e de Canonização do Servo de Deus Joaquim Arnóbio de Andrade (foto ao lado), com a presença do Sr. Bispo Diocesano, Dom Vasconcelos, clero, religiosos e religiosas, com destaque às Madres Antonieta Portela, atual, Odete Neves, emérita, e Maria de Jesus que também foi Madre das Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus, e todo o povo de Deus, além do Tribunal constituído, tendo a participação do postulador, Dr. Paolo Vilotta; Pe. Agnaldo Temoteo da Silveira, juiz da causa; Dr. Ronaldo Frigini, juiz civil; Pe. Nonato Timbó de Paiva, promotor; Margarida Almeida Lopes, leiga; e Pe. João Paulo Aguiar Bezerra, vice-chanceler. A Comissão Histórica será constituída pelo Cavaleiro José Luís Lira, Dra. Ana Lúcia Frigini e Ir. Carminda Carvalho.
    Após esta importante celebração, haverá o traslado dos restos mortais do Mons. Arnóbio que estavam na Igreja do Menino Deus, atualmente em manutenção, para a Capela de Santo Antonio, na Rua Pe. Fialho, tornando mais acessível aos fiéis, até que possam retornar ao Menino Deus. Ao final entoaremos: Vitória, tu reinarás; oh Cruz, tu nos salvarás!



   (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

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