31 agosto 2019

O Imperador Dom Pedro II era rico?


    Logo de cara a resposta é não. Durante seus 48 anos de reinado, Dom Pedro II recusou a proposta do parlamento para o aumento de seu salário por pelo menos três vezes, dizia que despesa inútil era furto a nação e o que ganhava era o suficiente para manter-se e manter sua família.

   Contudo, o soldo do Imperador não servia apenas para ele próprio: pagava os estudos de brasileiros na Europa e nos Estados Unidos, como foi o caso do compositor de óperas, Carlos Gomes, e o pintor Pedro Américo, entre muitos outros estudantes que eram mantidos pelo Imperador.

    Por três vezes o Imperador viajou para Europa e o parlamento sugeriu que lhe fosse dado uma soma em dinheiro já que seria uma viagem onde o Imperador representaria a nação no exterior (embora ele viajasse como cidadão comum), porém mais uma vez, Dom Pedro II recusou a ajuda em dinheiro.

     Quando do golpe republicano em 1889, enquanto estava a caminho do exílio, o Marechal Deodoro lhe ofereceu cinco contos de réis, que equivalia a 4.500 kg de ouro como compensação, ao que Dom Pedro recusou a oferta e condenou a ação. Morreu pobre e com dificuldades, sua única riqueza era um travesseiro com terras de todos os estados brasileiros.

Fonte: Face do Círculo Monárquico do Cariri

Caririensidade


Crato precisa conservar melhor a memória do Padre Cícero

    Já passou o tempo de as autoridades de Crato resgatarem o que (ainda) resta de memória do Padre Cícero, o mais conhecido filho desta cidade. Vemos hoje dezenas de ônibus – procedentes de todo o Nordeste – conduzirem romeiros para conhecerem a Catedral de Nossa Senhora da Penha, local do batizado de Padre Cícero. 
Palácio Episcopal de Crato
Neste local nasceu o Padre Cícero

    Mas, sequer existe uma placa no local onde ele nasceu, ou seja, no Palácio Episcopal Bom Pastor onde moraram os três primeiros bispos da Diocese de Crato. A descoberta da importância do Padre Cícero partiu, inicialmente, do meio acadêmico. No já distante 1988, a URCA (no reitorado de Teodoro Soares) realizou o “1º Simpósio Internacional o Padre Cícero e as romarias”. Em 1989, foi a vez do “2º Simpósio sobre o Padre Cícero e a Beata Maria de Araújo”. 15 anos depois, em 2004, no reitorado de André Herzog, a URCA retomou a discussão do fenômeno Padre Cícero no meio acadêmico, com o “3º Simpósio Internacional Padre Cícero...e quem é ele?”. Novamente a URCA realizou recentemente o 4º Simpósio Internacional sobre o Padre Cícero. 

     Somente depois da chegada, ao Cariri, do 5º Bispo de Crato, Dom Fernando Panico, é que a Igreja Católica começou o seu trabalho de reconciliação com a herança espiritual do Pe. Cícero, no que obteve um êxito retumbante, graças a aprovação – pelo Papa Francisco – desse pedido feito por Dom Fernando. 

Dom Fernando Panico: 45 anos de Brasil

     O próximo dia 13 de dezembro de 2019 registrará os 45 anos do desembarque (acontecido em 1974), em São Luís do Maranhão, de um jovem sacerdote italiano, com 28 anos de idade. A partir daquela data ele faria do Nordeste brasileiro o seu campo de apostolado. Seu nome? Padre Fernando Panico, Missionários do Sagrado Coração de Jesus. Elevado ao episcopado em 1993, como Bispo de Oeiras-Floriano, no Piauí, em 2001 Dom Fernando Panico foi transferido para Crato, onde realizou profícuo episcopado. 

     Dom Fernando Panico comemorará a data de 13 de dezembro, deste ano, em Roma. O Bispo-emérito de Crato, pelos próximos três anos (2019–2021) será pároco (6 meses a cada ano) da Paróquia do Sagrado Coração do Sufrágio, localizada na capital italiana. Esta é a única igreja de Roma construída em estilo gótico e pertence à Congregação dos Missionários do Sagrado Coração. Dom Fernando ficará morando em Roma de novembro a abril, entre 2019 e 2021. 

     A igreja do Sagrado Coração do Sufrágio fica a dois quarteirões de Castel Sant’Angelo e da Via dela Conciliazione, que leva direto ao Vaticano. Mas, o mais interessante, é que revelo a seguir.  Na igreja que Dom Fernando vai ser pároco, existe um Museu das Almas do Purgatório. Estão expostos lá uma coleção de sinais do além, deixados por essas almas, que na maioria das vezes apareceram ardendo internamente a parentes ou irmãos de religião. Sempre pedindo orações para saírem do Purgatório, onde pagavam penas devidas a seus pecados, antes de irem para o Céu. Os brasileiros que visitarem Roma entre novembro e abril poderão visitar Dom Fernando e conhecer o único museu do mundo ligado ao tema do purgatório.

  Edvan Pires recebe título de Cidadão Cratense

     No último dia 21, na sede do Instituto Cultural do Cariri, aconteceu a sessão da Câmara Municipal de Crato para outorga do título de “Cidadão Honorário de Crato”, ao escritor juazeirense Joaquim Edvan Pires. Seleta plateia prestigiou o evento que contou, além da outorga do título, com o lançamento do último livro escrito por Edvan, titulado “Epopeia Cratense”.

     O livro foi por mim apresentado. Na ocasião disse: “Edvan escreveu este novo livro antes de se tornar Cratense Honorário. Produziu esta obra norteado apenas pelo sentimento da gratidão a uma cidade que sempre o acolheu – e continua a acolher – Inspirado unicamente na sua vivência e serviço prestado a Crato onde estudou quando jovem e onde prestou serviços, lecionando Química no Colégio Estadual Wilson Gonçalves”.

“Edvan: todos ganhamos com este seu livro “Epopeia Cratense”. Ele foi escrito com pureza, magnanimidade e generosidade. Ao reconhecer as qualidades das personalidades que você enfocou nesta obra, você externou seu próprio espirito. Como nos ensina o Evangelho de Mateus, no capítulo 12: Um homem exterioriza o que lhe vai no coração. “O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas (...) Pois a boca fala do que está cheio o coração”.

Seminário sobre o Crato português e o Crato brasileiro


    Entre os dias 03 e 04 de outubro próximo, acontecerá na sede do Senac/Crato, localizado na Praça da Sé, o “1º Seminário da disciplina “Etnoconhecimento e Educação Escolar”, que tem por tema: O Crato Caririense e o Crato Alentejano: História, Cultura e Educação. Idealizado e coordenado pela professora Ariza Rocha, da Universidade Regional do Cariri–URCA, esse simpósio contará com diversas palestras, abordando a temática acima, a serem proferidas por vários professores e intelectuais cratenses.
    
   De Portugal virão os professores Isabel Drumond Braga, da Universidade de Lisboa, que falará sobre o tema: “Do Crato (Portugal) ao Crato (Brasil):uma viagem ao passado”. e Virgílio Luz Belo, do Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa. Convidado, eu falarei sobre o tema: “Semelhanças e diferenças entre o Crato do Alentejo e o Crato do Cariri”. Dentre outros palestrantes: Heitor Feitosa, Josenir Lacerda, Alan Bastos, Jurandy Temóteo. Durante este evento haverá workshops, mesas redondas, exposições, dentre outros atrativos.  

Adiada a comemoração do centenário do Prof. Alderico

     Por motivo de problema de saúde com uma filha do Prof. Alderico de Paula Damasceno, a sessão comemorativa ao centenário de nascimento desse mestre, que seria realizada no Salão de Eventos da URCA, no próximo dia 24 de novembro, foi transferido para o mês de novembro. A nova data da realização da sessão será oportunamente informada pela equipe que planeja esse evento.

Livros – por José Luís Lira (*)

   Desde menino fui fascinado por livros. O cheiro de livro novo, me inebriava. Tinha muito cuidado com meus livros escolares que ficavam quase novos. Felizardo de quem os recebesse no ano seguinte. Jornal também sempre teve uma atenção especial. Leio jornal sem “amassá-lo”. Às vezes fico observando, na Igreja, como uma pessoa chega e no intervalo da celebração praticamente danifica o jornalzinho. Dobra, redobra, rasga. Mas, também gosto de livros “velhos”.

   As “ites”, sinusite, rinite não gostam, mas, eu os aprecio muito. Esta semana era meu projeto escrever sobre o livro “Virgílio Távora: o Estadista Cearense”, de César Barreto e Saulo Barreto, muito gentilmente a mim enviado pelo autor César Barreto, mas, veio a Bienal, recebi o querido amigo-irmão Pe. Ismar Dias de Matos, de Belo Horizonte que participou da dita Bienal e ainda tive que vir ao Rio, de modo que não deu para concluir a leitura e os comentários acerca ficam para uma próxima edição.

    Lembro-me de minha emoção quando vi num livro o nome Guaraciaba do Norte, meu torrão natal, grafado. Era n’O País dos Mourões, do primo Gerardo Mello Mourão. Eu não pensava que um dia iria escrever um, dois, três, quatro livros sobre Guaraciaba do Norte e muito menos um sobre Mello Mourão e suas sagas. Mas, escrevi. E foram 22 ao todo publicados. Muitos outros inéditos. E por falar em inéditos, em abril passado, encontrei no Museu Diocesano Dom José um caderno com a interessante inscrição na capa: Efemérides Pessoais. Na primeira página, Efemérides da Minha Vida. Trata-se de um rico material autobiográfico do nosso primeiro Bispo de Sobral, Dom José Tupinambá da Frota.

     Com a necessária autorização do Sr. Bispo Diocesano de Sobral, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, em setembro, nos 60 anos da morte de Dom José, o lançaremos.
A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará foi sucesso absoluto. Homenageou uma obra “A Casa”, de Natércia Campos, grande entusiasta das bienais do livro enquanto viveu e grande escritora e, também, a centenária Casa de Juvenal Galeno, templo das letras e de muitas artes do Ceará. Deslumbrava a quantidade de pessoas, de eventos, de livreiros e de livrarias num só espaço. Já está dando saudades.

    Mas, logo na sequência tive que vir ao Rio de Janeiro, a eterna Cidade Maravilhosa. Vim por motivos pessoais que se entrelaçam com motivos pessoais, mas, não deixei de ir aos sebos. E neste contexto, os livros novos foram da Bienal para muitas casas, inclusive a minha, e os livros usados, não vou dizer velhos, pois, penso que livro não envelhece, vão para os sebos. E os sebos são um paraíso. No Rio costumo ficar no bucólico bairro do Catete. E aqui tem sebos nos quais passo horas e horas e sempre necessito de uma bagagem extra para levar tamanhas maravilhas.

    Há pouco menos de um mês encontrei num leilão virtual promovido por conceituado sebo carioca duas raridades: um livro do sobralense Jerônimo Martiniano Figueira de Mello e o Memorial de Maria Moura, edição francesa chamada apenas Maria Moura, de Rachel de Queiroz. Eles já estão comigo em Sobral.

     O Lustosa da Costa dizia que livro parece filho. Quanto mais com ele a gente convive, mais ama. E é essa relação, talvez absurda para alguns, mas, que me deixa felicíssimo, com meus mais fiéis amigos, os livros.

 
 (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

29 agosto 2019

A origem da devoção à Nossa Senhora da Penha na cidade de Crato - por Armando Lopes Rafael (1ª Parte)


No próximo domingo, 1º de setembro de 2019, a população cratense festejará sua Imperatriz e Padroeira
    
    A devoção à Santíssima Virgem Maria, na cidade de Crato, aqui venerada sob o título de Nossa Senhora da Penha, remonta a uma humilde capelinha de taipa, coberta de palha, construída – por volta de 1740 – pelo capuchinho italiano Frei Carlos Maria de Ferrara. Este frade foi o fundador do aldeamento da Missão do Miranda, núcleo inicial da atual cidade de Crato. A missão foi criada para abrigar e prestar assistência religiosa às populações indígenas, espalhadas, no século XVIII,  ao Norte da Chapada do Araripe. A notícia mais antiga, até agora conhecida, sobre as atividades pastorais de Frei Carlos Maria de Ferrara, em Crato, tem a data 30 de julho de 1741. 

           Em 1762, o 8º Bispo de Olinda, Dom Francisco Xavier Aranha, criou a Paróquia de Nossa Senhora da Penha, que só foi instalada em 1768. A partir daí teve início os novenários anuais em louvor s Padroeira de Crato. No entanto a primeira notícia que temos das festas de Nossa Senhora da Penha, na Vila Real do Crato, foi-nos transmitida por Os festejos dedicados a Nossa Senhora da Penha – Imperatriz e Padroeira de Crato – são realizados há 251 anos. E se constituem na mais tradicional e longeva manifestação religiosa popular feita nesta cidade.

    A mais antiga referência a esta festa data de 1838, e foi feita por George Gardner, naturalista, botânico memorialista, intelectual, pesquisador, escritor, ensaísta e cientista escocês, que esteve em Crato em 1838. Autor do livro “Viagem ao Interior do Brasil”, publicado em Londres em 1846 (e somente traduzido para o português e editado no Brasil quase cem anos depois) George Gardner descreveu – no livro citado – a festa da Padroeira de Crato, da qual destacamos o seguinte trecho:

“Durante minha estadia em Crato foi celebrada a festa de N. Senhora da Conceição, (Gardner equivocou-se quanto à invocação da Virgem Maria patrona da Cidade de Frei Carlos, pois o certo é Nossa Senhora da Penha) precedida de nove dias de divertimentos, cujas despesas correm por conta de pessoas designadas para conduzi-los; enquanto durou a novena, como é chamada, os poucos soldados que havia na vila não cessaram quase, dia e noite, de dar tiros e as procissões, iluminações, girândolas de foguetes e salvas, com um pequeno canhão em frente da igreja, trouxeram ao lugar um constante alvoroço”.

(Pesquisa e postagem de Armando Lopes Rafael)

A história da devoção à Nossa Senhora da Penha na cidade de Crato - por Armando Lopes Rafael (2ª Parte)


Catedral de Nossa Senhora da Penha no início do século XX

 Hinos da Padroeira de Crato

   
Ao longo de mais de 250 da devoção à Padroeira de Crato, dois hinos foram cantados, nas festas de Nossa Senhora da Penha. O mais antigo (ou o primeiro hino) foi conhecido por “Penha Sublimada”. Não conseguimos descobrir as origens dessa composição. Supõe-se que no paroquiado do Padre Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva (entre 1900-1915) o “Penha Sublimada” era cantado pelo coro da então Matriz de Crato. Instalada a diocese, em 1916, Padre Quintino foi nomeado o primeiro bispo de Crato. E os párocos que lhe sucederam continuaram usando, durante alguns anos, essa música sacra, lenta e cadenciada.

       Não se sabe quando, esse hino caiu em desuso. Recentemente a maestrina Divani Cabral, conseguiu resgatar – das brumas da memória cratense – a letra e música dessa canção religiosa. Divani Cabral gravou um CD e, nos dias atuais, voltou-se a ouvir, durante o novenário, o hino “Penha Sublimada”, cuja letra publicamos abaixo:




"Bendita sejais,
 Penha sublimada, (bis)
De nós pecadores, (bis)
Mãe Advogada
Pedra preciosas,
rico diamante,
Nos Céus e na terra, (bis)
Imperatriz Constante!

Puríssima Virgem,
Mãe Imaculada, (bis)
Rainha dos Anjos,
De estrelas coroadas! (bis)

Sois Mãe criadora
E compadecida, (bis)
Nossa protetora
Na eterna vida, (bis)

Assim, vos pedimos
Como sumo bem, (bis)
Que nos dê a glória
Para sempre, Amém (bis)"

O atual hino de Nossa Senhora da Penha

   Do hino atual, conhecido e cantado por toda a população católica cratense, sabe-se que a letra foi encontrada, por Mons. João Bosco Cartaxo Esmeraldo, ao tempo que era Cura da Catedral de Nossa Senhora da Penha. Vendo a beleza da letra, Mons. Bosco Esmeraldo pediu ao Maestro Azul – regente da Banda de Música Municipal de Crato – para musicá-la. O trabalho do Maestro Azul ficou perfeito. Abaixo a letra, cantada, nos últimos vinte e cinco pelos milhares de católicos cratenses. A mesma música e letra foram adotadas também em Campos Sales (CE) e Serra Talhada (PE) cidades onde Nossa Senhora também é padroeira. Abaixo a letra:

“Salve, ó Virgem de céu pura rosa,
Casto lírio de níveo candor;
Dos mortais és a Mãe carinhosa,
Nosso encanto, doçura e amor! 

Mãe da Penha, esses teus olhos
A nós volve, teus devotos;
Somos filhos, os nossos rogos
Ouve, Mãe do Redentor (bis). 

Com a alma confiante, Senhora
ao calor maternal de Seu manto;
Nós viemos pedir, nesta hora,
Teu carinho, e sentir teu encanto! 

Ó Rainha, Senhora da Penha,
Ao aflito, oh! volve um olhar;
O doente o conforto aqui tenha
Tua bênção acompanhe-o ao lar!”
(Pesquisa e postagem de Armando Lopes Rafael)

28 agosto 2019

Hoje é o aniversário do grande amigo Valdemir Correia de Sousa - 81 anos.




Meu querido amigo Valdemir Correia​, um grande abraço, meu amigo. Parabéns pelo seu aniversário, muita saúde, paz, alegrias, e prosperidade. Que sua vida sua vida seja ainda muito longa e prazerosa. Um grande abraço !


Dihelson Mendonça
BLOG DO CRATO
www.blogdocrato.com


27 agosto 2019

Caririensidade


Um sonho não concretizado: Crato capital do Cariri


   Registros da nossa história provam que, em 1828, a Câmara de Vereadores do Crato encaminhava representação ao Governo mostrando a oportunidade de criação da Província do Cariri Novo. Não foi atendida nessa pretensão. A ideia voltou à tona, em 14 de agosto de 1839, quando o senador José Martiniano de Alencar, do Partido Liberal, apresentava no Senado do Império do Brasil projeto de lei cujo artigo 1º dizia textualmente: "Fica criada uma nova província que se denominará Província do Cariri Novo, cuja capital será a Vila do Crato".

    Os demais artigos desse projeto de lei tratavam sobre os limites geográficos da nova unidade do Império do Brasil que incluíam municípios do sul do Ceará e os limítrofes das Províncias da Paraíba, Pernambuco e Piauí. Com a ascensão do Partido Conservador ao poder, o projeto de lei não prosperou. Anos depois, através do jornal "Diário do Rio de Janeiro", voltava o senador Martiniano de Alencar a defender sua ideia de criação da Província do Cariri. Tudo ficou só num sonho.
Crato: a segunda casa à esquerda, com três portas, pertenceu a Bárbara de Alencar

Centenário de Alderico de Paula Damasceno

       Crato não é uma cidade ingrata. No próximo dia 24 de setembro, o Instituto Cultural do Cariri, Universidade Regional do Cariri-URCA e Colégio Estadual Wilson Gonçalves, farão uma sessão conjunta para comemorar o centenário de nascimento do saudoso professor Alderico de Paula Damasceno (foto à direita). Este, foi um professor idealista e autêntico que ministrou a disciplina de História em quase todos os educandários cratenses. Nas horas vagas, além de professor também de Educação Física, Alderico foi técnico de clubes de futebol de Crato.

A propósito, e vale o registro: o colunista Neno Cavalcanti publicou, anos atrás, no jornal “Diário do Nordeste”, a nota que abaixo transcrevo

“Falam do terno do treinador Luxemburgo, mas ele não está sendo nada original. Nos anos 50, no Crato, o técnico do Cariri Futebol Clube, Alderico Damasceno, que era também professor de História e Educação Física, ia ao campo trajando paletó e gravata. Levava também um guarda-chuva que usava, chovesse ou fizesse sol, para apontar o setor pelo qual ele desejava ver seu time atacando”.

Cratenses que não esquecem sua terra

 Jornalista Xico Sá

Dias atrás, li no jornal espanhol El País uma crônica do jornalista Xico Sá (nascido no Crato do Cariri), que estava visitando o Crato do Alentejo, em Portugal, de onde retirei o parágrafo abaixo, quem sabe devido as repercussões da politicagem que divulgam lá fora sobre o nosso Brasil:
“Agora mesmo estou no Crato, não o meu Cratinho do Cariri cearense, falo do Crato homônimo do norte do Alentejo — uma cidade medieval do século XIII que deu nome ao munícipio do sertão (cearense) —, quando uma “conterrânea” portuguesa, uma senhorinha enlutada, interrompe sua sesta e chacoalha meu juízo: “Que se  passa com vosso país?” Só me restou dizer que os cratenses do Nordeste brasileiro, pelo menos, estão na fileira da resistência, ufa. Tomara que eu ainda tenha razão a essa altura” (...)

Outro cronista que poderia ser chamado “O Menestrel do Crato”


     O advogado, administrador e dicionarista Geraldo Duarte escreve toda terça-feira um artigo (ele chama de “artiguete”), no “Diário do Nordeste”, de Fortaleza. Vez por outra ele escreve sobre “causos” acontecidos nesta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Crato. Hoje, 27 de agosto, Geraldo Duarte (que só esteve uma única vez em Crato na época da sua juventude quando integrou manobras do CPOR, mas se apaixonou à primeira vista pelo “Cratinho de Açúcar”) escreveu sobre dois típicos cratenses: Hermes Lucas e Jorge Lucas. Dois irmãos que marcaram sua passagem por Crato. Como sempre, Geraldo Duarte burilou sua crônica num estilo agradável e de leitura prazerosa. A conferir.

“Senador, foguetes e gargalhadas – Por Geraldo Duarte - advogado, administrador e dicionarista
 Wilson Gonçalves: deputado, vice-governador, senador e ministro do TCU

Anos 1960. Acirradas disputas dos cratenses pertencentes a UDN e ao PSD. O advogado paraibano Wilson Gonçalves (1914 - 2000) fez-se chefe político na terra do Padre Cícero, deputado estadual, vice-governador e senador da República.

Hermes Lucas, tio do jornalista e escritor Oswaldo Alves de Sousa (autor de “Combatendo Pelo Crato” e “Tipos e Ditos Populares do Crato de Ontem e de Hoje e Outros Temas”, integrante da UDN), ao contrário deste, pertencia ao PSD.

Solteirão, boêmio e conhecido dada à presença de espírito tornou-se, como o irmão Jorge, personagem folclórica.

Um sacerdote, buscando um dos manos, encontrou o outro e indagou onde o encontraria, pois há dois dias o procurava, deixava recados e nenhum êxito. Resposta rápida. “Arme uma arapuca ali, na Praça Siqueira Campos, bote uma rapariga dentro que ele cai.”

Rapaz afrodescendente, educado e trabalhador enamorou-se da filha de um comerciante. Este, sabendo da amizade do namorado com Jorge, pediu-lhe que interviesse, em face de achar o namoro “desigual”. Ouviu de pronto: “Se você soubesse quanto o jovem é bom, não reclamava e pintava os seus filhos de preto.”.

Todas as vezes que Wilson Gonçalves chegava ao Crato, Hermes, fiel liderado, posicionava vários fogueteiros em pontos estratégicos do itinerário do parlamentar e o foguetório estrondava durante minutos em sua passagem.

Adversário descobriu que Hermes colocava pessoa, a um 1 km da entrada da cidade que, avistando a comitiva, disparava rojão, como senha para os correligionários, no centro, replicarem.

Assim, um oponente pôs alguém para duas horas antes, soltar o fogo de artifício, fingindo o aviso.
Como de praxe, ouvido o sinal, estampidos ecoaram, sem a figura da autoridade.

Dizem que, no silencioso trajeto do senador, ouviram-se gargalhadas dos opositores.

De tão queridos, Hermes e Jorge Lucas nominam ruas do Crato”.

25 agosto 2019

DIA DO FOGO - Polícia descobre que grupo usou whatsapp para convocar "dia do fogo" no Pará



Polícia investiga ação de incendiários, ao menos 70 pessoas participaram de grupo de mensagens; no dia 10 de agosto, número de focos de incêndios cresceu repentinamente na Amazônia

Em Altamira, no Pará, município que lidera o número de incêndios e desmatamentos no Brasil, o Distrito de Cachoeira da Serra, um dos polos agrícolas mais disputados pelos agricultores, ainda repercute a maior queimada da história do Pará, que aconteceu no dia 10 de agosto. Essa data vai ficar lembrada para sempre por aqui como o “Dia do Fogo”. 

Já se sabe que mais de 70 pessoas – de Altamira e Novo Progresso --  entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros, combinaram através de um grupo de whatsApp incendiar as margens da BR-163, rodovia que liga essa região do Pará aos portos fluviais do Rio Tapajós e ao Estado de Mato Grosso. A intenção deles era mostrar ao presidente Jair Bolsonaro que apoiam suas ideias de “afrouxar” a fiscalização do Ibama e quem sabe conseguir o perdão das multas pelas infrações cometidas ao Meio Ambiente.

A pedido do Ministério Público de Novo Progresso, o Delegado Daniel Mattos Pereira, da Polícia Civil, já ouviu algumas pessoas ligadas ao “Dia do Fogo”, até agora ninguém foi preso.

As delegacias dos municípios de Castelo dos Sonhos e Novo Progresso receberam inúmeras denúncias de produtores rurais que se dizem prejudicados pelas queimadas.

Muitos perderam cercas, pastagens, lavouras e animais, tudo devorado pelo fogo. Depois que a denúncia do “Dia do Fogo” veio a público, uma nova versão circula por toda a região. A pecuarista Nair Brizola, de Cachoeira da Serra, faz eco a uma história que ouvimos em toda parte. Ela nos procurou quando circulava pela estrada da “Bucha”, onde nossa equipe documentava uma queimada.

–“Vocês são do meio ambiente?”, gritou ela de dentro de sua caminhonete.
-“Não. Somos jornalistas.”
– “Que ótimo. Que ótimo,“ diz em seguida.
– “Quem está colocando fogo por aqui?”, pergunto a ela
–  “É o ICMBio [a sigla se refere ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. Tinha uma moto preta colocando fogo em tudo aqui. E eles foram na minha propriedade com essa moto amarrada em cima da caminhonete deles. Tava escrito lá na porta”

Sem saber que nossa conversa estava sendo gravada, dona Nair continua:

– “Esse povo, se eles veem você, eles já vêm armado, já manda você parar, já toma seu celular. Você não pode fazer nada. As caminhonetes que eles andam fazendo esse terror todo, está escrito ICMbio. O presidente Bolsonaro tá certo quando diz que essas Ongs estão botando fogo,” completa ela.
- “Mas, ele andou falando também que pode ser os fazendeiros”, interrogo.
-“Não vou dizer que um ou outro não está fazendo isso, mas esse fogo que colocaram ai na beira da estrada, não é dos fazendeiros.”

A vegetação muito seca das beiras das estradas continua com focos de incêndios que chegam a interromper o tráfego na BR 163. Entrando pelas vicinais de terra deparamos uma enorme área de floresta ardendo em chamas.

Uma enorme queimada colocada no entorno de uma área de floresta primária. O fogo foi colocado estrategicamente circundando a floresta, bem no horário em que o vento carrega as chamas para o interior dela. Ao lado o tratorista, Erisvã da Conceição Silva, passa uma grade no terreno, que um dia já foi floresta,  preparando a área  para o plantio de grãos.

--“Quem colocou fogo aí?", pergunto a ele.
-- “Esse fogo veio lá da estrada do outro lado.” Aponta para o lado oposto da floresta onde seria praticamente impossível ter originado o fogo, por uma simples razão. Não havia fogo nenhum por lá.

Fonte: GLOBORU - G1

24 agosto 2019

Empresário Cratense Valdemir Correia recebeu a comenda "Amigo Emérito do Exército" das mãos do General Fernando Matos.


O empresário Valdemir Correia de Sousa recebeu na manhã desta sexta-feira ( 23 ) das mãos do General Fernando Matos, Comandante da Décima Regiao Militar, a comenda "Amigo Emérito do Exercito", comenda esta que segundo suas palavras, "divide com todos os cratenses". O evento aconteceu em Fortaleza-CE. 
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Parabéns, Valdemir Correia. O Crato te parabeniza por mais esta conquista tão merecida. E que venham muitas outras.

Dihelson Mendonça
Administrador do BLOG DO CRATO


23 agosto 2019

Da série "História Secreta do Brasil"

A inexistente "proclamação da república"—por Fernando Mascarenhas Silva de Assis (*)


    Há uma versão um tanto idealizada da chamada "proclamação" da República (que nunca ocorreu). Esta versão, embora fantasiosa, tem sido incentivada pela propaganda oficial. Abaixo, a descrição correta de uma das mais negras páginas de nossa História.

    A verdadeira causa da pseudo proclamação da república chama-se Maria Adelaide Andrade nEVES Meireles... Deodoro estava no Comando Militar do Rio Grande do Sul. O influente político Silveira Martins ocupava a Presidência da Província. Ambos disputavam os encantos e favores de uma viúva, cujo nome era Adelaide . Parece que ela preferia o Silveira Martins, deixando Deodoro em segundo plano. Por conseqüência, tornaram-se inimigos ferrenhos... Daí, anos mais tarde, a conduta tresloucada do Marechal que não proclamou a república...

    De fato, as chamadas "causas" da proclamação (que nunca ocorreu) desta República (que não é, e nunca foi) não passam de eventos maquiados pela propaganda golpista (que não menciona a Viúva Adelaide). São pouco, muito poucos, os que já ouviram falar na Viúva Adelaide. É natural. A historiografia oficial, por motivos óbvios, faz o possível para que seja esquecida.

    Portanto, a chamada Proclamação da República no Brasil é uma fábula. Nunca aconteceu. Contudo, resta a pergunta: Se não houve uma proclamação, como foi implantada a República no País? Após ter gritado "Viva o Imperador”, (que a propaganda oficial mudou para “Viva a República), Deodoro voltou para casa. Volta ao leito e, na cama, recebeu a visita alguns militares republicanos. Tentaram fazer com que Deodoro assinasse o documento que viria a ser o decreto Nº 1 da república. O velho militar se recusou: havia jurado fidelidade ao Imperador.

    Deodoro não era republicano. Havia mesmo escrito, poucos dias antes, a um de seus sobrinhos, o General Clodoaldo que: "República no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa”. De má fé, os militares golpistas disseram ao Marechal que o Visconde de Ouro Preto seria substituído por Silveira Martins. Sabiam da inimizade entre os dois. Deodoro não havia perdoado seu antigo rival na disputa pelos favores da Viúva Adelaide.

     Tresloucado, como sempre ficava quando se lembrava de sua antiga paixão, Deodoro disse textualmente: "Deixe-me assinar esta porcaria". A “porcaria” era o primeiro decreto do “governo provisório” documento este que efetivamente implantou o regime republicano no Brasil.

(*) Fernando Mascarenhas Silva de Assis, residente em Belo Horizonte, é Engenheiro Civil pela UFMG, pós-graduado em Engenharia Econômica. Diretor do CETEC - Centro Tecnológico do Estado de Minas Gerais, Diretor da Faculdade de Administração da Fumec, Auditor de Sistemas e Auditor Ambiental.

22 agosto 2019

Empresário Cratense Valdemir Correia de Sousa receberá mais uma comenda, em Fortaleza.



O empresário Valdemir Correia de Sousa receberá na manhã desta sexta-feira ( 23 ) das mãos do General Fernando Matos, Comandante da Décima Regiao Militar, a comenda "Amigo Emérito do Exercito", comenda esta que segundo suas palavras, "divide com todos os cratenses". O evento acontecerá em Fortaleza-CE. Falando à nossa reportagem, Valdemir aproveitou a oportunidade para comunicar que nessa quinta-feira ( 22 ) esteve com o Diretor do SEBRAE, e solicitou ao mesmo para realizar um convênio com o CDL do Crato, a fim de restabelecer o serviço de ofertas de empregos que foi retirado do Crato sem nenhum motivo. Segundo ele, o Dr. Alcir Porto, diretor, achou a proposta viável, e foi marcado um encontro para a próxima semana para tratar do assunto, que segundo ele, é muito importante para o município do Crato.

BLOG DO CRATO
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Começa hoje a festa da "Imperatriz e Padroeira de Crato" (por Armando Lopes Rafael)

      Tem início neste dia 22 de agosto, Dia Nacional do Folclore, a festa de Nossa Senhora da Penha Padroeira da cidade de Crato e  da Diocese, que neste ano em curso chega a 251 anos de realização. Dezenas de grupos da tradição popular se encontrarão na Praça da Sé para homenagearem a imagem histórica de Nossa Senhora da Penha, que chegou a Crato por volta de 1745, doada pelos frades capuchinhos de Recife.


À noitinha, acontece a tradicional carreata de abertura da festa da “Imperatriz e Padroeira de Crato”, que percorrerá as ruas da cidade. Além dos novenários, missas, louvores, quermesses, a programação contará ainda com a tradicional cavalgada de Nossa Senhora.

A história da Paróquia

 Fachada da Catedral de Crato em 22 de agosto de 2019

A Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi a segunda criada no Cariri. A primeira foi a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, de Missão Velha, que posteriormente mudou a denominação para Paróquia de São José dos Cariris Novos, tendo São José como novo Padroeiro.


         Apesar de ter 251 anos de sua criação oficial, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha só teve 25 Vigários (hoje chamados Párocos), pois muitos deles tiveram longo paroquiado, principalmente no Brasil Colônia e Brasil Império quando a Igreja era ligada ao Estado e os párocos eram nomeados “Vigários Colados” pelo Rei ou Imperador.

Quem foram os Párocos da atual Catedral de Crato

1º) Padre Manoel Teixeira de Morais
2º) Padre Antônio Lopes de Macêdo Júnior
3º) Padre Antônio Teixeira de Araújo
4º) Padre Antônio Leite de Oliveira
5º) Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha
6º) Padre Miguel Felipe Gonçalves
7º) Padre Pedro Antunes de Alencar Rodovalho
8º) Padre Joaquim Ferreira Lima
9º) Padre João Marrocos Teles
10º) Padre Manoel Joaquim Aires do Nascimento
11º) Padre Antônio Fernandes da Silva Távora
12º) Padre Antônio Alexandrino de Alencar
13º) Padre Quintino Rodrigues de Oliveira Silva (depois nomeado Bispo de Crato)
14º) Padre Pedro Esmeraldo da Silva
15º) Padre Joviniano Barreto
16º) Padre Plácido Alves de Oliveira
17º) Padre Francisco de Assis Feitosa
18º) Padre Luiz Antônio dos Santos
19º) Padre Rubens Gondim Lóssio
20º) Padre João Bosco Cartaxo Esmeraldo
21º) Padre José Honor de Brito Filho
22º) Padre frei Joaquim Dalmir Pinheiro de Almeida
23º) Padre José Josias Gomes de Araújo
24º) Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira
25º) Padre José Vicente Pinto de Alencar da Silva

Você sabia que o Crato tem um Co-Padroeiro (ou Padroeiro secundário)?

Vitral existente na Capela do Santíssimo, da Catedral de Crato 
À esquerda, a Mãe do Belo Amor, primeira imagem de Nossa Senhora venerada nesta cidade.  À direita, São Fidelis de Sigmaringa, a quem a primeira capelinha (construida por Frei Carlos de Ferrara) também foi dedicada. Por isso, em 24 de abril de 2013, São Fidelis foi oficializado Co-Padroeiro da cidade de Crato, através de decreto de Dom Fernando Panico.
Por que São Fidelis Sigmaringa é o co-padroeiro de Crato?

   Em janeiro de 1745, conforme pesquisa do historiador Antônio Bezerra, foi colocada numa das paredes da, então, capelinha de Nossa Senhora da Penha uma pedra com uma inscrição em latim. Tratava-se do registro da consagração e dedicação do pequeno e humilde templo, início da atual catedral de Crato. A inscrição foi feita por frei Carlos Maria de Ferrara, e nela constava que a capelinha fora consagrada a Deus Uno e Trino e, de modo especial, a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa, este último considerado de fato o co-padroeiro de Crato. A partir de hoje ele é oficialmente o Co-padroeiro desta cidade.

Abaixo, o texto constante da inscrição rupestre, infelizmente desaparecida:

Uni Deo et Trino
Deiparae Virgini
Vulgo – a Penha
S Fideli mission.º S.P.N. Fran, ci Capuccinor.m
Protomartyri de Propaganda Fide
Sacellum hoc
Zelo, humilitate labore
D. D.
Sup. Ejusdem Sancti.i Consocy F.F.
Kalendis January

Quem é São Fidelis?

São Fidélis, chamado no batismo Marco Rey, nasceu em Sigmaringa, na Alemanha, em 1577. Estudou Direito em Friburgo e exerceu advocacia com tal amor à justiça que foi chamado o “advogado dos pobres”. Era um cristão reto e piedoso, tornando-se advogado justo e cheio de caridade. Assumiu sempre gratuitamente a defesa dos necessitados. Aos 35 anos, para evitar os perigos morais que comportava a sua carreira, deixou as leis e decidiu seguir outra vocação.
Disse alguém que ele teria deixado sua profissão de advogado pelo medo que tinha de vir a cair em alguma daquelas injustiças que parecem inevitáveis nesta profissão. Fez-se capuchinho em Friburgo onde tinha frequentado os estudos de Direito. Impôs-se a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia. Foi ordenado presbítero em 1612, tornando-se grande pregador da Palavra de Deus

Eleito Guardião do Convento de Weltkirchen, na Suíça, entregou-se fervorosa- mente ao apostolado num momento particularmente difícil da vida da Igreja. No cantão suíço dos Grijões, verificou-se, naquela altura, a dolorosa separação que dividiu católicos e calvinistas, tendo degenerado em sangrenta guerra política entre os Valões e o Imperador da Áustria. São Fidélis alimentou sempre no seu coração o desejo de derramar o seu sangue pelo Senhor e foi ouvido por Deus. Enviado para a Suíça pela Congregação da Propaganda da Fé com o fim de orientar uma missão entre os hereges sucedeu que as numerosas conversões ali verificadas lhe atraíram a ira e o ódio das autoridades que acabaram por interrompê-lo com disparos de espingarda numa das suas pregações em Seewis.

A seguir, foi agredido fora da igreja em que pregara e depois ferido de morte. Seu corpo acabou por ser barbaramente esquartejado. Era o dia 24 de abril de 1622. Tinha 45 anos. Sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos e teve como fruto imediato à pacificação entre eles. Os acontecimentos que se seguiram imediatamente mostraram bem que o sacrifício de São Fidélis não tinha sido em vão. É o protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda da Fé. Foi canonizado por Bento XIV aos 29 de junho de 1746.

 (Texto e postagem de Armando Lopes Rafael)

21 agosto 2019

Sinais - Por: Emerson Monteiro


O dia que haverá de chegar trazendo os sinais, de uma hora a outra, quando os pássaros silenciarem; cuidem, pois, de reunir o que resta e tocar adiante o barco dessas ilusões que gradualmente perdem força. Qualquer esquina servirá de ponto de encontro aos que terão de tocar adiante mundo de corações aflitos. Serão os líderes que restam do jeito deles que conduzirão os destinos da massa ignara, olhos postos no futuro ausente. Portas que abrem de par em par manifestarão do caminho à multidão enfurecida. Pais, filhos e netos, todos de mãos firmes no porta-estandarte da esperança, sobrevivem aos mistérios e vagam soltos entre os dentes dos arranha-céus abandonados; só filmes fantasmagóricos e solitários aonde antes foram veículos, festas e ruídos estonteantes dos trastes acesos na lama da carne.

Qual disseram, a que mundo fugiram os pássaros, eles que aqui deixaram tontos de melodias artificiais as bocas amargas da véspera. Espécie de angústia elaborada de tantos noticiários, a tradição desapareceu. Uma grande tribulação prepara a humanidade em forma de passageiros de tempos novos que nascem da brisa matinal. Ali todas as nações já ouviram o Evangelho. Haverá sacrilégio, morte e destruição; templos fechados e gente buscando as derradeiras notas do passado distante.

As vozes gritam em movimento de acreditar nessas naves que virão colher os prometidos largados pelas calçadas do Universo. Tudo pedaços flutuantes de sonhos estranhos, juntos na hora do Arrebatamento. Por causa da maldade, o amor de muitos esfriará e pessoas ficarão perplexas com a agitação dos mares. Ocorrerão desavenças no seio das famílias e das nações. O Sol e a Lua deixarão de brilhar e as estrelas cairão do céu. Um tempo de sofrimento como nunca houve, mas que será abreviado em nome dos eleitos. Por isso, é importante estar preparado, vivendo de maneira que agrade a Deus (2 Pedro 3:14).

20 agosto 2019

Coisas da República: Sai o bode, entram os gambás

O “eSocial” é um programa criado pela burocracia estatal republicana para ter controle completo das empresas e – pasmem! – também até dos empregadores domésticos.

Dada sua insuportável complexidade – são 900 itens previdenciários, trabalhistas e tributários a serem informados –, vem sendo adiada a aplicação dele, e seria normal sua total extinção por parte do novo governo, que prometeu simplificar a vida dos empresários.

O que, entretanto, vem-se cogitando? Extinguir o “eSocial” e transformá-lo em dois novos sistemas – sugerimos o nome “éSocialismo” –, reduzindo-se as informações – ó consolo! – para 500. Ou seja, o governo tira o bode da sala e coloca dois gambás no lugar.

Tudo muito lamentável em um País em que o empreendedor almeja vôo de águia.

Fonte: face book do Pró Monarquia

17 agosto 2019

“Lei de Abuso de Autoridade” – o “Atestado de Óbito” da República Brasileira – por Armando Lopes Rafael



    O Brasil nunca esteve tão perto de se tornar outra Venezuela, como agora. A Câmara dos Deputados, em caráter “urgente-urgentíssimo” (sugerido pelo Presidente da Casa, Rodrigo Maia), aprovou, nas caladas da noite, um projeto de lei – oriundo do Senado da República – denominado “Lei de Abuso de Autoridade”.

   No Senado da República, esse famigerado projeto teve como autor Renan Calheiros, (aquele que possui contra si mais de 11 inquéritos no Supremo Tribunal Federal), um assumido inimigo da “Operação Lava Jato. Na mais alta Casa Legislativa da República, Renan Calheiros foi assessorado pelo ex-Senador Roberto Requião, mais conhecido por “Luzia Louca” (aquele fanático defensor dos governos de Lula, Dilma e do velho e corrupto PT).

    Segundo está sendo amplamente denunciado na mídia e nas redes sociais, essa “Lei de Abuso de Autoridade” começa por proibir policiais de algemar bandidos ou quaisquer outros delinquentes. A bandidagem, aliás, é chamada pelos esquerdopatas de “vítimas da sociedade”. Ademais consta no texto da lei o parágrafo abaixo:

“Essas condutas somente serão crime se praticadas com a finalidade especifica de prejudicar outra pessoa ou beneficiar a si mesmo, a terceiro, assim como mero capricho ou satisfação pessoal”

     Assim, qualquer autoridade que esteja à frente de um processo poderá agora ser punida, desde que o réu tenha dinheiro para pagar um advogado. No entanto, ficou claro que a finalidade maior da nova lei é extinguir a Operação Lava Jato, que apura o maior esquema de corrupção pública já existente no globo.  Pois, se um Procurador tiver tomado uma decisão (qualquer decisão) por “mero capricho” (o termo “mero capricho” tem um sentido amplo e subjetivo) ele pode ser preso e perder seu cargo e o bandido será solto.

     Agora quem tiver poder ou dinheiro, jamais será punido no Brasil. Afinal, poucos policiais, juízes ou procuradores terão coragem de colocar sua liberdade e seu cargo em risco para investigar algum político corrupto ou pessoas poderosas. Só tem um jeito dessa “Lei de Abuso de Autoridade” não vingar. É se o atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, a vetar na totalidade. Resta, pois, uma tênue esperança da sociedade sadia do Brasil de que isso aconteça. Afinal não era Jair Bolsonaro que usava, na sua campanha de 2018, o slogan: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”?

15 agosto 2019

Imperador Dom Pedro II -- Considerado um líder arquétipo do Brasil (por Plínio Corrêa de Oliveira)

Fonte: revista Catolicismo--agosto de 2019 

    No tempo de Dom Pedro II, éramos indiscutivelmente um povo em que a organização da família ainda estava viva e pujante, muito de acordo com o modo de ser afetivo do brasileiro. O velho Imperador — respeitável, venerável e bondoso, com cabelos e barbas brancos — foi durante décadas, por assim dizer, “o vovô do Brasil”; e o Brasil se deliciava em ser neto de Dom Pedro II.

    O modo como ele governava e dirigia a política brasileira era inteligente e cheio de jeitinhos, como o brasileiro gosta. O que fosse imposto à força, de acordo com o modelo de Frederico II da Prússia, não era apreciado pelos brasileiros e poderia “azedar” as relações muito desagradavelmente, ou até fatalmente.

    Naqueles tempos, a Constituição brasileira era liberal e reduzia muito os poderes do monarca. Mas ele era muito sagaz e servia-se do prestígio de Imperador para negociar nos bastidores o curso da política, de tal maneira que se tornou o principal político do País. Acomodava os problemas e abafava as revoltas, fazendo reinar a paz com muita prosperidade. Assim o Brasil se tornou uma das maiores nações, com uma esquadra mercante que era a segunda maior do mundo.

    Apesar de o Imperador seguir inteiramente a Constituição, os políticos liberais reclamavam muito dele, dizendo que exercia um “poder pessoal” extra constitucional, porquanto acumulava os dois poderes. A resposta dele era que nada na Constituição o impedia de exercer influência política. Os liberais vociferavam, mas nada podiam contra a força moral do Imperador. Assim ele conduziu a política até o fim de sua vida, quando foi destronado. Deixou nos brasileiros saudades daquela época, pois o Imperador os representava arquetipicamente.

(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 17 de fevereiro de 1989. Esta transcrição não passou pela revisão do autor).

12 agosto 2019

Caririensidade


Dia 22 começa a festa de Nossa Senhora da Penha



    Os festejos dedicados a Nossa Senhora da Penha – Imperatriz e Padroeira de Crato – são realizados há 251 anos. E se constituem na mais tradicional e longeva manifestação religiosa popular feita nesta cidade. A mais antiga referência a esta festa data de 1838, e foi feita por George Gardner, naturalista, botânico memorialista, intelectual, pesquisador, escritor, ensaísta e cientista escocês, que esteve em Crato naquele recuado ano.

     Autor do livro “Viagem ao Interior do Brasil”, publicado em Londres em 1846 (e somente traduzido para o português e editado no Brasil quase cem anos depois) George Gardner descreveu – no livro citado – a festa da Padroeira de Crato, da qual destacamos o seguinte trecho:

Durante minha estadia em Crato foi celebrada a festa de N. Senhora da Conceição, (Gardner equivocou-se quanto à invocação da Virgem Maria patrona da Cidade de Frei Carlos, pois o certo é Nossa Senhora da Penha) precedida de nove dias de divertimentos, cujas despesas correm por conta de pessoas designadas para conduzi-los; enquanto durou a novena, como é chamada, os poucos soldados que havia na vila não cessaram quase, dia e noite, de dar tiros e as procissões, iluminações, girândolas de foguetes e salvas, com um pequeno canhão em frente da igreja, trouxeram ao lugar um constante alvoroço”.

Uma das muitas histórias desta festa



   A crônica histórica de Crato guarda ainda o registro de que o primeiro Intendente deste Município, após o advento da República – cargo que hoje corresponde ao de Prefeito – o cidadão José Gonçalves da Silva, durante 29 anos seguidos (de 1900 a 1929) foi o coordenador da Festa de Nossa Senhora da Penha. Consta que estando uma vez no Rio de Janeiro, ao embarcar no navio que o traria de volta ao Ceará o Sr. José Gonçalves da Silva, homem de pequena estatura, caiu no mar e na hora da aflição pediu o auxílio de Nossa Senhora da Penha para não morrer afogado.

   Retirado das águas fez um voto de assumir a coordenação da festa da Padroeira de Crato, o que cumpriu até sua morte, ocorrida em 4 de julho de 1930. O certo é que, em quase dois séculos e meio de realização, os festejos a Nossa Senhora da Penha, têm importância não só na tradição religiosa desta cidade, mas servem como instrumento de socialização e divulgação da capacidade empreendedora e artística da sociedade cratense. Basta lembrar que a cada 22 de agosto, véspera do início do novenário em louvor à Virgem da Penha, que coincide com o Dia do Folclore, dezenas de grupos da tradição popular se encontram na Praça da Sé para homenagearem sua padroeira.

Dia 22 de agosto a cultura popular volta às ruas de Crato




     Em face disso, os festejos a Nossa Senhora da Penha também contribuem para a conservação da cultura popular com suas festas, brincadeiras, danças, cantigas de roda, crenças, superstições, lendas, histórias, ritos e mitos do Homem Cariri. No dia 1º de setembro – data consagrada a Nossa Senhora da Penha – a procissão com a imagem da excelsa padroeira dos cratenses leva cerca de trinta mil pessoas às ruas da cidade. Mantendo uma velha tradição as famílias ornamentam com flores, velas e imagens as janelas de suas residências para reverenciar a passagem da sagrada imagem. Trata-se de um momento rico de piedade cristã, uma manifestação pública da fé do povo cratense.


Nos últimos anos os festejos a Nossa Senhora da Penha têm crescido bastante, com reflexo no aumento da renda dessa festa, oriunda das doações dos fiéis. E tudo tem sido criteriosamente aplicado em melhoramentos na Igreja da Sé. Basta citar o novo piso da igreja, pintura externa e interna, a restauração de todas as imagens e peças sacras antigas daquele templo, a reforma da capela batismal, a construção das capelas da Ressurreição e do Santíssimo Sacramento, novo sistema de som, dentre outros.

Início da abertura da Avenida Dom Vicente de Paulo Araújo Matos



      A Prefeitura de Crato iniciará, no fim deste mês, os serviços para abertura da Avenida Dom Vicente Matos, que ligará o bairro Mirandão à estátua de Nossa Senhora de Fatima, no bairro do mesmo nome. Será a maior Avenida da cidade de Crato.
O homenageado


      Os que conviveram com Dom Vicente mais de perto são unânimes em reconhecer nele um espírito magnânimo, pleno de bonomia, simplicidade, firmeza de caráter e um otimismo que não se abalava com as decepções da vida.

    Dom Vicente de Paulo Araújo Matos nasceu na cidade de Itapagé, Ceará, no dia 11 de junho de 1918. Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 29 de novembro de 1942. A nomeação episcopal veio encontrá-lo – em 25 de abril de 1955 – como diretor do Colégio Arquidiocesano de Fortaleza, conhecido como Colégio Castelo. O Papa Pio XII concedeu a Dom Vicente Matos, naquela ocasião, o título de bispo titular de Antioquia de Meandro e auxiliar de Crato. Residindo na Diocese de Crato desde 15 de agosto de 1955, com a renúncia de Dom Francisco de Assis Pires, Dom Vicente foi escolhido terceiro Bispo Diocesano de Crato em 28 de janeiro de 1961, pelo Papa João XXIII. Tomou posse na função no dia 19 de março do mesmo ano.


Frutos do seu episcopado.

    Homem dinâmico e empreendedor, Dom Vicente foi um pastor prudente, zeloso e deixou vasta folha de serviço prestada à Diocese de Crato. Criou dezoito paróquias e ordenou trinta e sete sacerdotes. Deve-se a ele a fundação do Instituto de Ensino Superior do Cariri, mantenedor da Faculdade de Filosofia de Crato embrião da Universidade Regional do Cariri.

    Foram iniciativas de Dom Vicente a construção do imponente Centro de Expansão Educacional (localizado no bairro Granjeiro) que hoje leva seu nome; a Rádio Educadora do Cariri; a Empresa Gráfica Ltda., que editava o jornal “A Ação”; a criação da Fundação Padre Ibiapina, instituição de amplo alcance social que desenvolve trabalho de Evangelização, Cursos de Treinamento e as Pastorais da Criança, da Educação e da Saúde, além da atual Faculdade Católica do Cariri. A Dom Vicente se deve ainda a criação dos primeiros Sindicatos dos Trabalhadores Rurais no sul do Ceará; a criação e construção do Ginásio Madre Ana Couto e Colégio Pequeno Príncipe; a Escola de Líderes Rurais; Organização Diocesana de Escolas Profissionais, dentre outras iniciativas.

Uma vida dedicada à civilização cristã

     Dom Vicente foi bispo-auxiliar durante cinco anos; administrador diocesano por um ano e cinco meses e bispo diocesano de Crato durante vinte e um anos, perfazendo quase trinta e sete anos de bons serviços prestados à Diocese de Crato. Renunciou ao bispado, por motivo de saúde, em 01 de junho de 1992 e faleceu no dia 06 de dezembro de 1998. É considerado o maior benfeitor da cidade de Crato. Foi sepultado na Capela da Ressurreição da Catedral de Crato. 

(À esquerda, brasão episcopal de Dom Vicente)

11 agosto 2019

Fique por Dentro ! - Por Maria Otilia


                                                         DIA DO ESTUDANTE 
                                                                  
 O dia do estudante é comemorado, no Brasil, no dia 11 de agosto. A data foi sugerida em 1927, em homenagem aos cem anos de fundação dos dois primeiros cursos de ciências jurídicas do país, em 11 de agosto de 1827, por D. Pedro 

A EEF Dom Quintino vem neste dia, divulgar um trabalho maravilhoso, do professor Junnior Pessoa com seus alunos, nas aulas de Geografia. Através de aulas “turbinadas”, este professor vem fazendo a diferença, no tocante a proporcionar um aprendizado de forma lúdica. Seus alunos pesquisam, discutem  nos estudos em grupos, temáticas importantes como: aquecimento global,  produtos orgânicos, sistema solar, etc. Com a sua orientação, os alunos elaboram suas maquetes e apresentam para os colegas em forma de Seminários. É a boa gestão de sala de aula, é o fazer pedagógico diferente que faz valer  a construção de novas aprendizagens voltadas para  a consciência  da necessidade da preservação do nosso meio ambiente  e do lugar em que vivemos.
 

A Prática educacional sobre o sistema solar e os movimentos da terra foi realizada pelas turmas do 6° ano da Escola Dom Quintino em Crato. O Professor de geografia  Luis Pessoa Junnior, tem promovido o protagonismo do educando com atividades de pesquisa e geosustentabilidade.E lembrando que  as maquetes são feitas com material de sucata.

 




Parabéns estudantes pelo protagonismo juvenil, parabéns professor pelo belo trabalho em sala de aula. 



03 agosto 2019

Crônica do fim-de-semana

 Um general francês em terras caririenses -- por Armando Lopes Rafael

    


       O General Pierre Labatut foi um militar francês que deixou seu nome inscrito na história. Ele participou das Guerras Napoleônicas, entre 1807 e 1814, tendo atuado na Península Ibérica. Também combateu na Guerra da Independência dos Estados Unidos da América, ao lado do Marquês de La Fayette.  Atuou, ainda, na Colômbia, ao lado de Simon Bolívar. Finalmente, Labatut veio para o Brasil, contratado no posto de Brigadeiro pelo Imperador Dom Pedro I, dada a escassez de oficiais experientes no Exército Brasileiro, recém-organizado pós independência, e para ajudar na guerra da nossa independência. Aqui, Labatut ordenou o Exército Pacificador e combateu as tropas leais a Portugal, – contrárias a nossa independência – na Província da Bahia. E lutou na Revolução Farroupilha, já no período das Regências.

      Em 7 de julho de 1832, a Regência que governava o Império do Brasil designou o General   Labatut para chefiar uma expedição ao Ceará. Tinha ele por objetivo prender o caudilho Pinto Madeira e devolver a paz aos habitantes da Província. Chegou Labatut ao nosso Estado no dia 23 de julho, trazendo 200 homens, quase todos negros. Mas somente em 31 de agosto, veio ele ao teatro da chamada “Guerra do Pinto”, iniciando sua missão pela Vila de Icó. Encontrou a revolta praticamente encerrada, graças ao empenho do presidente da Província do Ceará, José Mariano de Albuquerque.

    Em setembro, Labatut já estava no Cariri, fazendo seu quartel no Sítio Correntinho, (localizado no município de Barbalha). Dali ele lançou uma proclamação aos revoltosos convidando-os à rendição, mediante promessa de clemência. Ofereceu garantias de vida a Pinto Madeira e ao Padre Antônio Manuel de Souza para estes se entregarem, o que ambos fizeram, em 12 de outubro de 1832, com a promessa de serem enviados ao Rio de Janeiro, onde teriam um julgamento imparcial.

     Chegando ao Cariri, Labatut logo sentiu o exagero das notícias chegadas à capital do Império sobre a “Guerra do Pinto". Constatou ele que Pinto Madeira, mesmo obtendo algumas vitórias, nunca ultrapassou os limites de Icó. A capital da província, os portos cearenses, a rota entre Aracati e Icó nunca saíram das mãos do governador da Província. Além do mais, Labatut não precisou derramar uma gota de sangue cearense, pois a Guerra do Pinto já havia sido vencida pelo governador da província, José Mariano. Tudo isso tranquilizou o general francês pois sua missão não necessitava promover lutas e sim viabilizar o apaziguamento da população.

Foi o que ele fez, tendo oportunidade de cumprir, com isenção, sua missão. Para evitar que os dois chefes rebeldes fossem massacrados por seus inimigos do Ceará, enviou-os a Recife, sob a guarda de um oficial de sua plena confiança. Em 14 de outubro, Labatut fez um equilibrado e sereno ofício ao Ministro da Guerra da Regência, pedindo um julgamento imparcial para Pinto Madeira. alegando:  

   “Como, pois, poderão ser julgados os réus por juízes inçados da mesma opinião dos partidos que assolam a província? Por isso rogo a V. Excia. se digne de atender ao meu último oficio do Icó, em que, conhecendo cabalmente os males que acabrunham a nova comarca do Crato, eu pedia juízes íntegros, justos e sábios por não haver um só letrado, em toda ela, os de paz e ordinários são mui leigos e pertencem a um e outro partido”. (...)    

        Infelizmente, não atenderam ao pedido do General Labatut. E o desenrolar do julgamento de Pinto Madeira foi a aberração jurídica como atestam os registros da história...

02 agosto 2019

A verdadeira História do Brasil -- 5

Por que o Brasil é considerado um país católico? – pelo Prof. Felipe Aquino (*)
 Isso também não nos é ensinado pelos professores de História
    
  Não sei se você sabia, mas quando o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, em 1500, estavam com ele 17 sacerdotes; e logo no dia da Páscoa celebraram a primeira Missa no Brasil, e Pedro Álvares deu-nos o nome de “Terra de Vera (Verdadeira) Cruz”; depois chamou de “‘Terra de Santa Cruz” e, infelizmente, posteriormente, trocaram por Brasil, o nome de uma madeira abundante. As caravelas do Rei Dom Manuel, o Venturoso, sempre iam para as Índias e para a África e Ásia, com sacerdotes franciscanos, jesuítas, diocesanos e outros. Os índios assistiram a Primeira Missa, celebrada por Frei Henrique de Coimbra. Sem entenderem bem, os índios se olhavam, apontavam para a grande Cruz, e apontavam para o céu. Algo divino.

Estive em Santarém, onde Cabral foi sepultado, para agradecer a Deus por tudo que já narrei. E fiquei muito feliz pelo que vi em seu túmulo: Uma enorme estátua dele, com as roupas de Capitão da Marinha portuguesa, segurando um belo Crucifixo levantado para o céu; não consegui estancar as lágrimas diante de meu amigo português que não entendeu…. Obrigado Senhor ! Obrigado pelo Rei católico, obrigado pelo Capitão católico, obrigado pelos 17 padres portugueses católicos!
Numa igreja ao lado do cemitério, pude ver a relíquia do milagre eucarístico de Santarém. Emocionante narrativa. Meus olhos umedeceram de novo… quantas graças em tão pouco tempo! Um professor de História da Universidade de Coimbra ofereceu-me um jantar e contou-me algo emocionante. A conferir.

     Em 1642, um grande rei católico, Dom João IV, coroou Nossa Senhora Imaculada como Rainha e Padroeira de Portugal, e deu-lhe a sua Coroa. E a Rainha fez o mesmo. Daí para frente os reis e Rainhas de Portugal não colocaram mais uma coroa na cabeça. Fiquei com uma santa inveja de Portugal, e no meu coração agradeci a Deus por ser descendente deles. Naquela noite eu entendi porque Nossa Senhora havia escolhido Portugal para aparecer em 1917 e salvar a Europa da Primeira Guerra e do comunismo ateu que matou cem milhões de pessoas. Entendi porque no dia Dela (13/05/1981) ela salvou o Papa João Paulo da morte. Entendi tudo. Os reis de Portugal, tal qual o rei Davi, consagraram seu reino, seu país e seu povo a Deus. Que bom se nossos Presidentes fizessem o mesmo!

     O Brasil se formou católico porque Portugal católico nunca permitiu, com a proteção de Nossa Senhora, que países com outras religiões nos dominassem. Por isso o Brasil, Terra de Santa Cruz, é católico. E Nossa Senhora aqui apareceu, em Aparecida, para confirmar tudo isso. Aleluia!


(*) Felipe Aquino escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.